04 julho 2016

Sobre mim, a Mãe de Papel e o caminhar

Muitas vezes me questionei, no ultimos 2 anos, sobre manter o blog... Na maioria das vezes preferi não responder. Confesso que era muito mais facil blogar e, principalmente, escrever, quando se tinha tempo de sobra (pq era preciso cumpri 9 horas diárias de ponto) e cabeça vazia (pq tempo ocioso deixa a cabeça vazia)...

Hoje não tenho nenhum dos dois... a não seu de madrugada!!! Não... nem de madrugada, pq a cabeça não para, pq o tempo continua correndo e minha lista de pendencias, coitada, cresce diariamente (ao contrário de todas as plantas que já tentei cultivar no apertamento!!!)

Mas o blog permanece... permanece pq ele tem lembranças e memórias... Muitas.. das quais eu não lembraria se não tivesse o blog e não acessaria se, simplesmente fechasse ele e colocasse num arquivo de word... Vai permanecer mea boca, vai ser alimentado da forma mais confusa, falando cada vez mais de mim e menos das crianças, vai falar da Mãe de Papel e do que vier pela frente... Sabe-se lá o que vem, vai que preciso matar o tempo de 9h diárias de novo (bate 3x na madeira ae!!!)

É isso...  o caminhar veio antes e vem depois tbm... Mas falando sobre a Mãe de Papel...

Ah, a Mãe de Papel... é meu xodó, sabe... É meu terceiro filho, com cara de filho mais velho (acho que da idade do meu sonho de me encontrar... É um filho que eu queria muito que tivesse dedicação excRusiva e as tais 9h diárias de trabalho... mas estamos longe disso AINDA!!!

Um dos meus investimentos da Mãe de Papel, foi em maquinário para trabalhar com Scrap. Hoje vejo que podia ter investido melhor e estudado um pouco mais... mas tá bom, pq foi como dava pra ser... na marra.. antes que deixasse de ser...

Em algum momento entre a criação da pagina do facebook , minha saída efetiva do trabalho e o começo da nova rotina, o scrap AND as festas tomaram conta da Mãe de Papel... De tal forma, que não foi possível voltar atras. Me encontrei onde eu já me encontrava, só não sabia, saca?! (se não saca, releve o horário..só esse que consigo escrever e as ideias ficam confusas... rsrs)

Mas daí que me vi em meio a tanta informação, que fui absorvendo que nem esponja, só que sem extravasar para nenhum lado... no mesmo passo que marido quase surtava por não ter conseguido realocação... foram 6 meses muito intensos...

Aprendi muito sobre mim, mesmo antes do processo de coaching... aprendi a engolir muito mais em nome do bem estar do outro, a dar conta de tudo que eu pudesse dar e do que não pudesse tbm, afinal eu não estava sozinha, aprendi que tínhamos poucos amigos, pouquíssimos, para ser bem sincera... Muita gente que urubuzou, veio perguntar só para saber em qual tanto de merda a gente tava e que depois nunca mais ligou. E que os poucos, pouquíssimos, esses vão até o fim pq estão ainda do nosso lado, nos perguntando como vai o dia, mesmo que não seja todo dia... Isso é um aprendizado e tanto.

Mas da parte boa, aprendi que tenho talento (tenho mesmo, pode acreditar!!), que tenho mão para papel e artesanato, que sou detalhista e criativa e que tenho mais para aprender todos os dias...

A Mãe de Papel cresceu nos últimos 5 meses de uma forma absurda... E sei que vai crescer mais nos próximos meses e anos. Hoje, consigo ter projetos agendados com antecedência e toda semana a agenda fecha com trabalho. Vivemos assim, uma semana depois da outra e ta dando certo!!!

Quero muito mais ainda... e estou aprendendo a dividir minha atenção entre Marido - que se encontrou depois de muito bater cabeça, trabalhando por conta própria tbm, Laís - que esta aprendendo a ler e esta numa fase muito complicada entre a dependência e a independência, e o Caio - que é minha sombra, LITERALMENTE!!! Ah... e não menos importante minha atenção a mim, tbm. Pq sou gente e se eu não funcionar bem a engrenagem ai de cima para totalmente.

18 abril 2016

Sobre se descobrir, sobre o auto conhecimento e sobre mim

Nesse período de transição, mudança, furacão que passou na minha vida nos últimos meses (quase 1 ano, já), tive a oportunidade de fazer um processo que a muito tempo eu queria fazer, mais não tinha oportunidade/possibilidade de fazer por N motivos. 

O coaching foi o processo que despertou dentro de mim a vontade de mudar, mesmo sem passar pelo processo. Comecei a seguir pessoas que questionavam as verdades absolutas que nos são impostas todos os dias e àquelas em que acreditamos (ou nos fazem acreditar) desde sempre.

Dai depois que vc começar a pesar e a questionar é um caminho sem volta. E peguei esse caminho a uns 3/4 anos, quando comecei a me questionar. Daí veio todo o processo decisão, duvida, amadurecimento, se jogar com a cara e a coragem... e tudo mais.

Mas não é facil. Nem perto disso. 

Final do ano passado, quando estava no meio do olho do furacão da Doroty, prestes a desistir de tudo e acreditar que eu tinha feito merda, desacreditar de mim, perder o animo e as esperanças que eu conseguisse dar conta, uma pessoa cruzou o meu caminho. Daquelas coisas que a gente acha que não acontece, que não pode acontecer, que não tem gente boa no mundo para fazer acontecer.

Mas tem, muitas. Entre elas a Bethania, do site Viver e Melhor, que estava no mesmo grupo que eu, que deixou uma mensagem no grupo na hora em que eu estava online, zapeando o facabook, e ofereceu uma vaga para o programa que iria começar. E assim nos encontramos. 

Assim eu quase desisti antes mesmo de começar. Mas não desisti. E nos encontramos (e desencontramos algumas vezes em que a casa parecia que ia desabar) , nos encontramos por 3 meses, toda semana, ao vivo, tete a tete. 

E a Mãe de Papel ganhou novo folego, eu ganhei uma injeção de adrenalina e muita reflexão... É um processo muito maior do que eu imaginava. Muito mais completo e, as vezes até doloroso de auto conhecimento e crescimento. Mas é incrível e eu nunca vou para de agradecer a Bê por toda a transformação que ela me guiou para conseguir.

E essa é minha "ultima" tarefa do processo. Uma carta para a que eu sou ou quero ser daqui a alguns meses.

***

Esse texto, ou carta, é uma projeção, uma idealização ou um vislumbre do que eu quero e posso ser daqui até o inicio do ano que vem. 

Como se hoje fosse 1º de janeiro e eu estivesse naquele momento de reflexão que sempre fazemos quando chega a virada do ano e o inicio de um novo ciclo. Quando faltam poucos dias para o meu aniversário e meu momento de reflexão fica ainda mais forte pelo “inferno astral” pré aniversario.

Acredito que estou muito mais agradecida do que aborrecida com os últimos meses, que o crescimento e amadurecimento pessoal e profissional do ultimo ano, valeram tanto quanto os 10 anos de trabalho escravo no Inmetro.

Acredito que estou no caminho que quero estar com a mãe de papel, que cresci o tanto quanto fui capaz e me dediquei ao máximo para isso. E que o que não cresci, tudo bem, temos mais um ano pela frente para conseguir. 

Acredito que já conseguimos nos encontrar em uma rotina familiar que me permite trabalhar sem culpa. Na verdade acredito que culpa é daqueles sentimentos que quase não sinto mais. Acredito que estou mais disposta fisicamente e que consegui encontrar uma atividade que me dê prazer e que renove minhas energias. 

Acredito que consegui encontrar um equilíbrio entre minhas obrigações, minhas necessidades e as necessidades das crianças. Acredito que mesmo trabalhando muito mais, afinal agora tenho uma rotina que me permite isso, consigo brincar mais com as crianças, consigo estimular mais os dois e dar atenção individual a cada um. 

Acredito que me sinto mais bonita, afinal estou me exercitando. Mas mais do que isso, estou cuidando de mim e olhando mais para mim. Acredito que isso vai ser um reflexo do meu amor próprio e do meu auto controle emocional, que pode até não estar controlado, afinal eu sou de carne e osso e continuo sendo eu, mais não vou mais estar na sensação de montanha russa. 

Acredito que cuidar de mim não vai ser mais motivo de culpa, afinal lembra que não permito mais a culpa. E acredito que cuidando mais de mim e me sentindo mais bonita, minha relação com o marido tbm vai estar melhor. Ainda vamos ser nos dois, que damos choque, mais vamos estar ainda mais fortes juntos. 

 Acredito que vou me deixar abater cada vez menos pela instabilidade e vou estar cada vez mais segura. E quando eu estou segura, nada me segura. 

Acredito que vou terminar essa reflexão, daqui a alguns meses, com um sorriso no rosto e uma sensação de: “caralho, eu sou foda!”, pq né, esse foi meu primeiro ano completo dedicado a mim e a tudo que amo e acredito. E ao contrario das expectativas e perspectivas (principalmente de terceiros), eu estou feliz. 

E é só o começo, pq no dia 1º, para mim, realmente começa tudo de novo. E eu vou estar pronta pro que vier. E eu quero que venha mais. Que eu não pare de me conhece, entender e respeitar. Que a Mãe de Papel brilhe tanto quanto sei que ela pode e vai brilhar, pq vou cuidar disso. Que as crianças estejam felizes e que não falte nada: material e emocional. E eu tbm vou cuidar disso. 

Pq não é fácil. Mas se fosse, não tinha graça

31 março 2016

Mãe de Papel do começo...

De ante mão já falo: Empreender é difícil pra caralho!!! Em português claríssimo!!!

E mais: Empreender conciliando com a maternidade full time é tipo... difícil PARA CARALHO!!! (desculpa, juro que vou reduzir o numero de palavrões!!! rsrsrsrs)

Pronto, tendo avisado que não é o país das maravilhas, agora posso apresentar meu plano infalível com todo amor que tenho por ele, sem ninguém achar que "oia, que molezinha!!!"

***

Na época do aniversario de 2 anos de Laís (auge das atualizações desse humilde blog), eu quase enlouqueci com o processo de montar uma festa... Pq não é simplesmente contratar decoração, mandar fazer um bolinho cheio de pasta americana e chegar linda e maquiada. Pelo menos para mim não foi assim.

Não, pq não tenha que ser assim. Pode sim ser assim. Basta me contratar... rá!!!

Mas foi assim pq eu me descobri minuciosa, detalhista e com olhar critico quando o assunto era festas. Passei noites colando botões em forminhas, cortando borboletas gigantes para colar nos tubetes, separando mm's por cor para combinar... Pq, né?! Não pode ser tão simples.

Me apaixonei pela festas, por alguns estilos de decoração. Era o BUMM da personalização, o inicio do provençal, a gestação da scrapfesta... e me descobri ali.

A festa em si foi um fracasso (dolorido admitir), pq minha vasta lista de convidados não tinha tanta consideração assim pela minha familia e não foi, pq minha experiencia em grandes eventos era ZERO, pq Laís ficou longe de mim o dia todo e na festa só queria colo e peito... Massss

Fiz um intensivo na pele de administração de recursos, de decoração, de combinação de cores, de noção de espaço, de buscas nas internet. Fiz um intensivo investindo numa profissional de outro estado que me assessorou a distancia e me ensinou muita coisa. Hoje vejo que a festa de 2 anos de Laís foi meu primeiro grande investimento no meu plano infalível.

Naquele ano fiquei de ferias enquanto marido trabalhava e Laís ficava na creche. Ócio total por 30 dias... Uma amiga querida me incentivou e "rachamos" um curso online (não façam isso crianças... rsrsrs) de personalização de festa no corel draw.

Passei muito dias entre as aulas e as criações, que eram na verdade uma repetição do que a prof fazia nos cursos, e a gente aplicava nos projetos. A partir daí foi mais fácil colocar a mão na massa a partir do computador.

Fiz os aniversários seguintes de Laís, dos primos, dos filhos dos primos.. Nada de mais.. algumas peças personalizadas. Coisas que eu dava atenção naquele momento de criar e depois passava. Na verdade, apesar de todo o envolvimento, nunca vi isso como um caminho no qual pudesse seguir profissionalmente.

Meio que serio, meio que na diversão, Manu (minha amiga querida sócia de curso) fizemos uma "sociedade à distancia" e criamos, com direito a brainstorming para criação do nome e concepção da ideia, a Papel de Mãe... Ela fez a logo mar linda do mundo, fizemos pagina no face, criamos alguns produtos alem dos personalizados, loja no tanlup... e nenhum venda... heheheheh

Novamente, nem durante os meus piores momentos, as piores crises de trabalho X maternidade eu pensei em ter o trabalho com festas como fonte de renda.

Nem quando decidi que iria sair do emprego. Nem quando Caio Nasceu. Nem quando a ideia surgiu, 3 dias antes do congresso de Mães empreendedoras que me deu uma chacoalhada absurda e me colocou em movimento... em nenhum desses momentos eu pensei que trabalhar com festas pudesse ser uma fonte de renda.

Na verdade eu queria (e ainda quero) produtos diferentes. Todos ligados com criação, arte, impressão digital e (naquela época eu pensava) em algum momento Scrap.

Criei o primeiro produto deitada, pensando em tudo. Ainda é um dos meus queridinhos e não tem quase nada a ver com festa. Quase, pq tem a ver com aniversario. A ideia é um pesquisa cm fatos curiosos que aconteceram na história no dia em que a pessoa nasceu e uma arte feita a partir dessas informações.

Depois disso, naquela noite, na minha cabeça, vieram mais outros muitos possíveis produtos ara a minha loja que seguiria sendo a Papel de Mãe.

Durante o congresso aprendi um pá de coisas, dentre elas a mais básica era pesquisar se o nome escolhido para a empresa não tinha sido tbm o escolhido de outra pessoa. Não precisou buscar muito para achar outra Papel de Mãe.

Travei... Mas hoje acho que travei só por 5 minutos e não consigo imaginar outro nome para mim, com a minha identidade a minha cara, que não seja a Mãe de Papel.

Mãe de Papel é quase um brincadeira, é leve e esta diretamente ligado com o meu serviço o papel, mesmo que na época eu não tenha tbm me dado conta disso.

Passado o congresso, foram muitas noites em claro. Muitas dessas noites simplesmente criando. Outras muitas pesquisando. Criando loja, domínio .com.br, domínio .com, blog (que estacionei por pura falta de tempo e de prioridade, no momento), cadastrando produtos, pesquisando, pesquisando, pesquisando.

Daí aconteceu todo o choque na hora do meus desligamento. A saída do marido do emprego. O susto que me travou por algumas semanas...

Só que uma das coisas que aprendi nessa jornada ( e olha que aprendi coisas pra carai, aprendi e aprendo todo dia coisas de uma vida inteira que em 11 anos de empresa não aprendi a viver)... Então, umas das coisas foi que não adianta esperar estar tudo perfeito para começar, pq pode não ficar perfeito nunca... Hoje não esta perfeito... E eu poderia não ter começado ainda...

Com toda minha timidez, com toda a minha vergonha em me auto promover, com toda minha insegurança do meu potencial... Numa dessas noites de insonia, sem prensar muito, já tendo refeito a logo um sem numero de vezes, eu criei uma pagina no facebook.

E não adianta o livro das face é o caminho inicial e "mais curto" para quem empreende sem local físico. Mas é tbm onde as pessoas se sentem a vontade para dizerem o que querem e assim dizer mita coisa ruim...

Era só nisso que eu pensava enquanto criava a pagina.. "Vai dar merda", "Não vai dar em nada", "Só vai curtir família e amigos com dó da nossa situação", "Putaquepaeo, que ideia de girico que eu tive"...

Massss, mesmo me borrando startei a pagina numa segunda feira de manha e fui cumprir mais um dia (ou meio dia) de aviso prévio...

Minha surpresa absurda foi chegar em casa e ter mais de 50 curtidas, foi terminar a noite com 80 incluindo gente que eu não conhecia e com só um produto divulgado.

Eu parei e pensei: Né que dá para fazer essa parada funcionar?!

Continua...

21 março 2016

O plano infalível... É, até que foi um bom plano!!

Não, eu não vou voltar aqui e dar mil desculpas por ter deixado o blog de lado, se não todos os meus posts vão começar dessa forma... Nunca pensei mesmo em abandonar esse canto. Não esperava passar tanto tempo sem postar nada, mas... To aqui!!! Firme e forte!!!!

***

Essa semana fez um ano desde o congresso, a formulação da minha ideia, a "criação" da minha marca... Passei muitas noites sem dormir por muitos meses... estudando, elaborando plano de negócios, criando logo, identidade visual, domínio, redes sociais, market place (sim, pq sou fina!!)...

O fato é que na metade das minhas ferias eu tinha tudo estruturado para sair do meu emprego formal e ter bons meses de investimentos (financeiro e intelectual) na minha ideia... O plano era realente perfeito... Tão perfeito, que o que eu mais temia, que era como se daria minha saida da empresa, aconteceu da melhor forma: Convenci quem eu tinha que convencer que eu não estava tomando uma decisão baseada somente nas crianças, que eu tinha sim, um plano de continuar ganhando dinheiro e, principalmente, que eu tinha todos os motivos para sair dali e mudar minha vida.

Por uma Feliz (e depois muito triste) coincidência, meu pedido acontecia no meio da crise, no meio de muitas dispensas, então seria mais fácil me dispensar.

O problema é que nem tudo acontece como a gente planeja. A gente não tem o controle sobre tudo. Para a pessoa controladora que sou, cada vez mais descubro que a gente não tem controle de nada, a não ser dos nosso atos.

Na semana da minha demissão, marido tbm foi demitido. Na semana da minha demissão, me deram oportunidade de voltar atras, repensar a minha decisão e continuar. Na semana da minha demissão, contrariando toda sensatez do mundo, eu mantive minha decisão.

Acho que quando vc se torna responsável pela sua felicidade (que respinga na felicidade de gente que depende de vc), assumir riscos é consequência primordial. Eu refiz contas, refiz novamente, avaliei os possíveis cenários, refleti (e chorei) muito... E no final foi tranquilo bancar a decisão.

Tranquilo, não significa fácil, longe disso. É uma briga constante entre o pessimismo, o otimismo real e a viagem na maionese... Pq, né?! A gente nunca acha que vai enfrentar o pior cenário.

Um ano depois da minha decisão e nove meses depois do meu desligamento, posso dizer que passei por todos os estágios e finalmente a coisa parece que vai entrar no eixo, que vai se encaminhar. Marido esta realocado, minha marca está ganhando força, a casa continua bagunçada (mas e daí), as criranças estão felizes e eu... eu tbm estou (olha que louco!!! rsrsrs)...

***

Agora falando do que me faz feliz ( e espero voltar a falar dela aqui muitas vezes)... Minha empresa!!! Sim, pq é uma empresa (mesmo que ainda não tenha cnpj). Sim pq agora sou CEO de uma empresa em ascensão (chupa, cambada que me infernizou! Rá)!!!!

Continua... (pq esse post esta escrito a dias e eu não consigo terminar... Sim.. essa é a vida de empreendedora, mãe de dois, dona de casa {cof!}, esposa e mulher... Ou seja, coque é vida, pijama é moda e tempo? Onde vive? Do que se alimenta!!!)

06 outubro 2015

O plano infalível.. ou quase

Antes de Laís nascer eu era a tipica feminista que foi criada para ser independente, trabalhar fora, me sustentar e não dar satisfação para ninguém. Demorei a engravidar (considerando que casei com 19 anos e só engravidei com 24), pq estava esperando terminar a faculdade e me estabilizar no emprego.

Pronto... Engravidei e fudeu-se tudo!!!

Sofrimento TODOS os dias para sair de casa. Mesmo quando ela nem me via, mesmo quando ela me via e me dava tchau, mesmo quando sabia que aquele dia seria ótimo no trabalho e eu ia fazer algo muito produtivo, que ia me sentir realizada. Eu não me sentia.

Por diversos fatores: Eu não estava completa e sentia uma pulga me picando, me avisando que alguma coisa não estava funcionando bem, e não estava. Eu fazia um trabalho que gostava, mas num clima de merda. Eu não me sentia estimulada ou era desenvolvida. Muito pelo contrário, por muitas vezes as minhas características que foram determinantes para que eu chagasse até ali, eram o que mais me ferrava. Eu queria ação e movimento, queria novidade e desenvolvimento. As pessoas queriam que eu ficasse quieta na minha... Ah.. e que chegasse no horário, o que nunca foi meu forte, confesso!

Daí, caramba...tem alguma coisa errada. Eu saia de casa pela manha com a sensação que estava fazendo a coisa errada, pelo motivos errados e com as consequências que eu teria que assumir. E fazia isso basicamente por conta de salario. (O que não faz sentido nenhum na minha cabeça!)

Por anos eu matutei o que eu faria. Por anos eu sofri pela manha, sofri aos domingos quando ouvia a musica do fantástico. Na verdade meu sofrimento começava na sexta quando passava a propaganda e eu xingava: Poham, nem bem o fds tinha começado e a tv já anunciava seu fim... Muitas noites eu não dormia, pq não queria ter que acordar e sair. E isso é o pior sentimento do mundo. Dinheiro nenhum compensa isso.

Mas sou cRasse média, né?! Preciso pagar as prestações, as contas (que só aumentam) e as dividas que se assume para se ter padrão cRasse média. E claro, precisava me compensar e, principalmente, compensar Laís por todo esse sofrimento. Já que o trabalho era pelo dinheiro: Bora gastar... e lá vinham mais contas e mais necessidade do salario.

Eu não via nenhuma perspectiva de mudança. NENHUMA. Na minha realidade as pessoas "dariam tudo" para estar no meu lugar, com um emprego, uma estabilidade falsa e um salario no final do mês.

Só que um dia, zapeando (o blogger e zapear pela internet eram meu suspiro  de vida)... Daí que zapeando achei uma moça que contava como tinha mudado sua vida. Como era antes, o que aconteceu e como ela escolheu sua vida. Pensei: Claro, né?! Olha a realidade dela, olha a minha.

Mas a moça era bacana e escrevia com uma propriedade daquilo que ela estava contando, que convencia. Que fazia pensar, fazia a pulga ficar atiçada.

Nessa mesma época, um pouco antes ou depois, não lembro. Eu conversava muito com uma amiga querida AND blogueira, sobre todos esses sentimentos. Apelidamos nossas conversar de: Assuntos sobre o horário comercial. Que era para ninguém saber o quanto aquilo nos fazia sofrer. Nosso apelido, dava ar de corporativo àquele assunto que era o extremo oposto.

Algum tempo depois, ela escolheu mudar a vida dela e aquilo mexeu comigo. Ela tinha os motivos dela e eu sabia. E ela estava lá - guardadas as devidas proporções - naquele lugar onde qualquer pessoa "daria tudo para estar". Onde teoricamente ninguém iria querer deixar para trás, mas ela assumiu a vida dela e deixou.

Se eu tinha tido a pulga atiçada antes, agora minha pulga interior dava salto mortal carpado.

Isso tudo ao mesmo tempo em que a vontade de ter outro bebe crescia e a vida ficava cada vez mais difícil no horário comercial.

Eu tinha verdadeiras batalhas interiores. Muitas eu registrei aqui no blog. Mas eu tinha uma certeza (que não era certeza porra nenhuma): Eu ia mudar minha vida. Ou ao menos precisava.

Quando o bichinho do segundinho veio com força total, ele veio com outros fatores que me fizeram ver uma luz no fim do túnel. Eu poderia arriscar e teria um tempo para reorganizar a vida durante 1 ano de licença + Auxilio...

Convencer marido disso foi outra batalha. Não é o tipo de decisão facil.. que é tomada assim no impulso. Não temos berço de ouro e somos nós que seguramos as nossas barras, ou seja. A "responsabilidade de prover" ia ficar maior.

Marido aceitou, entramos juntos e de cabeça nesse projeto de começar a mudar nossa vida. Reestruturar os gastos, as contas, a rotina... A escolha da escola de Laís foi parte dessa decisão. Começamos meio a que a viver em contagem regressiva...

Mas a vida nunca é tão simples assim... Ganhei um combo aborto + briga no trabalho + nova gravidez + todos os problemas de uma gravidez que se tornou de risco + bebe prematuro e pós operatório difícil... No tempo que eu deveria estar aproveitando, eu estava me recuperando fisicamente. Depois precisava me recuperar psicologicamente do susto e de todo resto...

A cabeça não parava de funcionar.. dia e noite eu pensava no que poderia fazer, em como seria e se realmente aquilo poderia se tornar realidade.

Um dia (ou noite) algum postou no Face sobre um Congresso on line gratuito que iria acontecer sobre Mães Empreendedoras. Me cadastrei pensando: Quem sabe?! No fds anterior ao congresso eu passei uma noite inteira acordada formulando um plano na minha cabeça. Que virou mais que um plano, me atiçou tanto, que precisei levantar e colocar no papel. Naquele momento eu já tinha a ideia, o(s) produto(s), o nome... e não conseguia desligar... ficava matutanto, elaborando, planejando... A faculdade de administração tinha que servir para alguma coisa... rá!!!

A semana do congresso foi daquelas semanas do carai, sabe?! Não conseguia me coçar. Não conseguia respirar pq tive mil compromissos ou afazeres (ou tinha alguem chorando ou me gritando)... Mas eu assisti a uma unica palestra e daquela palestra eu decidi que queria que aquelas pessoas me ajudassem a dar um primeiro passo. Queria entender o que tinha pela frente e como eu tinha que me preparar para tudo aquilo. 

Caio estava com 3 meses, faltava menos de 3 meses para o fim do combo licença + ferias e eu tinha certeza (ou quase) que eu não ia voltar para minha rotina antiga.

24 setembro 2015

Tempo, tempo... Mano velho!!!

Não posso dizer que passei por aqui todos os dias nos últimos meses. Acho que nem todas as semanas... Mas voltei aqui muitas vezes querendo escrever, pensando em escrever, querendo ler as novidades dazamigatudo... e Acabei só lendo as minhas não novidades de 5 anos para cá.

Uns dias atras, que podem ser semanas, já que esse negocio de do lar/empreendedora me tira do eixo e só sei quando é fds pq Laís não tem aula...Voltando... Uns dias atras, eu passei horas aqui no blog... Entrei para ler um post sobre Laís na mesma epoca que o Caio e acabei passando uma madrugada lendo... Haja história, estória... para todos os gostos... 

Me deu uma saudade... saudade de sentar e escrever, saudade de conseguir compartilhar aqueles momentos que eram tão meus, tão particulares e que eu compartilhava com um "sem" numero de pessoas. 

Saudades de ler e de saber da vida das amigas. Daquelas em que só eu era a amiga, pq ela tinha 124658314 seguidores no blog e nunca ouviu/leu meu nome, mas eu estava aqui, acompanhando cada etapa da sua vida celebribloguística!!!!

Saudades de ler e saber da vida das amigas. Daquelas que eram amigas e compartilhavam suas vidas comigo através de muitos cometários trocados, de blogagens coletivas, de familiaridade, de viver a mesma fase.  Saudades da Nine, mãe da Ísis, da Dani, mãe da Laura, da Ivana, mãe do João, da Sarah, mãe do Bento; da Roberta, mãe do Noah. Saudades da Ivna, mãe do Enry; da Taty, mãe do Iury; da Luciana, mãe da Marina; da Carol, mãe do Isaac; da Marina, mãe da Beatriz; da Mi, mãe da Clarinha, da Vanessa, mãe do Enzo. Saudades da Laís, mãe da Malu; da Natalia, mãe do Benjamim; da Milka, mãe das meninas. Sauadades da Mari, do Muito Secreto. Saudades do Astronauta... 

Nossa!!!!! Tanta mulher bacanuda com quem eu aprendi tanto.. compartilhei tanto... vi crescer a primeira infância de tantas crianças espertas e lindas... Fora tantas outras que não lembro agora (madrugada, mãe de dois, empreendedora, dá um desconto?!), mas que foram muito importantes nos 5 anos humilde blog mixuruca... Importantes na minha vida, no meu crescimento como pessoa, amadurecimento como mãe e como mulher. Gente do qual eu falava como se fosse amiga intima... De quem eu contava os causos, como se fosse aquela vizinha chegada!!!!

Fora a Saudade das duas que estão mais presente na minha vida.. A Manu, mãe da Sophia, que me aturou por muito e muitos anos (rá), das 8h da manha até as 16,30h, com meus devaneios, com minhas loucuras, minhas sandices... Que me incentivou e virou minha sócia a quase 1.500km de distancia. Me ensinou e me ensina muito sobre correr atras dos objetivos e sempre levantar depois daquela banda que a vida dá. 

E a outra doida que me chamou de serial killer no nosso primeiro encontro ao vivo.., A Si, mãe da Bela e do Lipe, que é pau para toda obra e atravessa a Dutra inteira se eu precisar, tenho certeza disso. Me acolheu em sua casa e em sua família. e virou extensão da minha casa e da minha família lá pelas bandas de SP... Me fez mudar de opinião e tomar um bom cuspe da vida, me mostrando o há de bom em SP.. .que me dá esporros homéricos e briga comigo pelo watts app, mas que me ama pq é irmã gêmea de alma do meu marido.

O blogger, a blogsfera Materna que me deram isso tudo. Por causa do blog que era só da pequena Laís e virou quase da familia inteira, tenho amigas queridas. Por causa dele me tornei a mãe que queria ser, ou quase isso, pq não sou mulher maravilha e nem quero ser (só de vez em quando). Por causa do blog enxergo a vida de uma forma diferente, e aprendi a questionar muita coisa, bater o pé para tantas outras e fazer cara de alface para a maioria.

Eu sempre disse que e o google falisse eu morreria de desgosto (Drama Queen) pq minha vida esta nessas paginas e paginas.. nas muitas paginas do meu querido gmail/drive... mas no blogger esta meu coração!!!!

Ed (vulgo marido) dizia que para me trollar, que eu escreveria no blog sobre Laís até ela completar 24 anos. 

Talvez não com a mesma frequência de antes. Talvez não com a mesma intensidade. Mas com certeza com a mesma paixão eu ainda fico por aqui por muito tempo!!!


08 junho 2015

Minha bebe, minha musa, minha mocinha!!!

Não há como negar: ela é a musa inspiradora da minha vida e desse humilde blog. Não há como negar que comecei essa tranqueira viciante (sou um viciada em recuperação ou sem  tempo, vale destacar!!) 

Elá está na descrição do endereço do blog e tomou conta das postagens, quase que exclusivamente por mais de 4 anos... É muito amor... vê se não é de babar!!!

Mas o tempo passou... Minha bebeia cresceu, seus longos cachos se perderam entre os muitos cortes que já fizemos, seu sorriso continua maroto e suas respostas bonitinhas, ganham ares de acides impar. 

Aquela menina que falava moieda e camaião (moeda e macarrão) hoje responde virando os olhos e falando dãããã... Mas se orgulha de ser educada e receber elogios por isso, quando está sozinha. Sim, pq agora ela fica sozinha, vai nos lugares sozinha e quer até dormir na casa da amiguinha... VÊ SE PODE?!

Mas pode, né?! Minha pepequinha ta crescendo uma menina linda e apaixonante. cheia de personalidade, sem muita tolerância com nós adultos doidos e "lerdos"... 

Fotos dela no ensaio da gestação do Caio, que definem bem as varias facetas da sua personalidade linda!!!

Mas né?! Ela fez 5 anos... e dessa vez não teve super produção, não teve lista de convidados, não teve chuva de presentes, não teve noites e noites de trabalhos manuais... Tinha uma recém mãe de dois, cansada e com olheiras, com um bebe picutinho e sem condições de fazer festa. 

E quem disse que ela ficou triste.Triste fico eu, que gastei rios de dinheiros em festas e quando pergunto qual foi a festa que ela mais gostou na vida, ouço em alto e bom som que foi a de 5 anos... e que ainda poderia ter sido melhor se tivessem ido menos adultos (meus pais, irmãos e meu primo que esta sempre com a gente)... Ela queria uam festa simples.. um bolo rosa, seus bichinhos na mesa, seus amiguinhos do condominio, sua melhor amiga da escola.. e foi o que ela teve... e foi ó.. divertido a beça!!! hehehehe


Minha princesa está crescida. Está encarando bem a realidade de não ser mais "soberana" na casa. De ter que dividir desde o quarto, até a atenção das pessoas, passando pelo cantinho da minha minha cama (que é dividido milimetricamente entre os 4 da familia, e sempre sobre só 10cm para mim.. )

Sua relação com o Caio é de encher de amor. Mesmo nos momentos de maior carência, onde ela quase fica com ciume, ela dá lugar a ele e se preocupa em ele ser preterido. Ela fala sobre ele para todo mundo. Cuida como irmã, não como mãe, como costumam dizer. Ela não quer saber se ele esta limpo ou alimentado, ela quer curtir as gargalhadas, quer comemorar quando ele conquista alguma coisa importante do desenvolvimento, ela quer beijar e apertar e tá nem aí para falar baixo, só pq ele esta dormindo. rsrsrsrs E ele já aprendeu e devolve na mesma moeda!!! Ou como diria ela para me agradar.. na mesma moieda!!!


Eis que num passeio no sábado, enquanto comia o milho verde roubado da vó, o dente doeu.. e descobrimos que os dois dentes de baixo estão moles.. os dois que foram os primeiros a nascer serão os primeiros a cair... e o ultimo fiozinho de bebezice vai cair junto!!! Logo vou ter uma criança grande... depois uma mocinha linda.. meus Deus o tempo não para.. ele é cruel.. e ao mesmo tempo fantástico... Tem gente que prefere os bebezinhos, outros preferem quando já se tornam independentes... Eu prefiro ela.. do jeito que for, em que fase for... minha bebe, minha princesa, minha pequena!!!

Corta pra mim!!!

Tá... o titulo mais escroto (desculpa a palavra mais foi escroto) do mundo, pq a dondoca aqui não sabia por onde começar... 

putaquepareo... tanta coisa para falar aqui.. tanta coisa para registrar.. de verdade.. nem sei por onde começar!!!

Sim.. cheklist... vamos?!

Itens:
- O Blog fez 5 anos em 13 de abril
- Ainda não falei sobre o aniversario de Laís que foi em janeiro (putaquepariu)
- Amamentação
- Caio fez 6 meses de pura gostosura e amamentação exclusiva (ou quase)
- Estamos fazendo um BLW às coxas... ele experimenta quando quer, quando tem a oportunidade (leia-se fruta ou legume ou qualquer coisa, na nossa mão), ou quando me ausento.
- O Brasil está em crise (mas que raios isso tem a ver com um blog fofo sobre maternidade?)
- Saí de comum acordo do meu tão (as vezes nem tão assim) amado emprego.. (Rá!)
- Ah... e Caio caiu (caio caiu, fica horrivel!!!).. mas ele caiu da cama ontem e meu coração ficou estraçalhado!! :(
- E claro, Laís, minha musa, está com 2 dentes mole... 

E mole ou quer mais??? Cara de pau me define minha gente... venho depois de 2 meses sem postar e jogo assim.. um monte de coisas nas fuças do povo (se é que ainda tem alguém querido o suficiente para vir aqui saber de mim e das minhas crias!! <3 p="">

O fato é que... sim, minha gente... o Brasil está em crise e eu estou desempregada. Na-na-na-não... Estou virando empreendedora e isso esta tirando meu sono e me dando um sorriso no rosto... quer coisa melhor?!!

Postagem sem vergonha, pq eu precisava vir aqui dar alguma satisfação!!!

Agora vou ali escrever mais um pouquinho, pq já que perdi o sono mesmo e ainda falta 1 hora para Caio acordar e eu encarar mais um (meio) dia de aviso previo... :) Já volto!!!!

10 abril 2015

Impossível não comparar

Estava eu aqui, sem nada para fazer a não ser dormir, ou investir no meu plano infalivel, ou dormir, ou (pelo menos) arrumar a casa... enquanto todos dormem, fui fazer uma montagem com duas fotos do book de gestação da Laís e do Caio... Tive que me segurar, se não passava a noite fazendo montagens... 

É impossível não comparar um momento com o outro. Tanto a gestação, quanto o puerpério... tudo foi e esta sendo muito diferente. 

Claro que não tenho mais 25 anos... o corpo muda, a cabeça muda, o tempo muda... a vida é outra... mas chega a ser engraçado... 

Bem lá no inicio da gravidez, em um dos meus poucos relatos aqui no blog, eu citei algumas coisas que eu já estava sentindo diferente... mas sabia eu que era só a ponta do iceberg!!!

Daí vamos as diferenças:

Cuidados com o corpo

Na gravidez de Laís eu passei cremes, óleos, hidratantes, cuspe... Tudo que pudesse me ajudar as famigeradas estrias, eu passei... exceto nas duas ultimas semanas da gravidez, onde o cansaço e o calor não davam trégua. Resultado: elas apareceram sem dó!!!
Na gravidez de Caio e troquei de óleo pelo menos umas 5 vezes sem exagero... e garanto, com dor na consciência, que deixei de passar por muitos e muitos dias... cada dia com uma desculpa diferente. Quando finalmente me adaptei com um óleo... adiantou a porra toda.

Na gravidez de Laís engordei 15kg e emagreci um na ultima semana antes dela nascer.
Na gravidez de Caio engordei 9,5kg. Considerando que pari um mês antes... e vomitava bastante, não acho que ia engordar muito mais isso.

Na gravidez de Laís não bebi refrigerante, não tomei nem golinho da minha cervejinha de lei... mas era uma draga sem fim. Comia tudo que via pela frente.
Na gravidez de Caio liberei o refri e agradecia por cada golinho das cervejas sem álcool (mesmo elas com moderação e conhecimento da GO, viu?!)... mas TINHA que alimentar bem, comer pouco e regrado e com poucas besteiras... se não ia tudo literalmente ralo a baixo.

No pós de Laís usei cinta por 5 meses e meio (tempo da licença) e se não tivesse ficado com vergonha de ir trabalhar de cinta, teria continuado. Aquilo me dava uma segurança sem igual, mesmo eu tendo emagrecido tudo que engordei e mais um pouco tbm. (a conta 15kg - 20kg ficou um bom tempo sem bater!!! Cheguei aos 47kg)
No pós de Caio usei cinta por 20 dias. Sentia tanta dor cada vez que tirava e colocava. Sentia tanto calor. Perdia tanto tempo. Deixei um dia, depois outro e mais outro... Acabei acostumando. (grazadeus não tive tempo de comprar uma nova, se não ia dinheiro pelo ralo!!!)

Puerpério e amamentação

Não tive grandes dramas quando Laís nasceu. Não senti dor nenhuma e com uma semana me controlavam, se não eu dava cambalhotas. Estava sempre de boa, descansada, com tempo. Tive ajuda por um mês da minha mãe e ajudante duas vezes por semana durante toda licença. Não me preocupava com a parte pratica da casa nem de nada. 
Tive todo drama possível quando Caio nasceu. Talvez por cota do histórico, talvez por conta do pós operatório dolorido, da prematuridade de Caio. As únicas cambalhotas que eu poderia dar eram de dor. por conta do período corrido do ano, minha mãe ficou por aqui uns 15 dias, marido surtou e trabalhou como se não houvesse amanha, minha ajudante sumiu, Laís era Laís ao quadrado e estava de férias (mas nem posso falar da bichinha pq ela me surpreendeu absurdamente positivamente nesse período), fiquei mal, fiquei triste, me senti sozinha... baby blues total. (Passou, viu?!)

Sofri para amamentar Laís. Muito!!! Teve bico de silicone, concha disso, concha daquilo, casca de banana no bico, sol com as peitcholas de fora, litros e litros d'água tomados por dia, spray de ocitocina. Tudo e qualquer coisa. Se me falassem que era bom, que ajudava, que aliviava a dor e estimulava a produção... eu fazia. Nossa relação só foi se firmar com uns 4 meses, eu acho. 
Só sofri pela vontade e receio de não conseguir por conta da prematuridade. Nos 3 primeiros dias na UTI não tinha nada... tinha um colostrinho lá longe. Depois veio com tudo. Ainda não conseguia ordenhar, mas desceu bonito. O bico que comprei nunca foi usado. A conha que ganhei tbm não. O peito só rachou uma vez, lá na UTI e melhorou antes de ele vir pra casa. Nada de mastite, nada sol, casca de banana, nada... Mas... Fiquei relaxada. Me forço a beber 1 misero litro d'agua por dia e isso não é bom e não recomendo, viu?! To tentando melhorar!!!

No geral

Uma coisa é certa no primeiro filhos temos direto a tudo... No segundo as pessoas até se esquecem que vc está gravida!!!

Fui muito mimada durante a gravidez de Laís. Ganhei muiiiitos presentes para ela e para mim. O enxoval estava pronto, lavado e passado. Varias doações da prima mais velha ajudavam.
Não tive tempo para os mimos na gravidez de Caio. Primeiro nos resguardamos, depois eu estava quase sempre passando mal e não era mais uma novidade (eu acho). Não ganhei quase nada em comparação a Laís e as doações vieram todas depois que tudo precisou ser apressado (tadinha da minha amiga Si, que ficou lá em SP desesperada separando o que já podia trazer e quando chegou veio com 4 (ou mais) bolsas de coisas do Filipinho para o Caio!!!)

Laís e Caio tiveram poucas e boas visitas. Nisso não foi diferente. 
A familia de perto conheceu Caís numa festa quando ela tinha 11 dias. Não fomos a essa mesma festa essa ano pq era formatura da minha irmã, então ainda não conheceram Caio. 
A familia de longe conheceu Laís com 1 mês quando a levamos pro interior para meus avós conhecerem. Tbm fomos pro interior quando Caio fez um mês, a diferença é que meus avós faleceram num espaço de 2 anos.
A familia do marido conheceu  Laís pelo Orkut e Caio pelo Facebook. (Rá)

Os amigos, vieram os mais próximos das duas vezes... ou os que se importavam mais. A maioria conheceu nas visitas ao trabalho ou quando nos esbarrávamos em algum lugar!!!

#pausa Nisso eu tenho que descordar da maioria dos sites de bebês e gestantes. Gente boa e amiga... se vc tem uma amiga gravida ou recém parida, não deixa passar 3,6 meses para visitar... ou esbarrar pela rua... Gravidas e recém paridas são seres sensíveis... sabe o 8 ou 80??? Então, não vá fazer algazarra na casa da pessoa... mas não larga #acoitada sozinha na nova rotina alucinante!!! #despausa #ficadica

Acho que é só (que me lombro, pq a memória ficou ruim das duas vezes!!!)... mas vou deixar mais fotinhas comparando as duas gestações!!!


 


Bjnhos!!!

08 abril 2015

Sobre velhos anseios e sobre novos rumos

Eu não mudo... rsrsrs Continuo sendo aquela que promete que vai movimentar isso aqui, que vai postar regularmente  e contar todas as novidades (que mais que nunca estão acontecendo todos os dias)... e sumo por mais um mês!!!!

Procrastinação é meu nome do meio, oh god!!!

Mas ó!!! Tudo pode mudar... tudo TEM que mudar!!!

Por falar em mudança, antes de falar nas crias, vou falar de mim já que ainda estou no titulo deste humilde blog...

Lembro de um comentário que tive aqui no blog que mexeu muito comigo, sobre como o dilema Trabalho X Família continuava sendo um tema recorrente no blog e na minha vida. A querida Flavia, do Criando ComCiencia, não teve má intenção, nem eu interpretei assim, foi mais um puxão daqueles que me fazia pensar... E como pensei nesses últimos 5 anos!!! (se pensar fizesse cair cabelo... rá!! eu tava careca!!!!

Daí que meu dilema seguiu e segue... olhando para aquele post  lá em 2013, vi que muitas decisões foram tomadas logo depois daquela data... decisões que eram bem mais fáceis quando eram ainda ideias na cabeça.

O desejo de engravidar virou decisão, a decisão virou tentativa, a tentativa virou frustração, a frustração virou susto, o susto virou enjoo (muito enjoo)... e o enjoo esta lindo cheio de gordurinhas para apertar... mas e agora, José?! Aquela decisão que foi tomada, que era tão fácil, afinal estava longe... o que vai ser disso???

Sei que apesar da procrastinação, estou me mexendo... Me mexendo para algum lugar que é diferente daquele que eu estava habituada, e quando é diferente a gente tem medo. No momento estou me borrando de medo. 

Participei de um congresso online a 1 mês atras que me ajudou muito a tirar a bunda magra do sofá e começar a agir. Mesmo que eu não saiba onde vai dar no final, começar a agir é incrível. Me senti mais produtiva nas ultimas semanas do que talvez durante o ano passado inteiro (considerando nesse ultimo mês, o agravante de duas crianças, uma em livre demanda + um resfriado que me tirou do eixo + casa sem ajudante + marido entrando de férias)... e isso não tem preço. 

Sentei na frente do PC e estudei, conheci outras pessoas, outras formas de viver e de se organizar, criei listas e mais listas, criei ideia, elaborei um plano real (não aquele de mentira da época da faculdade), criei arte...

Mas ainda é pouco.

Ainda preciso mais e vou tentar mais. 

Falta pouco (muito pouco) mais de um mês pro final do período de afastamento do trabalho. Falta pouco, muito pouco pros meus maiores medos estarem frente a frente, me desafiando e espero ter a firmeza necessária para encarar.

bju!