De ante mão já falo: Empreender é difícil pra caralho!!! Em português claríssimo!!!
E mais: Empreender conciliando com a maternidade full time é tipo... difícil PARA CARALHO!!! (desculpa, juro que vou reduzir o numero de palavrões!!! rsrsrsrs)
Pronto, tendo avisado que não é o país das maravilhas, agora posso apresentar meu plano infalível com todo amor que tenho por ele, sem ninguém achar que "oia, que molezinha!!!"
***
Na época do aniversario de 2 anos de Laís (auge das atualizações desse humilde blog), eu quase enlouqueci com o processo de montar uma festa... Pq não é simplesmente contratar decoração, mandar fazer um bolinho cheio de pasta americana e chegar linda e maquiada. Pelo menos para mim não foi assim.
Não, pq não tenha que ser assim. Pode sim ser assim. Basta me contratar... rá!!!
Mas foi assim pq eu me descobri minuciosa, detalhista e com olhar critico quando o assunto era festas. Passei noites colando botões em forminhas, cortando borboletas gigantes para colar nos tubetes, separando mm's por cor para combinar... Pq, né?! Não pode ser tão simples.
Me apaixonei pela festas, por alguns estilos de decoração. Era o BUMM da personalização, o inicio do provençal, a gestação da scrapfesta... e me descobri ali.
A festa em si foi um fracasso (dolorido admitir), pq minha vasta lista de convidados não tinha tanta consideração assim pela minha familia e não foi, pq minha experiencia em grandes eventos era ZERO, pq Laís ficou longe de mim o dia todo e na festa só queria colo e peito... Massss
Fiz um intensivo na pele de administração de recursos, de decoração, de combinação de cores, de noção de espaço, de buscas nas internet. Fiz um intensivo investindo numa profissional de outro estado que me assessorou a distancia e me ensinou muita coisa. Hoje vejo que a festa de 2 anos de Laís foi meu primeiro grande investimento no meu plano infalível.
Naquele ano fiquei de ferias enquanto marido trabalhava e Laís ficava na creche. Ócio total por 30 dias... Uma amiga querida me incentivou e "rachamos" um curso online (não façam isso crianças... rsrsrs) de personalização de festa no corel draw.
Passei muito dias entre as aulas e as criações, que eram na verdade uma repetição do que a prof fazia nos cursos, e a gente aplicava nos projetos. A partir daí foi mais fácil colocar a mão na massa a partir do computador.
Fiz os aniversários seguintes de Laís, dos primos, dos filhos dos primos.. Nada de mais.. algumas peças personalizadas. Coisas que eu dava atenção naquele momento de criar e depois passava. Na verdade, apesar de todo o envolvimento, nunca vi isso como um caminho no qual pudesse seguir profissionalmente.
Meio que serio, meio que na diversão, Manu (minha amiga querida sócia de curso) fizemos uma "sociedade à distancia" e criamos, com direito a brainstorming para criação do nome e concepção da ideia, a Papel de Mãe... Ela fez a logo mar linda do mundo, fizemos pagina no face, criamos alguns produtos alem dos personalizados, loja no tanlup... e nenhum venda... heheheheh
Novamente, nem durante os meus piores momentos, as piores crises de trabalho X maternidade eu pensei em ter o trabalho com festas como fonte de renda.
Nem quando decidi que iria sair do emprego. Nem quando Caio Nasceu. Nem quando a ideia surgiu, 3 dias antes do congresso de Mães empreendedoras que me deu uma chacoalhada absurda e me colocou em movimento... em nenhum desses momentos eu pensei que trabalhar com festas pudesse ser uma fonte de renda.
Na verdade eu queria (e ainda quero) produtos diferentes. Todos ligados com criação, arte, impressão digital e (naquela época eu pensava) em algum momento Scrap.
Criei o primeiro produto deitada, pensando em tudo. Ainda é um dos meus queridinhos e não tem quase nada a ver com festa. Quase, pq tem a ver com aniversario. A ideia é um pesquisa cm fatos curiosos que aconteceram na história no dia em que a pessoa nasceu e uma arte feita a partir dessas informações.
Depois disso, naquela noite, na minha cabeça, vieram mais outros muitos possíveis produtos ara a minha loja que seguiria sendo a Papel de Mãe.
Durante o congresso aprendi um pá de coisas, dentre elas a mais básica era pesquisar se o nome escolhido para a empresa não tinha sido tbm o escolhido de outra pessoa. Não precisou buscar muito para achar outra Papel de Mãe.
Travei... Mas hoje acho que travei só por 5 minutos e não consigo imaginar outro nome para mim, com a minha identidade a minha cara, que não seja a Mãe de Papel.
Mãe de Papel é quase um brincadeira, é leve e esta diretamente ligado com o meu serviço o papel, mesmo que na época eu não tenha tbm me dado conta disso.
Passado o congresso, foram muitas noites em claro. Muitas dessas noites simplesmente criando. Outras muitas pesquisando. Criando loja, domínio .com.br, domínio .com, blog (que estacionei por pura falta de tempo e de prioridade, no momento), cadastrando produtos, pesquisando, pesquisando, pesquisando.
Daí aconteceu todo o choque na hora do meus desligamento. A saída do marido do emprego. O susto que me travou por algumas semanas...
Só que uma das coisas que aprendi nessa jornada ( e olha que aprendi coisas pra carai, aprendi e aprendo todo dia coisas de uma vida inteira que em 11 anos de empresa não aprendi a viver)... Então, umas das coisas foi que não adianta esperar estar tudo perfeito para começar, pq pode não ficar perfeito nunca... Hoje não esta perfeito... E eu poderia não ter começado ainda...
Com toda minha timidez, com toda a minha vergonha em me auto promover, com toda minha insegurança do meu potencial... Numa dessas noites de insonia, sem prensar muito, já tendo refeito a logo um sem numero de vezes, eu criei uma pagina no facebook.
E não adianta o livro das face é o caminho inicial e "mais curto" para quem empreende sem local físico. Mas é tbm onde as pessoas se sentem a vontade para dizerem o que querem e assim dizer mita coisa ruim...
Era só nisso que eu pensava enquanto criava a pagina.. "Vai dar merda", "Não vai dar em nada", "Só vai curtir família e amigos com dó da nossa situação", "Putaquepaeo, que ideia de girico que eu tive"...
Massss, mesmo me borrando startei a pagina numa segunda feira de manha e fui cumprir mais um dia (ou meio dia) de aviso prévio...
Minha surpresa absurda foi chegar em casa e ter mais de 50 curtidas, foi terminar a noite com 80 incluindo gente que eu não conhecia e com só um produto divulgado.
Eu parei e pensei: Né que dá para fazer essa parada funcionar?!
Continua...
31 março 2016
21 março 2016
O plano infalível... É, até que foi um bom plano!!
Não, eu não vou voltar aqui e dar mil desculpas por ter deixado o blog de lado, se não todos os meus posts vão começar dessa forma... Nunca pensei mesmo em abandonar esse canto. Não esperava passar tanto tempo sem postar nada, mas... To aqui!!! Firme e forte!!!!
***
Essa semana fez um ano desde o congresso, a formulação da minha ideia, a "criação" da minha marca... Passei muitas noites sem dormir por muitos meses... estudando, elaborando plano de negócios, criando logo, identidade visual, domínio, redes sociais, market place (sim, pq sou fina!!)...
O fato é que na metade das minhas ferias eu tinha tudo estruturado para sair do meu emprego formal e ter bons meses de investimentos (financeiro e intelectual) na minha ideia... O plano era realente perfeito... Tão perfeito, que o que eu mais temia, que era como se daria minha saida da empresa, aconteceu da melhor forma: Convenci quem eu tinha que convencer que eu não estava tomando uma decisão baseada somente nas crianças, que eu tinha sim, um plano de continuar ganhando dinheiro e, principalmente, que eu tinha todos os motivos para sair dali e mudar minha vida.
Por uma Feliz (e depois muito triste) coincidência, meu pedido acontecia no meio da crise, no meio de muitas dispensas, então seria mais fácil me dispensar.
O problema é que nem tudo acontece como a gente planeja. A gente não tem o controle sobre tudo. Para a pessoa controladora que sou, cada vez mais descubro que a gente não tem controle de nada, a não ser dos nosso atos.
Na semana da minha demissão, marido tbm foi demitido. Na semana da minha demissão, me deram oportunidade de voltar atras, repensar a minha decisão e continuar. Na semana da minha demissão, contrariando toda sensatez do mundo, eu mantive minha decisão.
Acho que quando vc se torna responsável pela sua felicidade (que respinga na felicidade de gente que depende de vc), assumir riscos é consequência primordial. Eu refiz contas, refiz novamente, avaliei os possíveis cenários, refleti (e chorei) muito... E no final foi tranquilo bancar a decisão.
Tranquilo, não significa fácil, longe disso. É uma briga constante entre o pessimismo, o otimismo real e a viagem na maionese... Pq, né?! A gente nunca acha que vai enfrentar o pior cenário.
Um ano depois da minha decisão e nove meses depois do meu desligamento, posso dizer que passei por todos os estágios e finalmente a coisa parece que vai entrar no eixo, que vai se encaminhar. Marido esta realocado, minha marca está ganhando força, a casa continua bagunçada (mas e daí), as criranças estão felizes e eu... eu tbm estou (olha que louco!!! rsrsrs)...
***
Agora falando do que me faz feliz ( e espero voltar a falar dela aqui muitas vezes)... Minha empresa!!! Sim, pq é uma empresa (mesmo que ainda não tenha cnpj). Sim pq agora sou CEO de uma empresa em ascensão (chupa, cambada que me infernizou! Rá)!!!!
Continua... (pq esse post esta escrito a dias e eu não consigo terminar... Sim.. essa é a vida de empreendedora, mãe de dois, dona de casa {cof!}, esposa e mulher... Ou seja, coque é vida, pijama é moda e tempo? Onde vive? Do que se alimenta!!!)
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06 outubro 2015
O plano infalível.. ou quase
Antes de Laís nascer eu era a tipica feminista que foi criada para ser independente, trabalhar fora, me sustentar e não dar satisfação para ninguém. Demorei a engravidar (considerando que casei com 19 anos e só engravidei com 24), pq estava esperando terminar a faculdade e me estabilizar no emprego.
Pronto... Engravidei e fudeu-se tudo!!!
Sofrimento TODOS os dias para sair de casa. Mesmo quando ela nem me via, mesmo quando ela me via e me dava tchau, mesmo quando sabia que aquele dia seria ótimo no trabalho e eu ia fazer algo muito produtivo, que ia me sentir realizada. Eu não me sentia.
Por diversos fatores: Eu não estava completa e sentia uma pulga me picando, me avisando que alguma coisa não estava funcionando bem, e não estava. Eu fazia um trabalho que gostava, mas num clima de merda. Eu não me sentia estimulada ou era desenvolvida. Muito pelo contrário, por muitas vezes as minhas características que foram determinantes para que eu chagasse até ali, eram o que mais me ferrava. Eu queria ação e movimento, queria novidade e desenvolvimento. As pessoas queriam que eu ficasse quieta na minha... Ah.. e que chegasse no horário, o que nunca foi meu forte, confesso!
Daí, caramba...tem alguma coisa errada. Eu saia de casa pela manha com a sensação que estava fazendo a coisa errada, pelo motivos errados e com as consequências que eu teria que assumir. E fazia isso basicamente por conta de salario. (O que não faz sentido nenhum na minha cabeça!)
Por anos eu matutei o que eu faria. Por anos eu sofri pela manha, sofri aos domingos quando ouvia a musica do fantástico. Na verdade meu sofrimento começava na sexta quando passava a propaganda e eu xingava: Poham, nem bem o fds tinha começado e a tv já anunciava seu fim... Muitas noites eu não dormia, pq não queria ter que acordar e sair. E isso é o pior sentimento do mundo. Dinheiro nenhum compensa isso.
Mas sou cRasse média, né?! Preciso pagar as prestações, as contas (que só aumentam) e as dividas que se assume para se ter padrão cRasse média. E claro, precisava me compensar e, principalmente, compensar Laís por todo esse sofrimento. Já que o trabalho era pelo dinheiro: Bora gastar... e lá vinham mais contas e mais necessidade do salario.
Eu não via nenhuma perspectiva de mudança. NENHUMA. Na minha realidade as pessoas "dariam tudo" para estar no meu lugar, com um emprego, uma estabilidade falsa e um salario no final do mês.
Só que um dia, zapeando (o blogger e zapear pela internet eram meu suspiro de vida)... Daí que zapeando achei uma moça que contava como tinha mudado sua vida. Como era antes, o que aconteceu e como ela escolheu sua vida. Pensei: Claro, né?! Olha a realidade dela, olha a minha.
Mas a moça era bacana e escrevia com uma propriedade daquilo que ela estava contando, que convencia. Que fazia pensar, fazia a pulga ficar atiçada.
Nessa mesma época, um pouco antes ou depois, não lembro. Eu conversava muito com uma amiga querida AND blogueira, sobre todos esses sentimentos. Apelidamos nossas conversar de: Assuntos sobre o horário comercial. Que era para ninguém saber o quanto aquilo nos fazia sofrer. Nosso apelido, dava ar de corporativo àquele assunto que era o extremo oposto.
Algum tempo depois, ela escolheu mudar a vida dela e aquilo mexeu comigo. Ela tinha os motivos dela e eu sabia. E ela estava lá - guardadas as devidas proporções - naquele lugar onde qualquer pessoa "daria tudo para estar". Onde teoricamente ninguém iria querer deixar para trás, mas ela assumiu a vida dela e deixou.
Se eu tinha tido a pulga atiçada antes, agora minha pulga interior dava salto mortal carpado.
Isso tudo ao mesmo tempo em que a vontade de ter outro bebe crescia e a vida ficava cada vez mais difícil no horário comercial.
Eu tinha verdadeiras batalhas interiores. Muitas eu registrei aqui no blog. Mas eu tinha uma certeza (que não era certeza porra nenhuma): Eu ia mudar minha vida. Ou ao menos precisava.
Quando o bichinho do segundinho veio com força total, ele veio com outros fatores que me fizeram ver uma luz no fim do túnel. Eu poderia arriscar e teria um tempo para reorganizar a vida durante 1 ano de licença + Auxilio...
Convencer marido disso foi outra batalha. Não é o tipo de decisão facil.. que é tomada assim no impulso. Não temos berço de ouro e somos nós que seguramos as nossas barras, ou seja. A "responsabilidade de prover" ia ficar maior.
Marido aceitou, entramos juntos e de cabeça nesse projeto de começar a mudar nossa vida. Reestruturar os gastos, as contas, a rotina... A escolha da escola de Laís foi parte dessa decisão. Começamos meio a que a viver em contagem regressiva...
Mas a vida nunca é tão simples assim... Ganhei um combo aborto + briga no trabalho + nova gravidez + todos os problemas de uma gravidez que se tornou de risco + bebe prematuro e pós operatório difícil... No tempo que eu deveria estar aproveitando, eu estava me recuperando fisicamente. Depois precisava me recuperar psicologicamente do susto e de todo resto...
A cabeça não parava de funcionar.. dia e noite eu pensava no que poderia fazer, em como seria e se realmente aquilo poderia se tornar realidade.
Um dia (ou noite) algum postou no Face sobre um Congresso on line gratuito que iria acontecer sobre Mães Empreendedoras. Me cadastrei pensando: Quem sabe?! No fds anterior ao congresso eu passei uma noite inteira acordada formulando um plano na minha cabeça. Que virou mais que um plano, me atiçou tanto, que precisei levantar e colocar no papel. Naquele momento eu já tinha a ideia, o(s) produto(s), o nome... e não conseguia desligar... ficava matutanto, elaborando, planejando... A faculdade de administração tinha que servir para alguma coisa... rá!!!
A semana do congresso foi daquelas semanas do carai, sabe?! Não conseguia me coçar. Não conseguia respirar pq tive mil compromissos ou afazeres (ou tinha alguem chorando ou me gritando)... Mas eu assisti a uma unica palestra e daquela palestra eu decidi que queria que aquelas pessoas me ajudassem a dar um primeiro passo. Queria entender o que tinha pela frente e como eu tinha que me preparar para tudo aquilo.
Caio estava com 3 meses, faltava menos de 3 meses para o fim do combo licença + ferias e eu tinha certeza (ou quase) que eu não ia voltar para minha rotina antiga.
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24 setembro 2015
Tempo, tempo... Mano velho!!!
Não posso dizer que passei por aqui todos os dias nos últimos meses. Acho que nem todas as semanas... Mas voltei aqui muitas vezes querendo escrever, pensando em escrever, querendo ler as novidades dazamigatudo... e Acabei só lendo as minhas não novidades de 5 anos para cá.
Uns dias atras, que podem ser semanas, já que esse negocio de do lar/empreendedora me tira do eixo e só sei quando é fds pq Laís não tem aula...Voltando... Uns dias atras, eu passei horas aqui no blog... Entrei para ler um post sobre Laís na mesma epoca que o Caio e acabei passando uma madrugada lendo... Haja história, estória... para todos os gostos...
Me deu uma saudade... saudade de sentar e escrever, saudade de conseguir compartilhar aqueles momentos que eram tão meus, tão particulares e que eu compartilhava com um "sem" numero de pessoas.
Saudades de ler e de saber da vida das amigas. Daquelas em que só eu era a amiga, pq ela tinha 124658314 seguidores no blog e nunca ouviu/leu meu nome, mas eu estava aqui, acompanhando cada etapa da sua vida celebribloguística!!!!
Saudades de ler e saber da vida das amigas. Daquelas que eram amigas e compartilhavam suas vidas comigo através de muitos cometários trocados, de blogagens coletivas, de familiaridade, de viver a mesma fase. Saudades da Nine, mãe da Ísis, da Dani, mãe da Laura, da Ivana, mãe do João, da Sarah, mãe do Bento; da Roberta, mãe do Noah. Saudades da Ivna, mãe do Enry; da Taty, mãe do Iury; da Luciana, mãe da Marina; da Carol, mãe do Isaac; da Marina, mãe da Beatriz; da Mi, mãe da Clarinha, da Vanessa, mãe do Enzo. Saudades da Laís, mãe da Malu; da Natalia, mãe do Benjamim; da Milka, mãe das meninas. Sauadades da Mari, do Muito Secreto. Saudades do Astronauta...
Nossa!!!!! Tanta mulher bacanuda com quem eu aprendi tanto.. compartilhei tanto... vi crescer a primeira infância de tantas crianças espertas e lindas... Fora tantas outras que não lembro agora (madrugada, mãe de dois, empreendedora, dá um desconto?!), mas que foram muito importantes nos 5 anos humilde blog mixuruca... Importantes na minha vida, no meu crescimento como pessoa, amadurecimento como mãe e como mulher. Gente do qual eu falava como se fosse amiga intima... De quem eu contava os causos, como se fosse aquela vizinha chegada!!!!
Fora a Saudade das duas que estão mais presente na minha vida.. A Manu, mãe da Sophia, que me aturou por muito e muitos anos (rá), das 8h da manha até as 16,30h, com meus devaneios, com minhas loucuras, minhas sandices... Que me incentivou e virou minha sócia a quase 1.500km de distancia. Me ensinou e me ensina muito sobre correr atras dos objetivos e sempre levantar depois daquela banda que a vida dá.
E a outra doida que me chamou de serial killer no nosso primeiro encontro ao vivo.., A Si, mãe da Bela e do Lipe, que é pau para toda obra e atravessa a Dutra inteira se eu precisar, tenho certeza disso. Me acolheu em sua casa e em sua família. e virou extensão da minha casa e da minha família lá pelas bandas de SP... Me fez mudar de opinião e tomar um bom cuspe da vida, me mostrando o há de bom em SP.. .que me dá esporros homéricos e briga comigo pelo watts app, mas que me ama pq é irmã gêmea de alma do meu marido.
O blogger, a blogsfera Materna que me deram isso tudo. Por causa do blog que era só da pequena Laís e virou quase da familia inteira, tenho amigas queridas. Por causa dele me tornei a mãe que queria ser, ou quase isso, pq não sou mulher maravilha e nem quero ser (só de vez em quando). Por causa do blog enxergo a vida de uma forma diferente, e aprendi a questionar muita coisa, bater o pé para tantas outras e fazer cara de alface para a maioria.
Eu sempre disse que e o google falisse eu morreria de desgosto (Drama Queen) pq minha vida esta nessas paginas e paginas.. nas muitas paginas do meu querido gmail/drive... mas no blogger esta meu coração!!!!
Ed (vulgo marido) dizia que para me trollar, que eu escreveria no blog sobre Laís até ela completar 24 anos.
Talvez não com a mesma frequência de antes. Talvez não com a mesma intensidade. Mas com certeza com a mesma paixão eu ainda fico por aqui por muito tempo!!!
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08 junho 2015
Minha bebe, minha musa, minha mocinha!!!
Não há como negar: ela é a musa inspiradora da minha vida e desse humilde blog. Não há como negar que comecei essa tranqueira viciante (sou um viciada em recuperação ou sem tempo, vale destacar!!)
Elá está na descrição do endereço do blog e tomou conta das postagens, quase que exclusivamente por mais de 4 anos... É muito amor... vê se não é de babar!!!
Mas o tempo passou... Minha bebeia cresceu, seus longos cachos se perderam entre os muitos cortes que já fizemos, seu sorriso continua maroto e suas respostas bonitinhas, ganham ares de acides impar.
Aquela menina que falava moieda e camaião (moeda e macarrão) hoje responde virando os olhos e falando dãããã... Mas se orgulha de ser educada e receber elogios por isso, quando está sozinha. Sim, pq agora ela fica sozinha, vai nos lugares sozinha e quer até dormir na casa da amiguinha... VÊ SE PODE?!
Mas pode, né?! Minha pepequinha ta crescendo uma menina linda e apaixonante. cheia de personalidade, sem muita tolerância com nós adultos doidos e "lerdos"...
Fotos dela no ensaio da gestação do Caio, que definem bem as varias facetas da sua personalidade linda!!!
Mas né?! Ela fez 5 anos... e dessa vez não teve super produção, não teve lista de convidados, não teve chuva de presentes, não teve noites e noites de trabalhos manuais... Tinha uma recém mãe de dois, cansada e com olheiras, com um bebe picutinho e sem condições de fazer festa.
E quem disse que ela ficou triste.Triste fico eu, que gastei rios de dinheiros em festas e quando pergunto qual foi a festa que ela mais gostou na vida, ouço em alto e bom som que foi a de 5 anos... e que ainda poderia ter sido melhor se tivessem ido menos adultos (meus pais, irmãos e meu primo que esta sempre com a gente)... Ela queria uam festa simples.. um bolo rosa, seus bichinhos na mesa, seus amiguinhos do condominio, sua melhor amiga da escola.. e foi o que ela teve... e foi ó.. divertido a beça!!! hehehehe
Minha princesa está crescida. Está encarando bem a realidade de não ser mais "soberana" na casa. De ter que dividir desde o quarto, até a atenção das pessoas, passando pelo cantinho da minha minha cama (que é dividido milimetricamente entre os 4 da familia, e sempre sobre só 10cm para mim.. )
Sua relação com o Caio é de encher de amor. Mesmo nos momentos de maior carência, onde ela quase fica com ciume, ela dá lugar a ele e se preocupa em ele ser preterido. Ela fala sobre ele para todo mundo. Cuida como irmã, não como mãe, como costumam dizer. Ela não quer saber se ele esta limpo ou alimentado, ela quer curtir as gargalhadas, quer comemorar quando ele conquista alguma coisa importante do desenvolvimento, ela quer beijar e apertar e tá nem aí para falar baixo, só pq ele esta dormindo. rsrsrsrs E ele já aprendeu e devolve na mesma moeda!!! Ou como diria ela para me agradar.. na mesma moieda!!!
Eis que num passeio no sábado, enquanto comia o milho verde roubado da vó, o dente doeu.. e descobrimos que os dois dentes de baixo estão moles.. os dois que foram os primeiros a nascer serão os primeiros a cair... e o ultimo fiozinho de bebezice vai cair junto!!! Logo vou ter uma criança grande... depois uma mocinha linda.. meus Deus o tempo não para.. ele é cruel.. e ao mesmo tempo fantástico... Tem gente que prefere os bebezinhos, outros preferem quando já se tornam independentes... Eu prefiro ela.. do jeito que for, em que fase for... minha bebe, minha princesa, minha pequena!!!
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Corta pra mim!!!
Tá... o titulo mais escroto (desculpa a palavra mais foi escroto) do mundo, pq a dondoca aqui não sabia por onde começar...
putaquepareo... tanta coisa para falar aqui.. tanta coisa para registrar.. de verdade.. nem sei por onde começar!!!
Sim.. cheklist... vamos?!
Itens:
- O Blog fez 5 anos em 13 de abril
- Ainda não falei sobre o aniversario de Laís que foi em janeiro (putaquepariu)
- Amamentação
- Caio fez 6 meses de pura gostosura e amamentação exclusiva (ou quase)
- Estamos fazendo um BLW às coxas... ele experimenta quando quer, quando tem a oportunidade (leia-se fruta ou legume ou qualquer coisa, na nossa mão), ou quando me ausento.
- O Brasil está em crise (mas que raios isso tem a ver com um blog fofo sobre maternidade?)
- Saí de comum acordo do meu tão (as vezes nem tão assim) amado emprego.. (Rá!)
- Ah... e Caio caiu (caio caiu, fica horrivel!!!).. mas ele caiu da cama ontem e meu coração ficou estraçalhado!! :(
- E claro, Laís, minha musa, está com 2 dentes mole...
E mole ou quer mais??? Cara de pau me define minha gente... venho depois de 2 meses sem postar e jogo assim.. um monte de coisas nas fuças do povo (se é que ainda tem alguém querido o suficiente para vir aqui saber de mim e das minhas crias!! <3 p="">
O fato é que... sim, minha gente... o Brasil está em crise e eu estou desempregada. Na-na-na-não... Estou virando empreendedora e isso esta tirando meu sono e me dando um sorriso no rosto... quer coisa melhor?!!
Postagem sem vergonha, pq eu precisava vir aqui dar alguma satisfação!!!
Agora vou ali escrever mais um pouquinho, pq já que perdi o sono mesmo e ainda falta 1 hora para Caio acordar e eu encarar mais um (meio) dia de aviso previo... :) Já volto!!!!
3>
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10 abril 2015
Impossível não comparar
Estava eu aqui, sem nada para fazer a não ser dormir, ou investir no meu plano infalivel, ou dormir, ou (pelo menos) arrumar a casa... enquanto todos dormem, fui fazer uma montagem com duas fotos do book de gestação da Laís e do Caio... Tive que me segurar, se não passava a noite fazendo montagens...
É impossível não comparar um momento com o outro. Tanto a gestação, quanto o puerpério... tudo foi e esta sendo muito diferente.
Claro que não tenho mais 25 anos... o corpo muda, a cabeça muda, o tempo muda... a vida é outra... mas chega a ser engraçado...
Bem lá no inicio da gravidez, em um dos meus poucos relatos aqui no blog, eu citei algumas coisas que eu já estava sentindo diferente... mas sabia eu que era só a ponta do iceberg!!!
Daí vamos as diferenças:
Cuidados com o corpo
Na gravidez de Laís eu passei cremes, óleos, hidratantes, cuspe... Tudo que pudesse me ajudar as famigeradas estrias, eu passei... exceto nas duas ultimas semanas da gravidez, onde o cansaço e o calor não davam trégua. Resultado: elas apareceram sem dó!!!
Na gravidez de Caio e troquei de óleo pelo menos umas 5 vezes sem exagero... e garanto, com dor na consciência, que deixei de passar por muitos e muitos dias... cada dia com uma desculpa diferente. Quando finalmente me adaptei com um óleo... adiantou a porra toda.
Na gravidez de Laís engordei 15kg e emagreci um na ultima semana antes dela nascer.
Na gravidez de Caio engordei 9,5kg. Considerando que pari um mês antes... e vomitava bastante, não acho que ia engordar muito mais isso.
Na gravidez de Laís não bebi refrigerante, não tomei nem golinho da minha cervejinha de lei... mas era uma draga sem fim. Comia tudo que via pela frente.
Na gravidez de Caio liberei o refri e agradecia por cada golinho das cervejas sem álcool (mesmo elas com moderação e conhecimento da GO, viu?!)... mas TINHA que alimentar bem, comer pouco e regrado e com poucas besteiras... se não ia tudo literalmente ralo a baixo.
No pós de Laís usei cinta por 5 meses e meio (tempo da licença) e se não tivesse ficado com vergonha de ir trabalhar de cinta, teria continuado. Aquilo me dava uma segurança sem igual, mesmo eu tendo emagrecido tudo que engordei e mais um pouco tbm. (a conta 15kg - 20kg ficou um bom tempo sem bater!!! Cheguei aos 47kg)
No pós de Caio usei cinta por 20 dias. Sentia tanta dor cada vez que tirava e colocava. Sentia tanto calor. Perdia tanto tempo. Deixei um dia, depois outro e mais outro... Acabei acostumando. (grazadeus não tive tempo de comprar uma nova, se não ia dinheiro pelo ralo!!!)
Puerpério e amamentação
Não tive grandes dramas quando Laís nasceu. Não senti dor nenhuma e com uma semana me controlavam, se não eu dava cambalhotas. Estava sempre de boa, descansada, com tempo. Tive ajuda por um mês da minha mãe e ajudante duas vezes por semana durante toda licença. Não me preocupava com a parte pratica da casa nem de nada.
Tive todo drama possível quando Caio nasceu. Talvez por cota do histórico, talvez por conta do pós operatório dolorido, da prematuridade de Caio. As únicas cambalhotas que eu poderia dar eram de dor. por conta do período corrido do ano, minha mãe ficou por aqui uns 15 dias, marido surtou e trabalhou como se não houvesse amanha, minha ajudante sumiu, Laís era Laís ao quadrado e estava de férias (mas nem posso falar da bichinha pq ela me surpreendeu absurdamente positivamente nesse período), fiquei mal, fiquei triste, me senti sozinha... baby blues total. (Passou, viu?!)
Sofri para amamentar Laís. Muito!!! Teve bico de silicone, concha disso, concha daquilo, casca de banana no bico, sol com as peitcholas de fora, litros e litros d'água tomados por dia, spray de ocitocina. Tudo e qualquer coisa. Se me falassem que era bom, que ajudava, que aliviava a dor e estimulava a produção... eu fazia. Nossa relação só foi se firmar com uns 4 meses, eu acho.
Só sofri pela vontade e receio de não conseguir por conta da prematuridade. Nos 3 primeiros dias na UTI não tinha nada... tinha um colostrinho lá longe. Depois veio com tudo. Ainda não conseguia ordenhar, mas desceu bonito. O bico que comprei nunca foi usado. A conha que ganhei tbm não. O peito só rachou uma vez, lá na UTI e melhorou antes de ele vir pra casa. Nada de mastite, nada sol, casca de banana, nada... Mas... Fiquei relaxada. Me forço a beber 1 misero litro d'agua por dia e isso não é bom e não recomendo, viu?! To tentando melhorar!!!
No geral
Uma coisa é certa no primeiro filhos temos direto a tudo... No segundo as pessoas até se esquecem que vc está gravida!!!
Fui muito mimada durante a gravidez de Laís. Ganhei muiiiitos presentes para ela e para mim. O enxoval estava pronto, lavado e passado. Varias doações da prima mais velha ajudavam.
Não tive tempo para os mimos na gravidez de Caio. Primeiro nos resguardamos, depois eu estava quase sempre passando mal e não era mais uma novidade (eu acho). Não ganhei quase nada em comparação a Laís e as doações vieram todas depois que tudo precisou ser apressado (tadinha da minha amiga Si, que ficou lá em SP desesperada separando o que já podia trazer e quando chegou veio com 4 (ou mais) bolsas de coisas do Filipinho para o Caio!!!)
Laís e Caio tiveram poucas e boas visitas. Nisso não foi diferente.
A familia de perto conheceu Caís numa festa quando ela tinha 11 dias. Não fomos a essa mesma festa essa ano pq era formatura da minha irmã, então ainda não conheceram Caio.
A familia de longe conheceu Laís com 1 mês quando a levamos pro interior para meus avós conhecerem. Tbm fomos pro interior quando Caio fez um mês, a diferença é que meus avós faleceram num espaço de 2 anos.
A familia do marido conheceu Laís pelo Orkut e Caio pelo Facebook. (Rá)
Os amigos, vieram os mais próximos das duas vezes... ou os que se importavam mais. A maioria conheceu nas visitas ao trabalho ou quando nos esbarrávamos em algum lugar!!!
#pausa Nisso eu tenho que descordar da maioria dos sites de bebês e gestantes. Gente boa e amiga... se vc tem uma amiga gravida ou recém parida, não deixa passar 3,6 meses para visitar... ou esbarrar pela rua... Gravidas e recém paridas são seres sensíveis... sabe o 8 ou 80??? Então, não vá fazer algazarra na casa da pessoa... mas não larga #acoitada sozinha na nova rotina alucinante!!! #despausa #ficadica
Acho que é só (que me lombro, pq a memória ficou ruim das duas vezes!!!)... mas vou deixar mais fotinhas comparando as duas gestações!!!
Bjnhos!!!
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08 abril 2015
Sobre velhos anseios e sobre novos rumos
Eu não mudo... rsrsrs Continuo sendo aquela que promete que vai movimentar isso aqui, que vai postar regularmente e contar todas as novidades (que mais que nunca estão acontecendo todos os dias)... e sumo por mais um mês!!!!
Procrastinação é meu nome do meio, oh god!!!
Mas ó!!! Tudo pode mudar... tudo TEM que mudar!!!
Por falar em mudança, antes de falar nas crias, vou falar de mim já que ainda estou no titulo deste humilde blog...
Lembro de um comentário que tive aqui no blog que mexeu muito comigo, sobre como o dilema Trabalho X Família continuava sendo um tema recorrente no blog e na minha vida. A querida Flavia, do Criando ComCiencia, não teve má intenção, nem eu interpretei assim, foi mais um puxão daqueles que me fazia pensar... E como pensei nesses últimos 5 anos!!! (se pensar fizesse cair cabelo... rá!! eu tava careca!!!!
Daí que meu dilema seguiu e segue... olhando para aquele post lá em 2013, vi que muitas decisões foram tomadas logo depois daquela data... decisões que eram bem mais fáceis quando eram ainda ideias na cabeça.
O desejo de engravidar virou decisão, a decisão virou tentativa, a tentativa virou frustração, a frustração virou susto, o susto virou enjoo (muito enjoo)... e o enjoo esta lindo cheio de gordurinhas para apertar... mas e agora, José?! Aquela decisão que foi tomada, que era tão fácil, afinal estava longe... o que vai ser disso???
Sei que apesar da procrastinação, estou me mexendo... Me mexendo para algum lugar que é diferente daquele que eu estava habituada, e quando é diferente a gente tem medo. No momento estou me borrando de medo.
Participei de um congresso online a 1 mês atras que me ajudou muito a tirar a bunda magra do sofá e começar a agir. Mesmo que eu não saiba onde vai dar no final, começar a agir é incrível. Me senti mais produtiva nas ultimas semanas do que talvez durante o ano passado inteiro (considerando nesse ultimo mês, o agravante de duas crianças, uma em livre demanda + um resfriado que me tirou do eixo + casa sem ajudante + marido entrando de férias)... e isso não tem preço.
Sentei na frente do PC e estudei, conheci outras pessoas, outras formas de viver e de se organizar, criei listas e mais listas, criei ideia, elaborei um plano real (não aquele de mentira da época da faculdade), criei arte...
Mas ainda é pouco.
Ainda preciso mais e vou tentar mais.
Falta pouco (muito pouco) mais de um mês pro final do período de afastamento do trabalho. Falta pouco, muito pouco pros meus maiores medos estarem frente a frente, me desafiando e espero ter a firmeza necessária para encarar.
bju!
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10 março 2015
3 meses de Caio!!!! (Muita fofura na sua tela!!!)
Como é louco ser mãe de dois. Como cansa. Como é muito mais fácil que meus maiores pesadelos. Da para dar conta de boa!!! (A loka querendo enganar azamiga)
É mais fácil do que pensei que seria... Mas né moleza não. Já teve choro, já teve grito (meu e das crias), já teve vontade de sair correndo, de me trancar no banheiro... Molezinha!!!
Lembro que quando Laís nasceu e me perguntavam quando viria o próximo, eu logo animava e dizia que logo, logo. Hoje quando perguntam (sim tem gente desse tipo que merece um pedala mas fuças)... Então, quando perguntam, me tremo toda só de pensar em passar por tudo de novo... Nem a pau Juvenal...
E é bom registrar pq a memória gosta de sacanear, pregar umas peças e fazer parecer tudo lindo...
É lindo, eu sei... Marrrr né mole não, rapa!!!
Dai que rapazote já esta com 3 lindos e gordos meses...
Depois de ir com aquele mulequinho tão picutinho pra casa, ver ele hoje com o peso quase triplicado é incrível... E gera o apelido de gorgelicia.
Apelido é o que não falta: gordo, gordelicia, Cailindo, Carinho, picuto, picutinho...
No primeiro mês, pensamos Caio toda semana e a cada semana eu comemorava... Ganhou quase 350gr por semana, chegou a 3540kg com um mês de nascido.
1 mês
Considerando que Laís nasceu com esse peso, e que ele nasceu um mês antes, que sua idade corrigida era de recém nascido, que ele engordou mais de 40gr por dia, que o pediatra mandou dar 3 mamadeiras de complemento e eu mal dava meia por dia, só pq tinha que dar a vitamina, que ele ficou (quase) exclusivo no peito.... Foi uma vitoria e tanto.
Cresceu 11cm e fez sua primeira viagem. Assim como a irmã, foi passar o primeiro mesversario na roça, para conhecer a parentada... Rsrsrs
No segundo mês engordou exatos 1kg... O que foi meio frustrante pra mim, mas comemorado por todos, inclusive pelo pediatra que não entendeu quando eu disse "só 1kg"...
2 meses!!!
A gente quer sempre superar os resultados... E com um prematuro, parece que a coisa intensifica.
Estou sempre preocupada se ele mamou bem, se esta fazendo xixi ou coco direitinho, se esta desenvolvendo ma medida dos email da baby center...
Quase como aquela coisa de mãe de primeira viagem, sabe??? Mas não com insegurança... O sentimento é diferente... É mais uma preocupação.
Fez sua segunda viagem longa. Tbm teve um grande resfriado que durou longas duas semanas e nos tirou o sono e não deixou que ele engordasse tanto de novo.
Hoje é a consulta de 3 meses e já sei que não posso ter grandes expectativas.
Sempre pensamos ele na balança culinária da minha mãe... O que é bom e tbm não é. Pode me deixar tranquila e ao mesmo tempo preocupada... Sendo que a precisão não é a mesma do consultório.
Hoje vamos ter tbm a avaliação motora e se desenvolvimento. Identificar a necessidade de fisioterapia ou outro acompanhamento pela prematuridade.
O pediatra disse que acredita que não vai precisar de nada disso... Mas quem disse que estou com essa confiança toda?!?!
Comprei um tapete/ginásio de atividade para ajudar nesse desenvolvimento e to torcendo que dê tudo certo.
Por falar em comprar... Estou uma pessoa viciada no OLX... Gente, se eu soubesse/confiasse nisso na época de Laís, tava frita e falida.
Comprei o bebê conforto do conjunto do carrinho que já tinha e guardei de Laís. Ele saiu de linha da peg perego e eu ao acharia em outra estampa e 4 vezes mais caro que paguei.
Depois comprei uma cadeirinha que vira Moisés da Tony love. Linda, cara de nova, coleção nova... Por metade do preço que compraria na loja...
Por último o tapete. Queria outro, mas não estava encontrando um que estivesse completo e que coubesse no bolso. Por fim mudei o foco e comprei um quase perfeito por pouco menos da metade que pagaria na loja.
Coisa de criança usa pouco e tem utilidade por pouco tempo. Pq não reutilizar??? O bolso e os desejos consumistas agradecem!!!
(To mirando uma cadeirinha, que meu marido vai me matar pq não tem mais espaço em casa!!! Rsrsrs)
****
Atualizando... O post era para ter sido publicado ontem, mas por motivo de "não tive tempo em meio a correria", não consegui!!!
Como já fomos no Pediatra, ja tivemos a definição que ele não vai precisar de Fisioterapia nem de Oftalmo e que sua prematuridade não teve impacto no desenvolvimento. Engordou 850gr (o que pra mim foi pouco, mais pro pediatra foi otemo) e cresceu 4,5 cm, para alegria da mãe aqui!!!
3 meses!!!!
Agora já dá para respirar e voltar a babar o pequeno!!!!
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05 março 2015
O que se aprende em uma UTI neo
Quando a dra me avisou que estava ligando para o hospital para reservar o centro cirúrgico, eu não pensei em mim. Não fiquei com medo da cirurgia, nem da dor ou das agulhadas... Eu só pensava que Caio no estava pronto...
Eu estava com 34,5 semanas. Independente da situação que ele estivesse, e iria para a uti neo natal sem limite se tempo.
Por mais otimista que eu fosse (ou que fingisse ser), o medo de algum problema era claro... E era só no que eu pensava.
Quando ele nasceu, vi o quanto era miudinho e todo enrugado - a gente chamava ele de velhinho (bulling familiar ;), mas seu choro alto e forte foram um alívio para o meu coração.
Sabia que ele iria para UTI de qualquer forma pelo período gestacional, mas o peso e suas condições iriam determinar o quanto ele iria ficar lá.
Ele bateu na trave em relação ao peso. 2kg era o minimo para não ir. Ele nasceu com 2,005kg e mais uma vez fiquei muito aliviada.
Ele foi levado direto para a uti neo natal para que verificassem sua situação e eu fiquei ali, no centro cirúrgico, terminando os procedimentos, dando Graças a Deus por tudo ter dado certo, no fim. Mas ainda faltava um tanto para o fim.
Ed foi junto com ele e viu como seria, conversou com a pediatra responsável do turno, levou Laís para conhecer o pequeno. Ele ficou tranquilo. Naquele momento não tínhamos alternativa a não ser ficar tranquilos.
Ir para o quarto sem o bebê não é a melhor das experiências. Os médicos e enfermeiras mandavam eu aproveitar e descansar, não falar, dormir. Mas meu pequeno tava longe de mim não era tao simples relaxar. Acabei passando muito mal na primeira noite e pela manhã.
Chorava de dor e por não poder ir ver meu filho. Nisso contato tinha sido por alguns segundos, um minuto, no maximo. Ele não conhecia meu cheiro, não tinha pego o seio no primeiro instante. E minha condição nos deixou longe por um dia quase inteiro.
Cheguei na UTI no final da tarde. Eu estava elétrica, mas em choque. Meio sem saber como agir.
Me explicaram como era o esquema para entrar, quem poderia entrar e que meu acesso era irrestrito. Que eu deveria ir direto pra incubadora dele e que sempre teria una enfermeira para me ajudar. Falaram que não era permitido roupinhas, somente meia, luva e as fraldas descartáveis. (Depois descobri que ele poderia usar suas mantas e coeiros na forração da incubadora).
Ele era tao pequeno, tao indefeso. A vontade era pegar e ir embora para casa. Pro nosso ninho. Mas eu tinha medo ate de pegar no colo.
Quando o peguei pela primeira vez, com ajuda da enfermeira, o medo foi embora. A fonoaudióloga veio para as orientações em relação a pega correta do bico do seio para a amamentação. Descobri que Laís mamou com pega errada a vida toda.. Rsrsr
Ele estava com a sonda de alimentação e com outros aparelhos conectados para medir seus sinais e respiração.
Na primeira pega ele mostrou que era meu filho. Abocanhou com tudo e sugava como se não houvesse amanhã. Mas eu ainda não tinha nada. Nem o raio do colostro para fazer uma graça. Estimulamos por um tempo, depois a enfermeira veio com o LA.
Voltei pro quarto com a orientação de estimular e beber muita água. Mas nesse tempo eu tentava tbm controlar ou aprender a lidar com a dor e o mau estar, pq em menos de 3 horas eu desceria de novo.
Na terceira visita ele recebeu alta da sonda de alimentação. Ele tinha aprendido a sugar tanto o peito, quanto a chuquinha. E foi nossa primeira conquista na UTI.
Segui descendo o maximo de vezes que eu conseguia. Quando eu me acostumava com uma equipe, lá vinha outra.
Sobre as enfermeiras, na maior parte do tempo eu fiquei muito tranquila. Elas tratam os bebês com muito carinho. Mais que o cuidado básico de uma UTI, mais que os cuidados mais técnicos quando se fazia necessário. A grande maioria brincava e dava carinho, conversava com os bebês e com as mães.
A gente só tem noção do que é, quando se passa.
Existe um código de conduta nas uti's que diz que vc não pode ir, olhar, perguntar nada que não seja do seu bebê. Mas é impossível passar despercebido de tantas historias como a sua. No meu caso, vi mães e bebês que estavam com uma situação ainda mais complexa.
Eu não imagino a dor de uma mae que passa três meses com seu bebê dentro de uma UTI. Mas presenciei a felicidade de uma mãe no momento da alta depois de tanto tempo. E hoje ainda me pergunto como será que estão aqueles bebês e aquelas mães?!
Caio perdeu ao todo somente 55gr ate começar a recuperar o peso. O que foi mais uma vitória.
Uma pessoa que faz cesárea fica em media dois dias no hospital. Eu fiquei 5. O que foi bom para minha recuperação não ter sido ainda pior. E foi melhor ainda pq aproveitei todos os momentos que pude e que não pude para ficar com ele e estimular a amamentação.
Na quarta, terceiro dia de UTI ouvi uma enfermeira que queria dar uns beijinhos nele, dizer que já podia pq ele tinha saído da... E usou um termo que não me lembro, mas que era tipo observação. Considerei nossa terceira vitoria.
Eu ia de três em três horas em todos os momentos que podia. O que me rendeu dois problemas com duas enfermeiras diferentes: Uma me mandou ir dormir, pq não adiantava ficar indo toda hora - fui na mamada de meia noite; e a outra mandou ná dar o peito pq tive uma pequena fissura e o bebe ia mamar e consequentemente evacuar sangue. As duas confusões foram desfeitas pelas pediatras dos dias que seguiram.
Apesar de ter ficado muito mais tempo que a media (fiquei 5 dias internada) não foi o suficiente para Caio sair junto comigo. No quarto dia sai rindo de uma mamada, pq a medica disse que tinha chance de ele ter alta junto comigo no dia seguinte... e na mamada seguinte sai chorando, pq ele estava no limite para ictericia e por precaução deveria ir para o banho de luz, que levaria maus um dia e mais outro para ter confirmação que estava tudo bem.
Sabia que era o melhor para ele, mais ir embora com mala, bebe conforto, com as mão vazias... era devastador.
Me ocupei o maximo que pude na tarde em que sai. não rinha condições de esperar todas as mamadas e isso tbm me destroçava. Mas cheguei o mais cedo que podia, considerando a distancia e minha situação física, no dia seguinte.
Para mim, que não estava tendo uma recuperação muito fácil, foi absurdamente mais dolorido. foi o tipo de coisa que é preciso reunir todas as forças e mais um pouco para dar conta. Saí de la chorando mais uma vez, mas com a esperança da alta no dia seguinte.
As medicas são incríveis. As enfermeiras fazem o trabalho duro, mas são as medicas que nos confortam. E o fazem sem dar falsas esperanças, fazem com delicadeza e carinho, mas sinceridade.
No dia seguinte fomos recebidos com um sorriso enorme de duas delas.. Caio tinha feito o teste do pezinho... e essa era a penúltima coisa antes da alta. Eu tremia de felicidade, juro.
A última coisa para a alta era a minha segurança para cuidar dele sozinha. E para isso fui testada com a troca de fraldas e cuidado com o umbigo. Já vinha sendo testada quando me liberaram para pegar e colocar ele na incubadora. Desafiador trocar fraldas de um ser tão pequeno (em casa, só eu fiz isso durante algumas semanas. Pai e avó tinham medo).... mas ó, passei com louvor!!!
Uma hora depois saímos com ele. Duas voltas nas mangas no macacão e muita, muita felicidade!!!!
***
Sumi de novo, eu sei... Puerpério, minha gente, não é facil!!! Mas to de volta... demorei a terminar esse relato, pq era o mais dificil.. e confesso que fui o mais breve... no dia que comecei a escrever, chorei e dormi mal com as lembranças... passou!!!!
To doida pra contar de como estamos.. começar a postar as gracinhas dele, seu desenvolvimento e a relação de Laís com ele!!!!
Volto tbm para me animar... para contar da vida e dos velhos dilemas que não mudam... ou mudam, graças a Deus!!! Ah.. e to doida para registrar sobre a amamentação!!!
Estamos bem!!!
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