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03 julho 2012

A cadeirinha e o carro!

Antes de Laís nascer eu dizia com boca grande que ela só ia andar no bebe conforto e depois na cadeirinha. Uma amiga emprestou o bebe conforto (economia, agente vê por aqui!) e "usamos ele durante uns 4 ou 5 meses. Digo "usamos", pq Laís só ia nele para dormir... fora isso, ela gritava, chorava, se contorcia. To mundo dizia (e eu pensava): está com calor/frio e apertada/solta.... E nisso passamos um tempinho até que resolvemos trocar a cadeirinha.

Coisa lida de mãe... com 5 meses e meio!

A cadeirinha foi ótima... enquanto era novidade e estava de brincadeira na nossa cama... Depois disso foi só martírio... Enquanto estava virada para trás então... era uma dor de cabeça fazer com q ela ficasse lá.. era tipo castigo, sabe.. ou para dormir... eu não via a hora de ela fazer um ano para virar de uma vez a cadeirinha.

Paralelo a isso existia o meu medo. Marido é um motorista muito prudente e cauteloso (apesar daquelas coisas de não perguntar o caminho e entrar na rua seguinte ao que o gps mandou! huahauh), mas no transito não dá para confiar somente na nossa dele direção. Agente vê mil e uma barbaridades no transito. Gente que acha q o mundo tem que parar para ele passar, gente que não presta atenção, que fala ao telefone e dirige, que bebe e dirige... em fim.. Não é tão simples assim ter um bebe "solto" no banco de tras.

Graças a Deus nunca nunquinha nos envolvemos em acidentes de transito.. por menor que fosse. Mas o risco esta aí.. todos os dias.. e principalmente quando viajamos polas BR's e RJ's da vida. 

Depois que Laís fez 1 ano e viramos a cadeirinha para frente, achávamos que ela ia sentar lá e ficar.. simples assim. Mas ela não queria! E gritava, esperneava, me puxava pela blusa... e eu cedia. Já tinha virado habito, mania, entrar no carro e grudar no peito... e depois levantar e ficar brincando.. e grudar no peito de novo. Eu ia sempre atras. Tinha medo de assalto. E acho q não tinha paciência e firmeza para ouvir ela chorando e manter minha decisão.

É ruim assumir isso... e mais, assumir que se (Deus me livre guarde) tivesse acontecido algum acidente, por mais prudente que marido seja ao volante, nós seriamos imprudentes por não colocar Laís na cadeirinha. 

O uso da cadeirinha e obrigatório por lei e, mais que isso, pode se decisivo no momento de um acidente. O Baby Center Brasil tem algumas orientações em relação ao uso da cadeirinha. Acho que vale muito a pena dá uma conferida aqui. 

Um trecho que hoje faz muito sentido para mim é que "...usar cadeirinha de carro para crianças deve ser um procedimento automático, como usar o cinto de segurança é para os adultos. Acostume seu filho desde pequeno a sempre usar a cadeirinha no banco de trás. Ele não vai estranhar -- vai simplesmente achar que é assim que as coisas funcionam. "

Isso tudo para dizer que é muito possível! Mesmo para quem nunca conseguiu, nunca fez disso um habito, nunquinha conseguiu ser firme para mostrar para os pequenos que a cadeirinha não é moeda de troca, castigo ou enfeite.

Nas férias, já pensando na coisa do desmame, eu decidi que Laís não mamava mais no carro. Decidi num dia, agi no mesmo dia e me mantive firme na minha decisão. Uma coisa que ajudou muito foi o fato de marido levá-la para a escola sozinha nesse período. E quando saíamos eu não ia mais atras, agora vou no carona, do lado de marido e logo vou no banco do motorista.

A primeira semana foi bem difícil. Quando tinha alguém atras com ela a coisa era quase mais fácil, mas normalmente não. Eu ia na frente mesmo nos dias que saiamos só nos três e isso ajudava, pq no caminho não tinha como mudar isso.

Nos criamos alguns habitos para que isso funcionasse:
- ter sempre giz de cera e papel no carro;
- ter sempre algum biscoito e/ou suco;
- sempre, sempre conversar muito com ela;
- cantar musiquinhas e fazer brincadeiras;
- e passar a ouvir musicas que ela gostasse (daí surgiu nosso novo vicio, Palavra Cantada!).

Assim estamos a quase dois meses. Laís viajou todo percurso para minha Vó na cadeirinha. E voltou tbm (nesse caso a estratégia, alem de todas aí de cima, foi fazer uma boa parada para descansar). Todos os dias Laís vai e volta da escola na cadeirinha. Se vamos na esquina de carro preguiça, é na cadeirinha.

Agora ela já sabe: A cadeira do Pai é a do motorista, da mamãe é do lado e a cadeirinha... é o lugar da Laís.