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08 abril 2015

Sobre velhos anseios e sobre novos rumos

Eu não mudo... rsrsrs Continuo sendo aquela que promete que vai movimentar isso aqui, que vai postar regularmente  e contar todas as novidades (que mais que nunca estão acontecendo todos os dias)... e sumo por mais um mês!!!!

Procrastinação é meu nome do meio, oh god!!!

Mas ó!!! Tudo pode mudar... tudo TEM que mudar!!!

Por falar em mudança, antes de falar nas crias, vou falar de mim já que ainda estou no titulo deste humilde blog...

Lembro de um comentário que tive aqui no blog que mexeu muito comigo, sobre como o dilema Trabalho X Família continuava sendo um tema recorrente no blog e na minha vida. A querida Flavia, do Criando ComCiencia, não teve má intenção, nem eu interpretei assim, foi mais um puxão daqueles que me fazia pensar... E como pensei nesses últimos 5 anos!!! (se pensar fizesse cair cabelo... rá!! eu tava careca!!!!

Daí que meu dilema seguiu e segue... olhando para aquele post  lá em 2013, vi que muitas decisões foram tomadas logo depois daquela data... decisões que eram bem mais fáceis quando eram ainda ideias na cabeça.

O desejo de engravidar virou decisão, a decisão virou tentativa, a tentativa virou frustração, a frustração virou susto, o susto virou enjoo (muito enjoo)... e o enjoo esta lindo cheio de gordurinhas para apertar... mas e agora, José?! Aquela decisão que foi tomada, que era tão fácil, afinal estava longe... o que vai ser disso???

Sei que apesar da procrastinação, estou me mexendo... Me mexendo para algum lugar que é diferente daquele que eu estava habituada, e quando é diferente a gente tem medo. No momento estou me borrando de medo. 

Participei de um congresso online a 1 mês atras que me ajudou muito a tirar a bunda magra do sofá e começar a agir. Mesmo que eu não saiba onde vai dar no final, começar a agir é incrível. Me senti mais produtiva nas ultimas semanas do que talvez durante o ano passado inteiro (considerando nesse ultimo mês, o agravante de duas crianças, uma em livre demanda + um resfriado que me tirou do eixo + casa sem ajudante + marido entrando de férias)... e isso não tem preço. 

Sentei na frente do PC e estudei, conheci outras pessoas, outras formas de viver e de se organizar, criei listas e mais listas, criei ideia, elaborei um plano real (não aquele de mentira da época da faculdade), criei arte...

Mas ainda é pouco.

Ainda preciso mais e vou tentar mais. 

Falta pouco (muito pouco) mais de um mês pro final do período de afastamento do trabalho. Falta pouco, muito pouco pros meus maiores medos estarem frente a frente, me desafiando e espero ter a firmeza necessária para encarar.

bju!

28 abril 2014

Pesando fora da caixinha

*Post escrito de impulso, de uma vez. Quase como se tivesse conversando comigo mesma para não me sentir tão doida... e quase uma critica ao mundo “real”. Não é julgamento a ninguem. Ok?! Post altamente destrutivo!!! Favor gostar de mim depois dele!!!

4 Anos de blog, gentes... quase 5 anos de maternidade se contar do momento em que me descobri grávida antes mesmo do atraso. E afirmo com toda certeza que não sou a mesma pessoa. Não sou a mesma pessoa no geral, nas minhas relações, no trabalho, com dinheiro e, principalmente, no que diz respeito a crianças e maternidade como um todo.

Eu mesma já reclamei aqui no blog, ou em alguma conversa paralela, mais de uma vez, sobre a loucura que é a vida da blogsfera.. um eterno apontar de dedos, uma eterno isso X aquilo, um eterno... aprendizado.
Às vezes algumas pessoas da rede exageram? Talvez! Mas mesmo dessas, eu consigo tirar algum aprendizado. Talvez eu não consiga adequar a minha vida, pq minha realidade é diferente. Mas as realidades mudam e se é para viver melhor (mais feliz), pq não?!

Quando digo melhor = mais feliz, quero dizer que o que é melhor para um, não necessariamente é melhor para o outro.. que cada um pode ser feliz de um jeito.

Daí que o mesmo vale para o mundo real, eu sei. Mas caraio... às vezes, muitas vezes me sinto um peixe fora d’agua no meio de um oceano de baboseiras e asneiras, coisas de quem ta nessa vida a passeio.

Mesmo tendo tido um cesárea marcada pelo medico, mas com TP (hoje agradeço muito pelo destino), me causa estranheza ouvir que o baby tal, vai nascer dia tal. Oí? Quem avisou??? O baby?? Não que eu tenha certeza absoluta de fazer um PNH lindo e ryco e fino ou meu VBAC na banheira, pq isso é o ideal. Não!!! Talvez eu chegue muito, muito longe disso. Mas é só estudar um pouquinho para saber que em grande parte dos casos o melhor é esperar entrar em TP, não?! To doida?!

Daí ouço que criança não tem vontade, que tem que chorar pq faz bem ao pulmão, que tem que ficar no carrinho, pq no colo vicia, que tem que obedecer. Só dói em mim, ouvir isso??

Criança é um ser, independente das nossas vontades. Então por ser um individuo, ela tem vontades próprias. Cabe aos adultos que a cercam, orientar e dar exemplo para nortear as vontades dessa criança.  Ela pode não querer qualquer coisa pq ela tem direito a isso (ou querer, tbm), mas acho que cabe a nós direcionar o que pode ser melhor ou não. Ta confuso?! rs

Quando alguém chora (eu por exemplo) é pq está com dor, triste, frustrada. Obvio que sou adulta, que teoricamente sei controlar meus sentimentos. Mas as crianças não. A forma que ela tem de expressar que tem algo errado é chorando. Claro que, como nós tbm aprendemos, a criança aprende a usar seu poder de atrair atenção (chorando) para outras coisas... Mas cara, antes de deixar chorando eu, com certeza, vou avaliar todas as possibilidades daquele choro.

Daí sobre o vicio do colo, do peito, do aconchego, da cama compartilhada... Diz aí sem alguém já viu alguém de 20 anos dormindo com os pais?? (se souber, não contam viu! Rsrs) Acho que as crianças são muito imaturas nos seus sentimentos... Lidar com os sentimentos é difícil para os grandes.. imagina para os pequenos. Daí virar as costas para isso? Não consigo.

Daí ouço sobre mães que voltam a trabalhar em grande empresas com 2/3 meses (quando muito) dos bebes, pq se não voltarem vão perder seu cargos, seus altos salários.

Cada um sabe de si, já disse (e meu texto todo se refere única e exclusivamente a mim e minhas escolhas, mesmo que não consiga 100% delas o tempo todo).. Mas eu não consigo achar isso normal. Não consigo achar que isso faz parte do sistema, mesmo sabendo que talvez faça.

Sei de muitas mulheres, empreendedoras, que voltam a trabalhar logo que passa o resguardo, mas elas estão ali, do lado...olhando e acompanhando a medida que podem... fazendo parte, a medida que podem, do desenvolvimento dos pequenos.

Eu sei que a grande maioria das mulheres, e me incluo nessa, não pode simplesmente largar o trabalho, ou não tem uma grande idéia empreendedora assim que nascem os filhos. Mas não consigo conceber uma pessoa viver um momento tão transformador como esse, e pensar nas planilhas que estão no PC do trabalho.

E mais, como pode depois de tantos anos de “revoluções” as mulheres serem obrigadas a passar por isso?! To muito louca?!

Acho que minha transformação vai desde a culpa (não aquela que doía, aquela outra que faz fazer diferente) pelo meu cansaço e falta de disposição para brincar, que me fazem pensar em  mil formas de estimular e passar tempo de qualidade com a pequena.

Até a questão dos deveres e direitos que dizem que nós conquistamos, mas que eu só consigo ver os deveres... Mas não, sem antes brigar e discutir e dar umas boas arranhadas nesses discursos da boca para fora que ó servem para nos colocar mais peso.

Tbm aprendi a fazer cara de alface, conhece?! Mas tenho dias como esse... que me revolto e não falo nada com nada.. mas aprendo.. ô como aprendo nesses dias!!!


Ao mesmo tempo, fico bem feliz de fazer parte, mesmo que timidamente, e de forma menos ativa, na rede. Pq vejo que a mudança é muito de formiguinha. Chego a duvidar que ela aconteça, mas sei que cada uma dessas mulheres que ensinam sobre alimentação saudável, que lutam pelo respeito na saúde da mulher, que lutam por uma educação com mais amor e mais apego... Sei que elas lutam por mim tbm!

10 abril 2014

Sobre o tempo, como estamos e a felicidade nossa de cada dia...

Já passei longos períodos sem postar... mas nunca um período tão grande sem entrar ou querer mexer ou saber do blogger... Sempre foi uma distração, uma fonte de conhecimento, um hobby muito querido.. acabou ficando torturante nos ultimos dias... Sabe quando a gente não está feliz e, mesmo não querendo, a felicidade do mundo nos incomoda? Estava quase assim...

Daí que estamos sobrevivendo, todos.. Pouca gente ainda vem aqui, mas os que vem são os que se preocupam com a gente e que tem um carinho e isso não tem preço.. por isso vim registrar como estamos, como passamos os dias e como vamos passar (mentira, pq isso ainda não sei!)

A medica que eu não tinha encontrado durante o período de tentativas e no iniciozinho da gestação, eu encontrei num momento difícil. Não sei se ela é humanizada ou cesarista, só sei que foi muito humana comigo.

Me animou, me explicou tudo que estava embolado na cabeça, me deu novas orientações, explicou de fantasmas antigos de uma forma que nunca tinham me explicado. Não foi distante, não foi soberba, não tratou como um numero, um índice ou algo do tipo.

Tratou como uma coisa que pode acontecer por vários motivos, então teríamos que garantir que não voltem a se repetir. Fez brincadeiras para me animar quando o no na garganta aumentou, me deu todos os dias possíveis para que eu me recuperasse onde me sentia mais segura, me passou exames e vitaminas.. e quer me ver logo. Para saber se estou bem e, quem sabe, para me acompanhar..

Saí de lá meio com a alma lavada. Pq, mais que a dor, a duvida machuca de forma absurda... a duvida e o escuro em que eu estava, era cruel. Consegui ver alguma luz no meio da minha escuridão.

Mas os dias passam e às vezes eles ajudam ou atrapalham. Confirmamos a perda e contamos para Laís. Eu não sabia como. Marido quem contou. 

Nas histórias do seu nascimento, sempre falamos de ela ser um anjinho e depois uma estrelinha que papai do céu nos deu de presente. E marido explicou que papai do céu tinha uma coisa muito importante pro bebe fazer, por isso precisava dele de volta no céu..

E é lindo (e cruel) vê-la explica que o irmãozinho (horas a irmãzinha) estava na barriga da mamãe, mas agora está no céu ajudando papai do céu... hoje já acho lindo ver.. mas dói!!!

Mas não é uma dor de perda. Tenho consciência que foi pouco tempo. Não ouvi o coração, não criei laço de afeto, não tinha nada alem da noticia do positivo e de planos, muitos deles... E aí onde está meu maior problema. A frustração e a sensação de impotência diante dos planos que se desfazem.

Hoje estou, na verdade, não sei como estou.. Nervosa por voltar ao trabalho amanha. por ver as pessoas que mais sabiam (foi o lugar em que mais pessoas souberam mesmo) e voltar para muitas coisas que tinham deixado de ser uma interrogação na minha cabeça, e que agora voltaram a ser.

Ainda não tenho planos... não sei o que fazer alem de amanha, no máximo no sábado... Programo uma coisa ou outra, e entro de férias logo, para colocar a cabeça no lugar.

Tive pessoas absurdamente imprescindíveis nessas duas semanas.. e com toda certeza do mundo teria sido bem mais difícil se elas não tivessem do meu lado. Gente querida que me mandou um e'mail sem saber o que dizer... gente que mandou um inbox no face só me desejando o melhor. E isso não tem preço!!!

Já estou a mais tempo como ex gravida do que como gravida, mas putaquepareo, como duas semanas viraram minha vida de cabeça para baixo a ponto de eu levar semanas, talvez meses para recuperar.

O que mais ouvi foi que Deus sabe o que faz... não tenho duvidas. Um dia vou entender qual era a mensagem e vou falar... ele é o cara. Agora to mais querendo colo e cama. rs

Daí que depois de um dia de maré muito baixa, vi uma postagem no face. Da Mari do Viciados, contando seu vigésimo algum dia do #100happydays, falando sobre como aquele dia tinha sido difícil, mas que ele tinha terminado e aquela era uma coisa para se alegrar. Achei aquilo muito bacana... eu sempre fui muito Poliana... e pq eu ia deixar de ser agora???

Decidi que faria o meu projeto e acharia motivos em 100 dias consecutivos para ser feliz, e vi que um momento, uma coisa simples podem nos mostrar muita felicidade.. e um motivo para esperar o momento feliz do dia seguinte.

Estou no meu #day8, que ainda não publiquei (mas já sei qual é...) e vou fazer postagens semanais contando mais sobre os registros.

É isso... amanha recomeço, oficialmente, a vida normal e banal... 

Disso tudo já tiro algumas conclusões...

- Não me arrependo de ter contado no iniciozinho e, talvez, faria da mesma forma novamente.
- Sofrer sozinha é muito difícil e ver as pessoas compartilhando do seu sentimento tbm... Mas é incrível o quanto não somos nada sozinhos.. o quanto as pessoas que se fazem importantes na nossa vida, tem um papel fundamental.
- Eu estava a beira de um colapso físico e mental... levar uma gravidez nesse ritmo não faz bem. Esse tempo me permitiu cuidar do corpo e acalmar a cabeça (mesmo que agora ela esteja bem confusa sobre o futuro)
- Não cuidei da casa e muito pouco de Laís, mas poder pegá-la no colo de novo, foi otimo. Poder acompanhar a rotina da alimentação e da escola tbm!!!!
- E que eu ganho e aprendo mais com esse mundo "virtual" do que jamais poderia imaginar ganhar nas relações ao vivo.

É isso... assim que os posts voltarem a se "escreverem" na minha cabeça... eu volto!!! ;)

28 março 2014

Tristeza não tem fim, felicidade sim!!!

A minha durou exatamente duas semanas..

Duas semanas entre pegar o positivo de uma nova gravidez, uma gravidez desejada, planejada, sonhada em cada detalhe logístico e sentimental... Um gravidez comemorada por tantas pessoas queridas que estavam na expectativa, tanto quanto eu, por mais esse membro nessa família louca... 

Duas semanas entre pegar um Beta com o positivo e pegar outro com um nível em menos da metade do anterior...e confirmar a perda (odeio a palavra aborto, agora mais que nunca).

Na quarta snti muita dor quando cheguei do trabalho, muita mesmo.. e em pouco minutos tinha começado o sangramento. Corremos para a emergência e fui muito bem atendida,, até pq eu estava com cara de desespero que preferiram me atender a eu ter uma crise de choro no hall da recepção.

Me encaminharam direto para a ultra, que eu ainda não tinha feito e ainda esperava ouvir o coração do bebe, mas já era tarde.

O medico já viu o útero vazio. Com sintomas da gravidez, mas vazio. Meu panico naquela hora parou. Inexplicavelmente, parou. Eu já sabia  que tinha acontecido apesar de não querer acreditar... o meu bebe já não estava ali, se desenvolvendo.

Acho que vim para casa em choque... e com dor, muita dor... naquela hora mais física. A cabeça estava em choque, eu acho. 

Eu já ouvi vários casos de perdas, sei que é normal, sei que um percentual muito grande acontece e as vezes as mulheres nem se dão conta que estavam gravidas... mas viver isso?! a gente nunca espera. Ninguém nunca espera.

Ontem o dia seguiu da mesma forma... ao invés da dor emocional eu estava em estado de confusão.. pensando no quanto aquelas duas semanas tinhas passado rápido, mas que ao mesmo tempo parecia fazer parte da minha vida desde sempre... 

Parecia que eu já sentia a barriga crescendo.. os planos para a mudança no quarto, Laís se sentindo a irmã mais velha mais feliz do mundo... os planos para cuidar do dois, das decisões importantes sobre o futuro.. tudo já fazia tão parte do nosso dia-a-dia que nem parece que se passaram só duas semanas.. 

Hoje pegamos a confirmação pelo Beta. O medico havia dito que minha contas podiam estar erradas e eu estar ainda nas primeira 4 semanas de gestação.. mas já estou nesse "meio" a algum tempo... já sei contar bem o ciclos, semanas e tudo que envolve maternidade e tentativas...  Ele disse tbm que o beta é que diria em que pé estávamos. O certo era que ele dobrasse de quantidade referente ao anterior... se baixasse era pq já havia acontecido. 

E aconteceu.. o beta hoje estava positivo ainda, mais bem baixo... e a ficha caiu!!! Não tem mais meu bebe, os planos foram juntos e terão que ser refeitos... o sonhos, vão ficar para depois.. e a felicidade vai ter que voltar a encontrar uma familia de 3.

Dói num tanto que não consigo dimensionar... a falta de passar a mão na barriga e sentir como se carinhasse meu bebe, a perspectiva de encarar as pessoas com esse sentimento de impotência do caraio.. o sofrimento de quem está junto comigo.. e chora junto comigo e sente junto comigo... dó um tanto absurdo... 

Vai passar eu acho... tenho memória seletiva (acabei de dizer) e talvez, tanto quanto não me lembro das coisas ruins na gravidez de Laís, posso não lembrar do quanto esse sentimento dilacera... Talvez daqui a alguns meses eu entenda pq tudo isso aconteceu dessa forma... e até veja algum ponto positivo, se é que há, nisso tudo... talvez... 

Ainda não falamos com Laís... nem sei como fazer, vou deixar para o Ed falar, pq não quero chorar e fazer ela sofrer... 

Segunda tem medico, seria a primeira consulta do pré-natal... e talvez a gente descubra o que aconteceu.. ou como não acontecer de novo.. talvez... Talvez ela libere para novas tentativas e talvez a gente volte tentar... talvez... 

Obrigado por quem ficou feliz comigo... eu senti, de verdade, cada desejo e sentimento positivo que foi enviado para nós, quando do anuncio da gravidez... 

Obrigado pq quem está do meu lado... perto ou longe fisicamente!!! O apoio e a amizade tem sido muito importantes nesses dois dias difíceis...

Espero sair desse estado de perda e voltar a blogar com felicidade... talvez.  

16 dezembro 2013

...

Quase um mês sem blogar,
emails para responder (Iv, Sarah e quem mais eu estiver devendo, juro que respondo amanha)...
um festa (inha) quase toda para preparar em pouco tempo...
o horário comercial que está "daquele jeito"...
abandonada por marido e amigas próximas essa semana (todos com ótimas justificativas)...
sobrecarregando Manu Paz com minhas chatices...
participando de uma amigo oculto a 3 (sim é possível)...
corrigindo os palavras sublinhadas de vermelho e colocando muitas virgulas e reticencias (fortes entenderão)...
Esperando ansiosa e aflita por esse final de semana #dia21chegalogo...

2013 pode acabar de um vez por favor?!

*post escrito num suspiro, pq apesar de não postar, comentar, respirar nessa blogsfera, eu venho aqui todos os dias e sinto muita, muita saudade de ter ins"piração" ou capacidade de síntese e colocar tudo em palavras!!!

*(2) Esse é o post numero 400 e merecia ser lindo/perfeito/magnifico! Mas é o que temos para hoje!!!

Quem sabe fora do estigma do numero eu consiga escrever alguma coisa.. qualquer coisa!!!!

16 outubro 2013

Está chovendo....

e hoje é um daqueles dias que eu não deveria ter saído da cama... daqueles bem difíceis.. onde se formam bolos no estomago e na garganta...
Um dia daqueles que nos faz questionar se tudo que fizemos e fazemos não está realmente errado...

vai passar.. espero que antes do que anuncia a previsão do tempo...

30 setembro 2013

Então que já deu... Uma historia com começo meio e fim!!!

Esse até poderia ser o titulo de um post para falar da minha relação com o blog ultimamente... pq ta abandonadinho, o bichinho... as vizinhas, então... aff!!! Mas vamos que não dá para parar e o assunto aqui é velho conhecido: A creche-escola!!

Então... já falei aqui sobre os inúmeros problemas e questionamentos que tive com a escola de Laís. Na verdade, seguindo minha linha reclamona, acho que nunca falei de algum ponto realmente positivo que a escola trazia para a nossa vida.

Falei quando Laís entrou, sobre minhas duvidas e depois sobre toda a confusão que aconteceu com a venda da escola e depois “retomada” dos antigos donos e o problema que isso tudo causou (aqui).

Daí tbm falei sobre como as coisas andavam (aqui e aqui) e que o ritmo não estava muito melhor (aqui) do que no ano passado. Minha insatisfação perdurou.

Mas tinham pontos positivos? Sim. Laís se machucou pouquíssimas vezes, nunquinha reclamou de ter sido mal tratada ou deixada de lado, teve duas professoras muito dedicada (ano passado e esse ano – mas as duas sem ser durante todo ano letivo) e evoluiu muito no quesito convivência, desenvolvimento e conhecimentos básicos a idade dela – que talvez era o mínimo que eu podia esperar da escola.

Mas...

Cansei!!! A partir de hoje Laís passou a ficar com minha mãe...

E vamos aos motivos que é para eu não esquecer (se é que esqueceria) e para alguém que se enxergar nessa situação pular fora tbm!

- Alta, altíssima, rotatividade de funcionários. E o pior é que para a dona da escola todos eram o fim da picada... Mas tinham sidos contratados por ela, o que demonstra, no mínimo incapacidade de avaliação de profissionais. Além de terem como reclamação quase como um coro sobre salários e pagamentos.

- Aulas de balé que serviram para mascarar um aumento na mensalidade, já que as crianças tinham uma ou nenhuma aula por mês. E isso ficou demonstrado no tempo que demorou até que tivesse a primeira apresentação dessas aulas (elas eram durante o período da creche, então não sabíamos como era o andamento das aulas) e no tanto de vezes que Laís voltava com a roupa na mochila sem ter sido usada.

- Reuniões de turma que não era com as professoras ou cuidadora e sim com a dona da creche, que usava nosso tempo para falar de nomes nos objetos e sobre a mãe que reclamou disso ou daquilo, ao invés de nos dizer sobre o desenvolvimento e a rotina das crianças.

- Retorno. NUNCA TIVE!! (minto... para não dizer que nunca tive, no peirodo em que a creche estava sendo administrada pela irmã da dona ela me chamou para conversar sobre uma mudança no comportamento de Laís e o que estava sendo feito para que isso fosse contornado!!! Fiquei mega feliz.. e logo depois triste de novo... pq não tive retorno disso tbm, já que ela saiu da creche)

O que eu sabia do dia-a-dia de Laís era através dela mesma. Ou das perguntas que eu fazia a professora dela ou as meninas da creche. Mas era tudo sempre muito vago. A professora só estava lá pela manha e acaba quase nunca encontrando ela. As meninas da creche não tinham preparo para esse retorno que deve ser dado. Elas estavam lá para cuidar das crianças e ponto.. tipo ponto mesmo, não adianta pedir que pensem e dêem retorno aos pais..

Os donos da creche só diziam: - ‘Tudo bem!’, ‘Ela está bem!’,  ‘O dia foi otimo’....

Quando fui questionar sobre a reunião com a professora, onde ela poderia me falar sobre os dia-a-dia de Laís e seu desenvolvimento, a resposta que tive foi: “-Acho  antiético a professora falar das crianças na reunião e vc em uns minutinhos no final da reunião para perguntar o que quiser...

Carai... nesse dia eu me coçava (de verdade) para não voa no pescoço daquela uma...Aff!!!

Daí que cansei, né?!

Mas antes, consegui o tel da professora. Que moça bacana.. e que dó pensar em tudo que ela podia passar para Laís até o final do ano mas não conseguiria.

Nessa ligação descobri que ela estava acumulando 3 fases da educação infantil quase ao mesmo tempo. Que ela não podia ficar com a agenda para registrar o dia de Laís, afinal, em palavras dela, “ela quem sabia como era o desenvolvimento e o dia de Laís”... mas não podia pq isso tinha que ficar nas mãos da dona da escola, que tem letra bonita e não escreve mais que o cardápio diário.

Descobri com muita felicidade que Laís era das melhores alunas (ela disse a melhor, mas acho que foi para me ganhar! rs) que ela respondia muito bem a todos os estímulos, que ela reconhecia tudo que já tinha passado até aquele momento, que era a única de seu tamanho que ia até o quadro fazer as atividade da fase a frente da sua...

Mas descobri tbm que ela estava de saco cheio da rotina da creche e do tempo que passava fora de casa. Que ela sempre reclamava disso e que seu rendimento nas ultimas semanas tinha diminuído, pq ela estava com preguiça.

Então...  Não esperava que ensinassem Laís a ler e escrever, pq não precisa disso. As coisas acontecem no tempo certo. Mas acho que a coisa tem que ser feita da forma correta. Acho que passo muito tempo longe dela, então precisava saber do seu dia: como é para comer, como é para dividir o lanche, como é para assimilar o que lhe é dito, como é no trato com as outras pessoas??? Como é a aceitação do novo que lhe é apresentado, como é a aceitação do estimulo, para mais, para menos???

Acho que o maior erro deles foi tentar vender um peixe que eles não eram capazes de servir. Eles cumpriam bem (do mínimo que se pode esperar) a função de passar o dia com Laís. Mas esse dia era um completo escuro para mim... e tudo que não quero é viver no escuro em relação ao dia da minha filha.

O problema é que tenho que ser realista. Eu ainda trabalho 9 horas por dia e ainda passo o dia fora de casa e ainda preciso que Laís seja cuidada nesse período.

Daí que num dia desses de consulta médica, aproveitei que não trabalhei e fui conhecer uma escola que fica bem perto da minha casa. É reconhecida a muito tempo em toda a região, tem uma boa e grande estrutura, parece que tem um diálogo com os pais bem bacana, vai até o ultimo ano do fundamental... Meio que o que eu preciso e quero que seja.

Só que é só meio período. O que é o normal entre todas as escolas, né?! Mas devia ser normal tbm as pessoas (mulheres ou homens) trabalharem em meio período para acompanhar o desenvolvimento dos filhos... mas isso, isso já é outra historia!!!

Nesse momento Laís está de férias... e, ao contrário do que achamos a princípio, ela esta muito feliz e empolgada com a idéia de ficar na casa da vovó, de férias, esperando crescer mais um pouquinho para ir para escola grande!!!

Vou montar um “plano de ação” para fazer esses dias não pesarem tanto nem para ela na frente da TV, nem para minha mãe que não deixou de ter suas responsabilidades.


Agora é cruzar os dedos e esperar que dê tudo certo!!!!

01 agosto 2013

Da saudade que dá

Às vezes, assim no meio do dia, dá um aperto, uma agonia... Uma mistura de impotência e saudade!!!

Pela manha, quando acordamos - juntinhas pq ta um frio da porra, fico lá, cheirando o cheirinho do bafo (azedo) e da respiração.. sentindo as mãos quentinhas e o carinho que ela faz mesmo dormindo... Penso uma, duas, três vezes.. A vontade é não levantar.. e ficar lá, acalentando e cuidando da minha pequena!!

Mas to aqui, longe, pensando nela... Pensando na minha vida que está tão diferente do que eu queria que estivesse.. pensando que preciso muito mudar alguma coisa  na minha vida e preciso fazer isso já... 

Daí sinto aquela agonia de estar fazendo alguma coisa errada... e sinto uma saudade do aconchego da minha pequena (sim, pq ela é quem me dá aconchego!!!).. Ai fico aqui... pensando e torcendo para o relógio andar bem depressa!!!

26 julho 2013

Festa Julhina em duas partes - a parte ruim!!

Cabeça completamente vazia de ideias nos últimos tempos dá nisso. Mil vontades de posts e nenhuma inspiração de execução em si. Normal, né?! Muito frio, sem ajudante, água gelada... !!! rsrsr

Mas vamos parar de reclamar e começar a reclamar??? Sim, pq a raiva já passou, mas preciso deixar registrada aqui meu descontentamento para não esquecer, né?! Memória de mãe é muito curta!!!

Pois bem... um histórico antes!!!!

Ano passado teve todo aquele estresse de venda da escola, gente mal caráter na nova administração, retomada da escola, apoio aos antigos donos (que não mereciam, já que tinham me deixado na mão).. em fim. Sempre trataram Laís com muito cuidado e carinho. E isso sempre foi o mais importante para mim.

A irmã da Dona da creche estava a frente do negocio, que não era tratado como tal. Apesar de toda dificuldade que se tem quando se recomeça do zero, eles estavam se esforçando muito. A estrutura física da escola melhorou. O retorno que estava tendo, estava longe de ser perfeito, mas estava tendo. o Diálogo estava aberto. o Nova professora, que demorou um pouco para ser encontrada, era(é) otima. Em fim... longe de ser creche de zona sul, mas passei alguns meses sem ter muito do que reclamar.

Mas aí a Dona voltou, reassumiu. E aí descacetou tudo.

Misteriosamente a irmã saiu da creche. Mas como foi no período que eu estava de féria e Laís foi 4 dias no mês todo... eu não senti muito. Mas quando a rotina voltou ao normal comecei a sentir que a coisa ficou estranha. O dialogo foi a zero. A quantidade de reclamações por parte dela iam aumentando a cada dia, tipo: "Não tive licença maternidade e to cansada", "Pai de fulano reclamou que sumiu a meia, mas eu não tenho que dar conta de meia", "Amanha é feriado???", "Semana que vem tem feriado?", "Esta tendo manifestação (no centro do rio, a mais de 30km de distancia) e por isso vou manter a creche fechada!", "Laís viaja na maionese"... entre outros!!!

Na boa... to fazendo cara de paisagem e respirando fundo e contando até 100 para ver se passa. É coisa boba, misturada a mais coisa boba, mistura a um monte de coisa.. que fica do tamanho de um bonde.

Mas vamos a festa.... rsrs

Não teve valor cobrado... Algo de estranho no ar!!!

Pediram 5 prendas, bandeirinha e um refri de 2 lt. A mãe de merda esqueceu e levou só as prendas. Mas daí fiquei pensando.. tomara que esse ano ela ganhe alguma coisa. Ano passado levei três e ela só ganhou uma: matemática tinha que ser exata, né?!

Daí apareceu um rifa. Cada cartela com 25 números a 2,00 cada. Só que não tinha sorteio. A criança que vendesse mais, ganharia um premio surpresa. (?) Daí questionei e ela disse que queria um tablet infantil.. e ví que pela quantidade de cartelas, isso não seria difícil. Aí questionei e a resposta que tive foi: "mas quero aproveitar e dar entrada no ar condicionado da escola." Oi? Isso não deveria estar previsto na mensalidade???

Em fim... Não comprei ou vendi nenhuma rifa (pensei que o dinheiro que eu 'investiria' nisso, eu mesma comprava uma coisa que Laís goste).

Daí veio o "comunicado que a festa seria na rua (?) ao lado da creche e que poderia chamar quem quisesse - ano passado só pudemos eu, marido e minha mãe.

Chegando na "festa"...

Festa na rua é aberto. Corri atras de Laís mais que maratonista. Tinha gente demais e professoras de menos, já que quem estava, estava trabalhando nas barraquinhas.

As prendas que levamos estavam na unica barraca de brincadeira, a pescaria. Nada de corrida do saco, dança da cadeira, ou qualquer outra coisa.. a festa era para as crianças. E o melhor: para brincar e ganhar uma das prendas que nós tínhamos dado, custava R$ 3,00.

Como explico para Laís???

Daí passou alguém com um cachorro quente.. e descobri que tudo era 3,00, inclusive o algodão doce, que custa 1,50 no moço que passa na rua. O melhor foi que o refrigerante, que os pais responsáveis levaram, estava sendo vendido a R$ 2,00 o copo de 200ml. Fala aí, se não dá para ficar bem estressado. Em menos de 1 hora gastamos R$20,00 com nada.

Em fim, né... vamos entender que eles precisam se dar bem de alguma forma.

Daí a hora foi passando... e Laís e as outras crianças brincando. A hora foi passando... e as crianças cansando. A pessoa responsável pelas musicas esqueceu o pendrive em casa.. Laís foi dançar 20h30mim... no final, já não aguentava mais e terminou a dança no colo da Tia.

Para fechar a festa.. os valores que começaram em R$3,00, baixou para R$ 2,00 e depois para R$1,00.

Onde fica o respeito com as pessoas que chegaram com criança. Desde as 17h30mim e pagaram para as crianças brincar, lanchar???

Saímos de lá e fomos fazer nossos lanches em casa.

Minha conclusão... Eles são desorganizados e estão tirando com a minha cara ou eu estou doida!?

28 junho 2013

Caricatura, do blog, das blogueiras...

Gente bonita... depois de mais de dois meses do fatídico sorteio em comemoração ao 3º ano, finalmente ela foi enviada para a queridíssima Nine (que teve a maior paciência e entendeu que artistas, universitárias podem demorar um pouco mais no prazo.. rsrsrs)... 

Sou suspeita para falar, mas ficou lindaaaa... Com a familia linda dela, é dificil que ficasse feio... mas sem rasgação de seda, ficou lindo mesmo.. (eu achei!) Alegre, colorida e fofa toda vida... Pedi a devida autorização e vim compartilhar aqui com vcs.
Fala se não ficou muito legal???

*Nine, mais uma vez, obrigado pelo carinho e pela troca continua aqui no blogger!!!

Aproveitando a papo, posso papear??/ Minhas amigas dizem que faço testamentos... mas amo. Termino de escrever com a sensação daquele papo gostoso que se tem com os amigos de tanto tempo.. sabe como é?! Amo... 

Daí namoro esse blog, o blogger e os blogs amigos, dia sim, dia tbm... mas nessa nuvem cinza que tem se instaurado em mim nos ultimos dias (meses, eu sei!) tenho andado assim, meio, relapsa!!!

Daí, acabo perdendo muitas atualizações e tbm não conhecendo alguns cantos bacanas que estão por aí pela rede... então vou começar a mudar algumas coisas por aqui... e preciso da ajudinha.

Tipo.. se vc vem por aqui, é de um blog que não ela ali do lado no blogsroll, deixa um comentário com seu endereço que eu vou lá conhecer.. viu?! Ou se tem algum canto legal para me indicar... eu vou adorar!!! Com o passar do tempo, afinal são mais de 3 anos de blog, vi que muitos blogs que eu seguia foram perdendo a força e deixando de postar. A vida muda, o foco muda, o tempo nem sempre é nosso melhor amigo.. Daí quase metade dos meus blogs amigos, estão inativos... e não quero que isso aconteça por aqui.. rá!!!

Vou tentar fazer algumas leves mudanças no layout, quero muito começar a responder nos comentários, pq essa troca é importantíssima... e tentar movimentar mais isso aqui!!! 

Esse canto é minha válvula de escape então tenho que tratar bem dele e de quem passa por aqui!!! Espero que muito em breve eu pare de "reclamar" da minha esterna culpa, viu Flavia, e que esse canto tenha um papel fundamental no acesso a outras pessoas e divulgação de um trabalho paralelo (dedos cruzados)...

Tbm quero muito parar de prometer e voltar a incrementar a minha lojinha com Manu e fazer aquele sorteio que eu tinha comentado outro dia.. em fim... quero por a cabeça para trabalhar e esse canto, e as pessoas que conquistei com ele, são peças fundamentais para que eu não surte!! rá!!!

Por falar nessas pessoas... 

Lá no meu projeto 101 coisas em 1001 dias (que eu to pensando seriamente em agrupar com o Minha pequena e eu) eu coloquei como uma das metas, conhecer 5 blogueiras... desvirtualizar 5 amizades nesse período de quase 3 anos.. e posso falar com toda certeza desse mundo: Se eu ganhasse na mega sena, ou jogasse pelo menos, com certeza esse numero aí ia ser triplicado fácil. Fora a vantagem de conhecer varias parte do Brasel Varonil, quiça esse mundão de meodeus.

Todos os dias fico feliz, muito feliz, quando recebo aquele e'mail de bom dia, que no final do dia se tornam 100 e'mail trocados... ou quando recebo aquele e'mail tipo carta, que agente detalha ainda mais o papo que as vezes fica restrito no blog... AMO, tipo muito, muita coisa!!!

Acho muito legal ver as pessoas que seriam tão diferentes de mim compartilhando tanta coisa comigo... sendo tão igual, com minhas necessidades que eu achava que eram só minhas, mas e compartilhada por muitas outras.

Legal é achar e'mails não respondidos, de quase 2 anos atras.. e ver que eu não desisti da amizade. Legal tomar aquele esporro pq demorou a responder o email - normalmente quem dá sou eu, pq morro quando não tenho resposta - e seguir o e'mail salvando aquele fim de dia que estava terrível, dando boas risadas... Ou então receber aquela ligação... de um ddd diferente... ou ligar e ver aquele sotaque carregado, linnnnndo!!!

Não tem preço que pague!!! Agradeço muito por aquele dia que criei aquele layout rosa pink com um textinho mixuruca e comecei o blog... 

Como marido falou, acho que esse blog dura até Laís entrar na universidade... Se ainda tiver alguém por aí!

Bora continuar blogando???

26 junho 2013

Quero ganhar menos

Eu não ganho uma fortuna, nem um alto salário. Também não ganho nem perto dos melhores salários do lugar que trabalho, está longe disso. Mas tenho um salário que é maior que o mínimo e paga o plano de saúde, creche-escola e empréstimos.

Mas não to feliz. Não é o dinheiro que me realiza. Não são os cálculos, que tanto gosto, que me realizam. Não é a selva do mundo “corporativo” que me realiza.

Mas sou realista. Vivemos num mundo capitalista e faço parte dele. Alimento as necessidades capitalistas da minha família. Queremos sempre o melhor, aquilo que está um passo ali na frente, que ainda não temos.

Tbm sou realista que nossas necessidades “básicas” precisam ser atendidas. Que os preços no mercado estão pela hora da morte. Que é preciso aproveitar a vida, antes que ela passe. Que agente precisa de plano de saúde pq não da para confiar no SUS. Que precisamos de dentista, oftalmo e que a velhice chega.

Tenho sonhos. Sonhos que começaram lá atrás, quando começava a se formar na minha cabeça a idéia de ter uma família. Outro filho, uma casa com espaço, poder viajar e dar o melhor que puder para essa família.

Mas o que é o melhor?

Depois que virei mãe, as coisas mudaram um pouquinho na minha cabeça. Não consigo colocar um trabalho em prioridade se minha filha estiver doente. Como vou querer garantir o dindin no fim do mês, se o que é mais importante para mim, faltar? Aqui, e em qualquer outro lugar, sou facilmente substituível. Na minha família não.

Com a chegada de Laís, com a nossa convivência, a vontade de não ter só um filho só aumentou. Tanto amor assim tem que ser compartilhado (apesar de ter certeza que com outro filho o amor só vai aumentar), então a necessidade de ter outro filho cresce em mim.

Outro filho necessita de licença maternidade (remunerada), precisa de outro plano de saúde, precisa de outro “enxoval” – muito mais contido, dessa vez – precisa de creche...

Ops!!

Outro filho, outro amo, outro bem maior... e uma culpa ainda maior por deixar pela manha e só buscar a tarde. Por não acompanhar as conquistas do dia-a-dia. Outra nova dependência de outra pessoas para cuidar, carinhar, alimentar... Outra culpa ao ouvir – pq certamente vou continuar ouvindo – que queria estar todos os dias comigo, com a mãe.

Até onde eu preciso desse dinheiro para conseguir minha família? Até onde eu quero isso para mim???

O fato é que estou num momento de muita reflexão. Como disse a algum tempo atrás, estamos passando por mudanças no trabalho e isso contribui ainda mais para o sentimento de incerteza e insegurança. Contribui para meus questionamentos, para o meu descontentamento.

Fato é que esse momento de reflexão PRECISA ser só o começo na minha vida. Preciso de apoio de quem está ao me lado, isto é certo. Mas preciso ainda mais de mim mesma. De discernimento, força de vontade e todas essas outras expressões bonitas de auto-ajuda.

Já tenho uma ideia de por onde começar, já tenho o estimulo que preciso para começar, ainda preciso do apoio que não tenho para começar... Mas vou começar a estruturar um plano para mudar minha vida. Tenho um prazo, tenho uma meta. Pode ser que lá na frente eu dê com os burros n’água e tenha que voltar atrás. Mas se não fizer isso agora, eu posso me arrepender depois.

Sobre a idéia de ter outro filho... ela permanece.  Acho que tenho algumas incertezas nesse meio de caminho. Minha relação empregatícia e a mudança que esta acontecendo nesses meses podem ajudar a definir para mais ou para menos o tempo da chegada de outro filho e a relação que isso terá com meu “plano infalível”.

Copiando o que uma amiga disse: “Queria dormir e acordar só quando essa tempestade passasse!”. Mas agora preciso estar mais acordada que nunca.


Bora trabalhar??? Para ganhar menos... rsrsrsrs

18 junho 2013

Esmalte, viagem, protesto.. e os posts que não saem...

Ta vendo tudo isso ali no titulo do post... são parte dos posts que permeiam minha mente nos últimos dias... Digo parte, pq é parte mesmo.

Minha relação com blog é mais intensa, como um diário. Meio que por causa de Laís, encontrei minha turma e minha forma de comunicação. Coisa que não consigo fazer no Face por conta de familiares e outros "amigos" de face que não falam a mesma língua que eu.

Acontece é que voltei a trabalhar no olho do furacão, minha ajudante tomou pozinho de pirilimpimpim e sumiu de vez, Laís resolveu dar plantão nas doencinhas (semana sim, semana tbm), marido resolveu fazer greve nas atividades domésticas (causa já sendo sanada), a nuvem negra pós ferias instaurada no meu animo... Te falar.. se eu for listar aqui.. cês ficam com dó de mim.. e não é isso que eu quero, até pq sei que 6 em cada meia duzia dazamiga está na mesma situação que eu. 

Somo tão iguais em nossas necessidades e neuras, por isso nos "solidarizamos" nas nossas necessidades expressas no blog.

Como essa é minha forma de comunicação preciso colocar para fora o que estou sentindo e o que está rondando minha cabeça... preciso ler as vizinhas e saber o que rola do lado de lá da tela... Esse meu post é só para isso... para não deixar esquecido a finalidade desse canto antes que ela se perca na minha cabeça loira e oca (já disse que gosto de fazer piada com meu blond hair)...

Eu demoro... mas não esqueço nenhuma vizinha de rede, nenhum sobrinho virtual, nenhuma amiga que fiz por aqui.. e tbm não esqueço a importância desse canto. Juro que volto com minhas novas divagações e nossas novidades não tão novas!!!!

06 junho 2013

Somos todas top!!!

(pelo menos as que estão proximas a mim!!!!)

Precisava explicar meus post de mais cedo e responder ao 'otemo' comentário da Nine, daí resolvi fazer esse micro post (vamos ver se consigo)!!!!

Meus dias não tem sido os mais tranquilos, muito mais pela minha cabeça que faz mais expectativas do que deveria, do que pela realidade em si. Altos, baixos, médios... não adianta... eles nunca duram para sempre e sempre virão novamente... 

Mas foda... é que tem dias que agente quer ser top e não consegue. Daí se culpa.. dias que agente quer ser pelo menos médio.. e tm não consegue.

Quando li o texto não pensei nos blogs que tem pela blogsfera a fora, com esses eu já deixei de "brigar" a muito tempo. Pensei mesmo em mim e na minha cobrança interna e externa de querer fazer sempre mais e o melhor... E sempre mais e mais e mais... quando as vezes só quero pegar o controle e assistir a programas culinários na frente da tv.

Daí agente vê mil dicas, receitas, brinquedos, livros, atitudes, pensamentos.... e pensa: "puts!! o que eu precisava!!" Aí eu não consigo nem chegar perto de realizar... e me cobrooooo, me culpo. Coloco Laís na frente da Discovery kids.. e depois me cobro que era para estar ali, sentada brincando com ela... mas bm não to bem. to cansada.

Acho que o post foi sim incrível, não como uma critica a blogsfera, mas uma critica a como algumas de nós nos sentimos. E a blogsfera influencia muito, pq se não tivesse esse acesso não ia ter as dicas que eu acho incrível, mas por pura incompetência não consigo por na pratica.

Já declarei a 7 ventos todo meu amor pelo blog, blogger e blogsfera. Muito do que pratiquei nesses anos... e do que pratico até hoje.. e principalmente, do que vou lutar para conseguir no próximo filho, eu devo exclusivamente a blogsfera materna. Acho mais... sendo bem exagerada, que toda gravida deveria passear pela blogsfera para ver que não precisa de metade do seu enxoval, que seu médico só pensa em dinheiro... e muitas outras verdades (minhas e de cada uma) que só descobri pela rede.

Acho que o texto foi escrito num suspiro, inclusive no site esta assim com muitas palavras juntas e sem parágrafos. Provavelmente por um post ou comentário que a blogueira recebeu que deixou ela fula da vida. Já passei por isso, sei como é. Rá! E acho que ele fala muito a verdade de uma meia duzia de blog em que eu virei uma mera expectadora. 

Mas para mim falou mais da culpa e da cobrança própria... que eu tenho todos os dias e noites para tentar ser top e por isso quis muito compartilhar.

*Nine, seus comentários e posts são sempre muito enriquecedores e me fazem sempre pensar e sair do conforto da cadeira. Sua amizade faz o mesmo... e assim como muitas outras meninas que conheci através do blog, é muito importante para mim. Sou fã da sua forma de pensar e colocar para agente de forma tão clara e leve.  Mais um benefício que o blog me trouxe.

Agora preciso tentar aproveitar os dias lindos de outono (já falei que é minha estação do ano favorita?) e melhorar meu animo com dias lindos de céu azul.

Eu sou top???

To num dia ruim. 
Deixei Laís chorando na creche. 
Tive uma noite não das melhores. 
Voltei a trabalhar ontem e todo peso do mundo está de volta, daquele jeito que agente não gosta, mas precisa engolir.
Estou sem um puto furado, pq né, voltei de férias e aproveitamos "mais" que devíamos... mas as contas não ficaram pro mês que vem.
Passei as duas ultimas semanas de férias cuidando de Laís ou de mim, já que ambas ficamos doentes.
Estou me sentindo merda ao quadrado pq não organizei, arrumei, enfeitei metade do que tinha organizado para fazer.
Estou me sentindo mal pq tem um mote de texto que que quero ler, tem um monte de gente que quero visitar e não consigo ter tempo ou concentração o suficiente para isso... 

e putaqueopariu.... adorei!!!!!!

Não sou tão assim... mas é um sacode em algumas coisas. mas no fim fiquei feliz.. pq tenho muito mais amigas pelo blog.. do que fãs e seguidoras.
Ela é top: mãe blogueira
Já não bastam as noites mal dormidas por filho que te acorda querendo mamar, ou ser ninado. Já não bastam os estresses comuns à maternidade.Agora as mães precisam ter blog.E é esse tipo de blogagem que tem deixado o fardo da maternidade cada dia mais pesado.
Já não basta apenas ser mãe.É preciso entrar em trabalho de parto, parir em casa, amamentar exclusivamente até o sexto mês, entrar com papinhas orgânicas, recusar qualquer inserção de adoçante, corante, conservante, qualquer ante que vá modificar o alimento da criança.
É preciso amamentar até o dia do vestibular.Não pode chupeta, não pode mamadeira, não pode compartilhar cama, não pode mandar para a casa da vó, não pode creche. A mãe precisa trabalhar de casa (e ganhar um bom dinheiro com isso para ser independente), precisa deixar a casa um brinco, com seu detergente e seus produtos de limpeza feitos em casa, biodegradáveis, naturais. Não pode ter empregada, tem que dar conta de tudo. E não pode reclamar.
É preciso ter paciência com as crianças, brincar com brinquedos feitos com sucatas, estimulá-las com bolas, fios e giz de cera caseiros. Nada de brinquedinho da moda, nada de TV, nada de aplicativos.Mãe boa não manda criança para a creche ou para a casa da vó. É preciso estudar em casa. Ser bilíngue, ser musicalizado, socializado, disciplinado.Não pode fazer birra, não pode ser agressivo, e tem que ter senso crítico e de estética aos 3 anos de idade.
Para ser exemplar, a mãe precisa tirar fotos profissionais de suas crianças, no seu quintal todo arborizado, enquanto elas plantam as sementes de chicória que comerão disciplinadamente na hora do almoço em família. E não bastam fotos tratadas dignas de capa de revista. Tem que compartilhar nas redes sociais. Tem que receber 1.429 coraçõezinhos.É preciso exibir sua barriga chapada e seu corpo delgado 15 dias depois do parto. 
É preciso compartilhar seu prato de salada, seguido de um chocolate belga caríssimo. Tem de ser linda, de cabelo feito, maquiada às 6 da manhã,bem vestida. E as unhas nunca descascadas, pois o esmalte é gringo. Assim como seus demais produtos de beleza. Não basta ser mãe, não basta ter filhos, não basta ter blog, não basta exibir sua vida perfeita de comercial de margarina. É preciso saber programar, ter noções de SEO, ter views, seguidores, fãs. Uns 2.000 no mínimo. Tem de publicar lista de enxoval, guia de desfralde, dicas de amamentação. 
É preciso profissionalizar o blog, ganhar amostras, ir a eventos, sair em fotos.É preciso compartilhar uma vida magistral, sem máculas.Afinal de contas, quem é que gosta de expor seus defeitos?E não estou falando pelos outros. Convenhamos.A beleza da maternidade está na imperfeição.Na falta de saco para amamentar, na falta de tempo para brincar, na pia cheia de louça, na pilha de roupa que você não vai passar, na falta de grana, no esporro que você deu porque seu filho derrubou o suco no chão limpinho. 
Na falta de vontade de cozinhar e o almoço vai ser fast-food mesmo, com direito a brinquedinho, para você se sentir menos culpada. E vai ter suco de caixinha!Ninguém publica isso. Ninguém tira foto do filho brincando no tablet. Ninguém compartilha sua foto de pijama, com cabelo desgrenhado, desabafando pelo blog, enquanto tem filho chorando pedindo colo. A maternidade é assim: imperfeita, inacabada. Ainda que bela e divina,exatamente por isso. Não postamos sobre nossas falhas, mas buscamos no Google a fórmula mágica para lidar com elas.
Talvez, se fôssemos mais verdadeiras, mais sinceras em nossos blogs, não teríamos tantos sorteios, tantos anunciantes. Mas levaríamos a vida mais leve,teríamos mais disposição para aquela dedicação maternal. Teríamos mais amigas, em vez de fãs. Teríamos mais companheiras, em vez de seguidoras.
Milene Massucato, mãe de Nicolas e Lorena, é autora do blog www.diiirce.com.br

04 junho 2013

Relato de Nascimento de Laís - Fim (eu juro!)

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Onde estávamos??? 
Tá um frio danado aqui no Rio - não zoem, 19 graus é frios pacas -  e eu voltei a trabalhar hoje, dois dias antes do fim das minhas férias.. e não parei um segundo. Passei a noite em claro com Laís, que insiste em seu resfriado bate e volta e continua com ele já a quase 3 semanas.. e eu estou batendo cabeça.... Então perdoem a minha ausência da vizinhança... Precisava mesmo escreve e findar esse relato.... 
Lá vamos nós!!!!
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Paramos na minha torcicolo por conta de ter feito um esforço do cão para ver a minha pequena.... :)

Depois disso ela veio muito rápido para mim. Na verdade não veio. Não tenho a lembrança do momento em que ela chorou. Lembro que o Dr me mostrou ela por cima daquele lençol que faz uma paredinha e me deu para beijar #pausa momento confissão: senti certo nojinho :( de beijar num primeiro instante. Ela estava toda sujinha ainda e eu não era emponderada o suficiente. Pensei, que linda, vou beijar pq ta todo mundo olhando, mas queria dar um banho nela. Mas de merda, eu sei!!! A primeira de muitas.. rsrs #despausa

Depois do "beijo" tiraram ela por alguns poucos instantes e depois vieram com ela do meu lado (nesse momento eu esqueci barriga e cirurgia. Não estava sentindo nada mesmo!) Aí sim.. ja sem o grosso da sujeira. Eu queria muito pegar... Muito mais pela duvida e pela ansiedade do que a situação me causava do que pelo amor repentino que nasce junto com o bebe. Desse eu não senti. 

Voltando ao relato... 

Nessa hora a Ped que estava acompanhando colocou ela no seio e apertou bem até sair um pouco do colostro. Foi o nosso primeiro contato com a amamentação e a lembrança que tenho é de ver a boquinha dela procurado o bico do seio para mamar. Depois dessa mamadinha, que não foi no meu colo, não foi comigo segurando, não foi nossa.... depois disso levaram ela para os procedimentos padrões. Procedimentos que só tomei consciência de quais eram pelas fotos que a ped tirou de dentro do berçário.

Uma coisa... Nesse momento, Ed que foi levando Laís. Parou antes no quarto em que estávamos para minha mãe ver, ficou um pouco com ela ainda, e só depois "entregou" no berçario. Tivemos algumas facilidades pelo horário, por sermos os únicos na ala da maternidade e por termos mudado a rotina dos médicos envolvidos.

Depois que Laís saiu do centro cirúrgico eu tive um certo panico. Panico da distancia dela. Panico pq Ed não estava mais lá. Pânico pq não sabia como seria dali para frente. Por conta disso, quase passei mal. Comecei a ficar com falta de ar, mas segurei o emocional para passar por aquilo logo e ir para o quarto.

Nesse momento, conforme já havíamos conversado, o Dr fez uma micro cirurgia plastica... e me comunicou disso quando começou a fazer.

Explico:
Uns 5 anos antes de Laís nascer, eu tinha feito uma cirurgia para retirada de dois cistos que geraram uma hemorragia, uma grande dor de cabeça e a perda de um ovário e trompa. O corte era bem similar ao de uma cesárea, mas a cicatrização não foi das melhores. Durante a gestação, mesmo com aquela barrigona esticada com um monte de pele estalando pedindo hidratação, na região da cicatriz tinha um gominho de gordura. Uma gordura durinha, que logo encheu de estrias roxas e que não sairia dali mais. 

O Dr chamou de celulite, mas nem sei se é isso mesmo pq ninguém que eu comento sabe do que se trata. Em fim... em finais de gestação eu descubro aquilo e quase entro em depressão. Daí na ultima consulta, quando marcou-se a cirurgia, o Dr disse que havia uma pequena possibilidade de ele mexer para tirar aquele bololô de gordura. E assim o fez.

Antes do meio dia eu estava no quarto. Laís chegou pouquíssimo tempo depois de mim. Depois do parto, só nos separamos por alguns minutos na hora do banho e uma vez no segundo dia por conta do complemento, já que o colostro não estava satisfazendo e estávamos chorando junto com ela.

Incrivelmente, ou pq dessa vez eu tinha algo maior para me preocupar, eu não tive nenhum problema de recuperação da cirurgia. Ainda no hospital eu tomei banho sozinha. Eu sentava e levantava com certa facilidade. Tbm comi e evacuei (condição para alta) com facilidade. 

Dois dias depois, estávamos descendo a serra com uma bebe dorminhoca e faminta. E o resto da historia vcs já conhecem!!!

Do que tirei dessa experiencia, hoje, mais de três anos depois?

Mesmo eu não querendo o dia 11, esse foi o dia que minha bebe estava pronta biológica e fisiologicamente, para nascer. Mesmo se eu não tivesse esperado tanto para acionar o médico e tivesse corrido pro hospital na primeira contração, eu teria a certeza que o corpinho dela estava pronto para aquela experiencia. E, hoje, isso faz a maior diferença para mim.

O período que fiquei instintivamente prolongando o TP sempre me pareceu magico. Mesmo quando minhas informações eram limitadas. Esse período me mostrou que sou muito mais forte do que eu mesmo pensava, que eu estava pronta pro que estava por vir (viesse o que viesse) e que tenho plena condição de passar por ele de novo.

Numa das fotos do parto, tive a sensação de Laís ter nascido meio roxinha... e ter demorado a chorar. Isso tbm me fez ficar tranquila com a decisão do médico. Mesmo que tenha sido por interesses próprios, que ficar ali naquele TP podia durar mais algumas horas e tal, mesmo assim acho que aconteceu da melhor forma para nós duas. Então não tenho esses fantasmas.

Da proxima vez, pode ser que eu vá naquele médico, pq é o médico "bomzão" que o plano cobre e quem passa os exames pelo plano. Pode ser tbm que eu ache outro bom e mais disponível para um parto normal. Pode ser que eu me encaixe em um grupo de apoio e "me encontre" e entenda mais profundamente todo esse processo e consiga envolver Ed nessa jornada. Da próxima vez, estarei bem mais experiente e munida de informação.

*Só não sei como vou fazer para não cair no pau com um médico cesarista que vier me falar que não posso ter parto normal.

Bem.. pode ser que da proxima vez aconteça tudo meio parecido ou muito diferente. 

Acho que relatos como o meu, que considero um meio do caminho, relatos de partos domiciliares, partos naturais em hospital, partos por cesarea... esses relatos vão nos munindo de informação. Vão inchando a rede com experiencias compartiladas por pessoas normais que podem ajudar a mudar o cenário banalizado ou deixado em segundo plano que vemos por aí.

Acho tbm que a forma como nasce o bebe pode pouco importar depois que o bebe nasce. E pode mesmo. O principal já está ali e pronto. E que otimo quando é assim. Mas pode importar tbm... e muito.

Eu estava muito doida para agarrar essa bochecha :)

03 junho 2013

Relato de Nascimento de Laís - Parte 2

Parte 1 aqui!!!
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Estou de volta a labuta e os quase 30 dias passaram mais rapido do que eu queria... alguem me arruma mais 30???
Vamos ao que interessa!!  hehehe
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Sabe quando a gente se conforma com o que não pode mudar. Ou com o que acredita que não pode mudar?! Eu me conformei e fui curtir o final do final da gestação.

Terminar de repassar o que faltava no trabalho. Arrumar as roupinhas que ficaram de fora da mala de maternidade. Fechar minha bolsa. Terminar de comprar o que faltava. Acho que foi a semana mais cansativa em todos os sentidos. O peso já estava bem dificil de "arrastar", as coisas pipocavam para fazer, eu e minha mãe arrumávamos ideias e mais ideias de ultima hora para preparar.

Sei que no sábado antes do dia 11, eu estava batendo perna no Shopping atras de uma roupa de frio em pleno verão'zaço carioca pq cismei poderia fazer frio na serra e a criança não ter roupa de frio suficiente (ela só foi usar as roupas 4 meses depois). E no domingo estava com a sala toda bagunçada, cheia de retalhos e linhas, pq estávamos terminando as lembrancinhas e enfeites que inventamos nas ultimas horas. Tenho fotos de poucas horas antes de entrar em trabalho de parto.

A ideia era terminar tudo na segunda cedo. Ir no clube tirar umas fotos de buquine e relaxar um pouco na piscina. Terminar de arrumar o kit de berço (que eu odiei) no quarto... tudo com muita calma. Começas a se preparar para subir às 17h, internar às 19h e aguardar a faca.

Só que não criançada, minha menina tem personalidade e ela quem definiria a hora que iria nascer.

No domingo levamos minha mãe em casa perto da meia noite e na volta senti a primeira pontada. Depois do susto do dia 1º, não queria alarmes falsos. Achei que eram gases. Depois que cheguei em casa e fui organizando uma coisa ou outra, senti outra, acho que uns 40 minutos depois. Gases de novo, claro!!!

Fui tomar banho para deitar e as dores aumentavam significativamente o espaço de tempo.Deitei e acho que dormi muito pouco ou quase nada, pq as contrações voltaram e coltaram e voltaram, cada horas maiores e mais fortes.

Não quis outro alarme falso, então pensei que ia segurar enquanto desce. Levantei e fiquei muito tempo debaixo d'água. Com a água caindo nas costas e no pescoço e onde mais eu conseguisse me concentrar. Com pouca roupa eu andava pela casa, moro num apertamento, mas devo ter andado um bom quilômetros  na sala. Quando conseguia deitar colocava os pés em cima do puuf gigante que tínhamos e tentava identificar a dor.

As 6h desisti e começamos a ligar pro medico. Sou chata e apesar de ser uma "emergência", de ter o telefone da casa do médico e de poder ter simplesmente ido pro hospital. Não fiz nada disso. Tentei ir ligando pro médico, afinal, só podia ser gases... ele disse que eu não teria dilatação/contração/ sei la mais o que. E alarmar meio mundo por alarme falso não era meu tipo.

Ed foi buscar um remédio de gases, mas não achou... Enquanto isso as contrações ficavam cada vez menos espaçadas. Até que, quase 8h da manhã e GO Ligou o cel e a ligação entrou. Ele mandou contar o tempo das contrações e pode ouvir duas delas ao telefone. Rá! Mandou subir imediatamente.

Ed ainda foi buscar minha mãe e eu arrumar mais uma coisinha. A essa altura, eu já estava em trabalho de parto, com contrações irregulares e regulares a quase 8 horas (quem é frouxa agora?!).

Ainda tivemos que parar para abastecer, afinal teríamos o dia inteiro para fazer mil coisas antes de Laís chegar. Não vou esquecer a cara do frentista enquanto eu me contorcia e gritava ligeiramente durante uma contração... hehehe

Não tenho certeza, mas acho que chegamos ao hospital as 10h ou  quase isso, ou pouco mais que isso. Tinha perdido a noção do tempo. Foi tudo muito devagar, mas muito rapido.

Lembro de esperar uns minutinhos na cadeira de rodas na sala espera, enquanto uma paciente estava terminando a consulta com o GO... e ter mais uma contração enquanto meia duzia de gravida me olhava com cara de panico/pena.

Mas lembro de ficar ali... alguns minutos, naquela espera até que ele me atendesse. Entrei na sala e ele riu, não de mim, para mim (se fosse de mim, do jeito que tava mandava para PQP) e mandou deitar na maca. Cara.. te falar: a pessoa urrando de dor, sem posição, tensa esperando o momento da próxima contração ficar para lá e para cá no hospital movimentado (segunda de manha) né fácil não.

Mais difícil ainda foi, depois de deitar naquela maca e fazer o exame de toque, ouvir que eu só tinha 1 cm de dilatação e ia para o centro cirúrgico.

Na verdade fui para o quarto primeiro, "me arrumar". Nessa hora que senti que a bolsa tinha estourado, mas saiu pouquíssimo liquido e algum sangue. Não lembro, e na hora tbm fiquei confusa, se rompeu sozinha ou se foi durante o toque.

Naquele momento, com o pouco conhecimento que eu tinha e o tanto de dor que estava sentindo, só queria que tudo acabasse bem e que Laís chegasse bem.

Engraçado é que a partir desse momento, não tenho o que contestar sobre o nascimento da Laís. Acho que a partir dali, foi da melhor forma que poderia ter sido. Vai saber!!!

Tudo foi muito rapido e lembro que ia dar 11h quando eu entrei no centro cirurgico. Vi o ed numa salinha, mas me passaram direto. Não me deixaram sozinha momento nenhum a partir disso.

Primeiro com a enfermeira e o anestesista, que foi um anjo na minha vida. Carinho, educado, explicou o que ia acontecer, como ia acontecer, as possíveis reações a anestesia e que eu ia parar de sentir dor. EU não senti a dor da anestesia com muitos dizem (ou estava no meio de uma contração que maquiou a dor, não sei), senti a pontinha da agulha e depois mais nada.

O anestesista e a enfermeira começaram a me posicionar na hora que o GO chegou com a equipe. Ele foi lá, falou comigo, riu um pouco foi direto para a barriga cortar as 7 camadas da pele. Ed entrou tbm eu veio ficar do meu lado. Eu não estava nervosa, nem estava mais com dor. Mas estava com uma ansiedade tão grande que me fazia chorar e tremer.

Na minha cabeça passaram poucos segundos até ouvir a primeira frase sobre Laís: Quanto cabelo!! Foi a primeira coisa que o Dr disse sobre ela. Nessa hora eu fiquei numa ansiedade tão grande para vê-la.. que fiz força nos ombros para levantar. Fiquei com um torcicolo tão grande e tão dolorido, que entrou para a lista de remédios prescritos durante a internação.

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Não briguem comigo.. está ficando muito grande e vou dividir  mais um pouco para ficar menos cansativo..rsrsr
**
Continua

01 junho 2013

Relato de Nascimento de Laís - Parte 1

Assunto difícil, complexo e complicado. Difícil pelo nome, pelos rótulos e pelas lembranças. Complexo pq envolve uma briga entre o conhecimento que eu tinha na época e o conhecimento que eu tenho agora. E complicado pelas verdadeira praças de guerra pela blogsfera e internet a fora por conta da forma de nascimento de um ou de outro.

Não vou fazer ativismos ou defender lados, até pq não tenho conhecimento de causa para isso. Não pesquisei a fundo, não ouvi pessoa o suficiente para fechar uma conclusão. Em fim... vou trazer, depois de mais de 3 anos de blog, como foi o dia do nascimento de Laís e como chegamos lá.  E quem sabe fazer alguma conclusão disso tudo para que numa próxima vez seja diferente. Nem melhor, nem pior.

Mais uma coisa. O título do post não está escrito relato de parto e é de propósito. Acho que independente da forma como foi o parto, o que importa é a forma que o bebe nasce e o respeito, cuidado e carinho que se tem nesse meio.

*Pode ser que o post fique grande demais (todos já estão acostumados com meus testamentos). Se eu achar necessário, divido em dois, pode ser?!!! Adorooo!!!!

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Laís nasceu no dia 11/01/2010 às 11:10 da manhã depois de uma cesariana que durou (na minha memoria), no máximo, meia hora . Mas até chegar ali, muita coisa rolou.

Como li um p* texto essa semana sobre pré-natal humanizado no MMqD, acho super valido, começar meu relato pelo começo, na escolha do ator principal da brincadeira, ou deveria ser coadjuvante??? rsrsrs

Em fim... Descobri que estava gravida (já tinha um pedido de exame Beta feito por um Gineco super  recomendado, mas que confundiu o feto com um cisto, uma semana antes) mas não tinha ideia de come seria dali para frente. No trabalho todo mundo falava de um médico de Petrópolis que, ainda hoje, é tido como Santo por muita gente. Pq é calmo, explica, não sai metendo a faca ou sai dependendo da ótica de quem está falando.... em fim. Ô médico, ô cara. E eu que era louca de querer uma médico diferente disso. 

A esposa do chefe era paciente, meia duzia de amigas tbm, então não foi das tarefas mais difíceis conseguir uma vaga na lotadíssima agenda dele (na verdade só consegui ir pq a filha do chefe desistiu de sua consulta, rá). 

Na primeira consulta tive a melhor das impressões. Calma, sem "taxímetro" ligado, respondendo as duvidas que eu tinha. Passou alguns exames de rotina e pronto. Assim saímos da sala. E assim foram todas as consultas nos 6 meses seguintes. 

Ele não era um médico ruim. Nunca vou achar isso. Nem era grosso ou me tratava como idiota (algumas vezes sim, mas prefiro acreditar que sempre se fica meio idiota na primeira gestação - tipo querendo que o bb enxergue a luz da lanterna focalizada na barriga #eufiz, e ele respondeu rindo que era mito). Mas, com a experiencia, vejo que ele me ajudou muito a focar a gravidez no hoje, tipo: "não vou pensar em parto, amamentação, baby blues, finanças falidas. Vou pensar na gravidez e na alimentação e em ganhar pouco peso e não comer tanto sorvete, em como o bb esta mexendo e dando cambalhotes, em como está o desenvolvimento fetal."

Não que isso tudo não seja importante mas com a cabeça que tenho hoje, tenho mais que certeza que o conhecimento de coisas muito mais profundas são bem mais relevantes para quem não tem ideia do que estar por vir. Acho que uma consulta pré natal tem que ser encarada como uma preparação mensal, um pouquinho de cada vez. Com esclarecimentos sobre procedimentos, medicações, riscos, o que é e o que não é, o que é mais indicado ou não e tudo que aquela indicação envolve.

Lembro que logo que entrei na blogsfera eu não tinha nenhum problema com o meu parto e pensava que eu nunca poderia ir contra o médico, pq ele sabia o que era melhor para mim e para Laís. Hoje não acredito mais nisso. Quem sabe o que é melhor para mim e meu bb sou eu. E é assim que tem que ser... 

Voltando... (falo pra c*&¨¨$)

Sempre que eu falava sobre o parto ele respondia a mesma coisa: "Quando chegar a hora certa a gente conversa sobre isso". Aquilo me dava certa aflição pq nunca gostei de viver na ignorância e não ter planos sobre o que vai/pode acontecer, mas... gravida e de primeira viagem, confesso que tinha medo de contraria o médico e receber um carão. rá!

Então... já que a gente conversa sobre isso na hora certa. Vamos confiar neah?! Ele tinha feito parto de duas amigas bem próximas. Uma muito fresca que teve um PN otimo, mas que estressou ele até a ultima gota. E outra super descolada que queria PN e no fim não pode ser por algum motivo que não lembro. Ele estava com crédito.

Daí que chegaram as consultas quinzenais e logo semanais. Mas não chegaram as conversas sobre o parto. Eu estava tranquila. Tinha tido uma gravidez excepcional, estava com peso bom, pressão boa, cabeça boa, pele lisinha banhada por litros de óleo de amêndoa... não tinha motivo para marcar cesárea e não queria.

Ele passaria a semana do ano novo fora e eu não tinha nenhuma pressa para Laís nascer antes do dia 15, DPP inicial. Até a ultima consulta antes da viagem dele não tínhamos falado nada sobre o parto além do  "Quando chegar a hora certa a gente conversa sobre isso". A única coisa adicionada foi que se qualquer coisa acontecesse enquanto ele estivesse fora, uma médica já estaria pronta para me atender. Ah... e que eu não tinha dieta restrita para as festas, já que no resguardo a coisa fica mais restrita. #mefudi

Para meu desespero de quem não queria bb nascido em época de festas de final de ano, eu passei mal no dia primeiro. Muita dor... na parte de CIMA da barriga. Muita, muita, muita. Liguei para a médica reserva e ela mandou subir pro hospital na hora. :(

Enquanto eu me arrumava eu comecei a vomitar igual louca desvariada como se não houvesse mais amanha. E já cheguei ao hospital sem dor. Quando eu cheguei a medica estava na porta me esperando, já com o centro cirúrgico sendo preparado para me receber (isso ae, teoricamente estava em trabalho de parto e ia para o centro cirúrgico de qualquer jeito, pescou!?!). 

Quando eu ouvi, entrei em panico e falei na-não, pó-parar que Laís não chega hoje não. Depois de explicar o que eu estava sentindo, ou que tinha sentindo (pq parei de sentir rapidinho depois de ouvir aquilo), ela me levou pro consultório para fazer o toque e eu estava sem dilatação e tbm estava sem contração... tinha era comido mais do que devia e o estomago comprimido pelos 9 meses de gestação, não aguentou a barra e colocou tudo para fora. :) #vergonhagorda

Quando ele voltou, finalmente falamos sobre o parto. Eu iria fazer 40 semanas no final daquela primeira semana de janeiro e não demonstrava sinais que iria ter dilatação/contração/sei la o que para conseguir ter parto normal. E ele marcaria o parto para a segunda seguinte, dia 11. Segunda feira a noite, bom para o pai ganhar a semana inteira de licença. Bom para mim que ia conseguir descansar do peso (no final eu fiquei igual uma jamanta)... só não sei onde descansar e recém nascido cabem na mesma frase! Em fim..

Sabe banho de água fria? Foi assim que saí do consultório naquele dia por N motivos. Eu não tinha 1/10 do conhecimento que tenho hoje sobre os beneficio do parto normal e humanizado para a mãe e para o bb, mas queria muito ter a experiencia do parto normal, principalmente pq todo mundo falava que eu não era capaz de tê-lo.

Ouvi a gestação inteira (e antes dela tbm aqui) que eu não ia aguentar a dor do parto e que eu não seria capaz de passar por um PN. Que era frouxa, mole, medrosa, chorona... que era melhor mesmo marcar de uma vez que ia ser mais fácil. :(

Eu queria pq não queria passar por outro pós operatório traumático. Pouco mais de 5 anos antes, eu tinha feito uma cirurgia bem parecida com uma cesárea para tirar uma trompa e um ovário depois de uma hemorragia decorrente de cistos e tive um pós operatório terrível, com dores alucinantes, sem conseguir andar por causa do pontos, inflamação, ponto minando água e a lembrança daquele centro cirúrgico gelado.

E dia 11 era aniversário do meu irmão (por parte de pai). E por birrice minha, eu não queria que Laís nascesse no dia de outra pessoa.

Banho de água fria foi pouco para descrever como desci a serra naquele dia. Um caminhão de gelo caiu sobre o meu banco do carro e depois sobre a minha cadeira do trabalho.

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Continua...