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10 abril 2015

Impossível não comparar

Estava eu aqui, sem nada para fazer a não ser dormir, ou investir no meu plano infalivel, ou dormir, ou (pelo menos) arrumar a casa... enquanto todos dormem, fui fazer uma montagem com duas fotos do book de gestação da Laís e do Caio... Tive que me segurar, se não passava a noite fazendo montagens... 

É impossível não comparar um momento com o outro. Tanto a gestação, quanto o puerpério... tudo foi e esta sendo muito diferente. 

Claro que não tenho mais 25 anos... o corpo muda, a cabeça muda, o tempo muda... a vida é outra... mas chega a ser engraçado... 

Bem lá no inicio da gravidez, em um dos meus poucos relatos aqui no blog, eu citei algumas coisas que eu já estava sentindo diferente... mas sabia eu que era só a ponta do iceberg!!!

Daí vamos as diferenças:

Cuidados com o corpo

Na gravidez de Laís eu passei cremes, óleos, hidratantes, cuspe... Tudo que pudesse me ajudar as famigeradas estrias, eu passei... exceto nas duas ultimas semanas da gravidez, onde o cansaço e o calor não davam trégua. Resultado: elas apareceram sem dó!!!
Na gravidez de Caio e troquei de óleo pelo menos umas 5 vezes sem exagero... e garanto, com dor na consciência, que deixei de passar por muitos e muitos dias... cada dia com uma desculpa diferente. Quando finalmente me adaptei com um óleo... adiantou a porra toda.

Na gravidez de Laís engordei 15kg e emagreci um na ultima semana antes dela nascer.
Na gravidez de Caio engordei 9,5kg. Considerando que pari um mês antes... e vomitava bastante, não acho que ia engordar muito mais isso.

Na gravidez de Laís não bebi refrigerante, não tomei nem golinho da minha cervejinha de lei... mas era uma draga sem fim. Comia tudo que via pela frente.
Na gravidez de Caio liberei o refri e agradecia por cada golinho das cervejas sem álcool (mesmo elas com moderação e conhecimento da GO, viu?!)... mas TINHA que alimentar bem, comer pouco e regrado e com poucas besteiras... se não ia tudo literalmente ralo a baixo.

No pós de Laís usei cinta por 5 meses e meio (tempo da licença) e se não tivesse ficado com vergonha de ir trabalhar de cinta, teria continuado. Aquilo me dava uma segurança sem igual, mesmo eu tendo emagrecido tudo que engordei e mais um pouco tbm. (a conta 15kg - 20kg ficou um bom tempo sem bater!!! Cheguei aos 47kg)
No pós de Caio usei cinta por 20 dias. Sentia tanta dor cada vez que tirava e colocava. Sentia tanto calor. Perdia tanto tempo. Deixei um dia, depois outro e mais outro... Acabei acostumando. (grazadeus não tive tempo de comprar uma nova, se não ia dinheiro pelo ralo!!!)

Puerpério e amamentação

Não tive grandes dramas quando Laís nasceu. Não senti dor nenhuma e com uma semana me controlavam, se não eu dava cambalhotas. Estava sempre de boa, descansada, com tempo. Tive ajuda por um mês da minha mãe e ajudante duas vezes por semana durante toda licença. Não me preocupava com a parte pratica da casa nem de nada. 
Tive todo drama possível quando Caio nasceu. Talvez por cota do histórico, talvez por conta do pós operatório dolorido, da prematuridade de Caio. As únicas cambalhotas que eu poderia dar eram de dor. por conta do período corrido do ano, minha mãe ficou por aqui uns 15 dias, marido surtou e trabalhou como se não houvesse amanha, minha ajudante sumiu, Laís era Laís ao quadrado e estava de férias (mas nem posso falar da bichinha pq ela me surpreendeu absurdamente positivamente nesse período), fiquei mal, fiquei triste, me senti sozinha... baby blues total. (Passou, viu?!)

Sofri para amamentar Laís. Muito!!! Teve bico de silicone, concha disso, concha daquilo, casca de banana no bico, sol com as peitcholas de fora, litros e litros d'água tomados por dia, spray de ocitocina. Tudo e qualquer coisa. Se me falassem que era bom, que ajudava, que aliviava a dor e estimulava a produção... eu fazia. Nossa relação só foi se firmar com uns 4 meses, eu acho. 
Só sofri pela vontade e receio de não conseguir por conta da prematuridade. Nos 3 primeiros dias na UTI não tinha nada... tinha um colostrinho lá longe. Depois veio com tudo. Ainda não conseguia ordenhar, mas desceu bonito. O bico que comprei nunca foi usado. A conha que ganhei tbm não. O peito só rachou uma vez, lá na UTI e melhorou antes de ele vir pra casa. Nada de mastite, nada sol, casca de banana, nada... Mas... Fiquei relaxada. Me forço a beber 1 misero litro d'agua por dia e isso não é bom e não recomendo, viu?! To tentando melhorar!!!

No geral

Uma coisa é certa no primeiro filhos temos direto a tudo... No segundo as pessoas até se esquecem que vc está gravida!!!

Fui muito mimada durante a gravidez de Laís. Ganhei muiiiitos presentes para ela e para mim. O enxoval estava pronto, lavado e passado. Varias doações da prima mais velha ajudavam.
Não tive tempo para os mimos na gravidez de Caio. Primeiro nos resguardamos, depois eu estava quase sempre passando mal e não era mais uma novidade (eu acho). Não ganhei quase nada em comparação a Laís e as doações vieram todas depois que tudo precisou ser apressado (tadinha da minha amiga Si, que ficou lá em SP desesperada separando o que já podia trazer e quando chegou veio com 4 (ou mais) bolsas de coisas do Filipinho para o Caio!!!)

Laís e Caio tiveram poucas e boas visitas. Nisso não foi diferente. 
A familia de perto conheceu Caís numa festa quando ela tinha 11 dias. Não fomos a essa mesma festa essa ano pq era formatura da minha irmã, então ainda não conheceram Caio. 
A familia de longe conheceu Laís com 1 mês quando a levamos pro interior para meus avós conhecerem. Tbm fomos pro interior quando Caio fez um mês, a diferença é que meus avós faleceram num espaço de 2 anos.
A familia do marido conheceu  Laís pelo Orkut e Caio pelo Facebook. (Rá)

Os amigos, vieram os mais próximos das duas vezes... ou os que se importavam mais. A maioria conheceu nas visitas ao trabalho ou quando nos esbarrávamos em algum lugar!!!

#pausa Nisso eu tenho que descordar da maioria dos sites de bebês e gestantes. Gente boa e amiga... se vc tem uma amiga gravida ou recém parida, não deixa passar 3,6 meses para visitar... ou esbarrar pela rua... Gravidas e recém paridas são seres sensíveis... sabe o 8 ou 80??? Então, não vá fazer algazarra na casa da pessoa... mas não larga #acoitada sozinha na nova rotina alucinante!!! #despausa #ficadica

Acho que é só (que me lombro, pq a memória ficou ruim das duas vezes!!!)... mas vou deixar mais fotinhas comparando as duas gestações!!!


 


Bjnhos!!!

06 fevereiro 2015

Fim do parto e Síndrome de Hellp

Durante toda a gravidez eu procurei médico que me desse segurança e que acreditasse nas mesmas coisas que eu acreditava.

Não pedia muito. Queria respeito, cuidado, não ser tratada como idiota, entender as coisas que eu sentia, ser atendida (de alga forma) quando eu precisasse... Essas eram coisas básicas. Coisas que meu primeiro GO tinha feito bem, coisas que o pediatra de Laís sempre fez, coisas que eu acredito serem básicas quando alguem escolhe medicina como carreira. 

Tbm queria algo mais complexo: a busca pelo parto humanizado. Ideal para mim, enquanto gestante, e para o bebe. 

Essa busca, tanto de uma coisa quanto de outra, foi muito difícil para mim até o 6° mês de gestação... Eu não me sentia segura, nem sabia que caminho tomar ate então. 

As possibilidades eram infinitas e duas coisas eram certas na minha cabeça: 1° que eu pagava um plano caro demais para ser tratada como eu estava sendo. 2° eu só teria o parto humanizado ideal se eu pagasse (bem) para isso ou arriscasse a saúde pública. 

Confesso que sofri e perdi muitas noites de sono por causa disso. Pesquisava, achava pessoas, lia... E ao invés de me emponderar, como dizem, eu estava ficando cada vez mais assustada e frustrada. 

A gestação evoluía, cada vez eu tinha uma coisa diferente (enjôo, enchaqueca, gastrite, stress, pressão muito baixa, um episódio de pressão alta)... E eu estava no escuro.

No meu último post sobre parto eu estava dividida... Entre marcar com a medica humanizada particular e ir na medica cesarista declarada do plano. 

Marquei com a humanizada e tbm fui na do plano. 

A consulta do plano era antes. Eu já sabia o que esperar e fui armada e tentando minha ultima alternativa. A medica era indicação do grupo do face, e a indicação era clara: ela não fazia parto normal. 

Fui gratamente surpreendida por numa médica jovem, simpática e mãe de três filhos (2 gêmeos). Conversamos... Ela falou muiiiiito, me perguntou mil coisas e explicou outras mil... Ela ia pegar um pré natal no fim e foi tao atenciosa como se estivesse comigo desde tentante. 

Lá pelo meio da consulta ela pediu licença e explicou que não era adepta só parto normal - o que não é o que se espera na obstetrícia. E me explicou seus motivos: Três filhos, com menos de 5 anos, que precisam de atenção e de rotina. E a única forma que ela conseguiu, no meio de plantões, consultas, aulas na faculdade... Foi estabelecer essa condição. Uma condição não engessada, mas que daria a ela a chance de deixar a vida mais organizada. 

Ela não me iludiu ou tratou como idiota, não fez objeções as minhas vontades r medos em relação ao parto em meio elas festas de final de ano. Mediu, pesou, sentiu o bebe... E só fez o toque pq eu estava insegura com as cólicas que andava sentindo. 

Sai de lá reconfortada, afagada, me sentindo amparada. Não fui intimidada ou enganada. Eu estava em pânico e fui acalmada. 

Fui pra casa conversando muito com marido. A consulta com a humanizada seria no dia seguinte e ainda não tinha falado com ele. 

Mas fomos cogitando todas as hipóteses. Sobre o parto, as consultas que faltavam até lá, sobre o hospital e os valores que deveriam ser pagos. E sobre a rede publica. 

Não acho certo a realidade que estamos hoje na obstetrícia. Mas contínuo achando o mesmo que senti quando fui conhecendo a realidade e as reais possibilidades/necessidades de parto para a mulher... Acho que antes de mudar a cabeça e a cultura das mulheres, é preciso mudar o sistema. A mudança tem que vir dos médicos. 

Hoje começo a ver que isso esta acontecendo e tenho consciência que esta acontecendo pq as mulheres estão brigando por isso. 

Mas EU não me sentia pronta ou disposta para brigar por uma coisa que deveria ser meu direito. 

EU não me sentia pronta para só mudar a mão que receberia o dinheiro. Pq no fim esse tbm é o objetivo (se não os humanizados atenderiam pelo plano de saúde) 

EU não entendia como as mesmas mulheres que lutavam contra aquele sistema faziam isso estigmatizando e culpando as mulheres que, como eu, não se sentiam dispostas física e financeiramente para lutar. 

EU não arriscaria, por medo, a rede pública. Não que não possa ser boa... Pode e deve... Mas a historia diz outra coisa... E mais... EU acredito que muito do que se tornou a cultura da cesárea foi por conta do terror que muitas mulheres viveram nos seus partos na rede pública. 

E por fim, EU não tinha grana para bancar o parto considerando todas as despesas que eu já tinha. 

Pensei muito. Li muito. Conversei muito. E acabei vendo a realidade de outra pessoa que como eu queria viver aquela realidade diferente, mas que não era a realidade dela. 

Quando vi aquilo, pensei... Que doida! Depois pensei... Que dó dela, não é assim tão simples... Por fim, pensei... Eita carai... Essa tbm é minha realidade e tbm estou com essa piração. 

Cancelei a consulta com a humanizada e assumi que viveria a realidade que podia viver naquele momento. Tentaria entrar em trabalho de parto se as condições estivessem boas para isso e ia parar de me torturar... O risco no final era sofrer mais... E, depois de tudo, eu não queria mais riscos. 

Depois do parto e de tudo se normalizando, pensei: (desculpa o palavrão) Putaquepareo... Tudo realmente acontece por num motivo... Não escapamos disso. 

Se eu não tivesse embirrado com o hospital... Caio seria transferido para outro hospital em outra cidade, pq aquele não tinha UTI e seríamos separados. 

Se eu tivesse continuado com aquele medico que mal me examinava ou considerava meus sintomas... O resultado poderia ter sido bem pior.... 

Lembro da medica falando na sala do parto sobre a hellp. Mas eu estava tão assustada com tudo, que não consegui entender direito o que aquilo significava. E não pensei naquilo... Na verdade não tive como. 

Passei muito mal na primeira noite. Muito. Muita dor e, no meio da madrugada, uma leve hemorragia. Vomitei muito e a dor só aumentava. Só fui ver o Caio no final da tarde seguinte. Eu só o tinha visto assim que ele nasceu e estava sofrendo muito por isso. 

A pediatra da UTI queria que eu descesse mesmo de cadeira de rodas, mas eu nai conseguia nem isso. O pós operatório foi muito dolorido. 

E conseguiu ficar um pouco pior depois. Eu não repousei. Descia a cada três horas para a UTI, andava muito e acabava falando muito. Sofria por mim e por ele longe de mim. 

Todos os mimos oferecidos e prometidos pelo hospital não aconteceram, eu não queria saber se tinha música ambiente ou se vinham falar de fralda. Estava focada em ficar de pé e não sentir tanta dor para não prejudicar a amamentação. E eu senti muita dor (bom registrar, pq memória seletiva é do carai para boicotar a gente e só trazer momentos felizes). 

Quando conversei com a medica nas visitas fui entender o tamanho da coisa. Meus exames deram alteração elevada nas enzimas hepáticas e desenvolvi a pré-eclampsia. O nível de potássio estava alto e para "melhorar" o quadro, tive a anemia aguda depois do parto com indicação de transfusão... A medica não entendia - mas dava graças a Deus - como eu não tinha ido para a UTI tbm. 

Tomei tantos remédios quanto as ativistas humanizadas diziam que precisava tomar por causa da cesárea. E senti tanta dor quanto desejavam que sentisse quem "preferia" cesárea. E isso me afastou ainda mais do grupo que apóia essa mudança.

No fim continuei sentindo muita dor por uns 20 dias. Precisei de ajuda para tudo nesse tempo e tomei remédios fortíssimos para dor. Mas não fui para a UTI, não fiz a transfusão (a medica chegou a um consenso comigo, minha família e mais duas medicas, que eu conseguiria recuperar com alimentação e medicação oral) e não morri hehehehe. 

Não sou entendida sobre a síndrome. Só soube que a tinha quando tratei ela. O tratamento é o parto imediato, e pelo que li, deve ser feito em qualquer período gestacional para evitar a morte materna. E foi o maximo que li... Já tinha passado, estávamos bem, nos recuperando... Não precisava ficar me martirizando sobre o que poderia ter acontecido ou não. 

Passou... Hoje dois meses depois já é quase uma lembrança esquecida, mas foi uma experiencia que me fez aprender muito. E principalmente rever a vida com outros olhos e outras prioridades. 

Continua...

30 janeiro 2015

Não podemos ter o controle de tudo

Mais uma vez, era a segunda vez que eu era obrigada a aceitar e entender que não posso controlar tudo. Em duas semanas minha vida mudou.

Sai de uma gestação normal e de baixo risco, para uma gestação de risco, com sofrimento fetal.

Depois do choque da ultra daquela sexta feira eu continuava literalmente em choque. Estávamos todos em choque. Fomos direto ao shopping comprar algumas coisas. Coisas pro enxoval que eu já compraria na BB Básico, roupas de tamanho menor... Jantamos, chegamos em casa mais de meia noite. Ainda estávamos em choque.

No dia seguinte comprei mais algumas coisas. Umas meinhas, uns bodys pequenos... Confesso que eu estava perdida.

No domingo lavei tudo. Na máquina a mesmo. Tínhamos um convite para almoçar fora, mas passamos o dia em casa. Só nós três.

Uma angustia sem fim. Uma falsa esperança, daquelas que a gente tem só para não surtar, de que estava tudo bem e que aquele tinha sido só um exame ruim.

Saímos a noite para trocar o presente de natal de Laís que tinha vindo com defeito e não me senti bem no shopping. Minhas mãos incharam ao ponto de eu não conseguir segurar uma caneta. Vi umas estrelinhas... Tomamos um sorvete e fomos embora.

No dia seguinte eu iria ver a medica na hora do almoço no hospital em que ela dá plantão. Uma noite longa no meio. Minha mãe veio para ajudar com Laís e lá fomos nós.

Era no hospital publico e fiquei com vergonha, mas passei na frente de outras tantas grávidas que estavam lá tão assustadas quanto eu.

Fizemos nova ultra, acompanhada por outro médico. Infelizmente o quadro se repetiu. O bebe estava fazendo um pouco mais de força para nutrir alguns pontos vitais e o peso era o mesmo daquela ultra feita 32 semanas. As coisas não estavam bem.

Conversando com a médica, falei do inchaço do dia anterior... Ela achou melhor medir a pressão e ia me passar alguns exames para fazer durante a semana, junto com o acompanhamento da ultra.

Mas pressão estava 15/10.

Com o restante do quadro, ela achou melhor que eu fizesse os exames laboratoriais e o eletrocardiograma do bebê ali mesmo. Daí avaliaria se poderia esperar ou não.

No eletro o Caio estava com pouca "reatividade"... Foi assim que chamaram a falta de movimentos e o baixo batimento cardíaco quando tinha algum movimento maior. Naquele momento me toquei que na ultima semana, desde que passei mal, senti muito pouco os movimentos dele, muito abaixo do que eu estava acostumada, e não era impressão minha.

Duas pediatras ajudaram na avaliação e a medica ligou pro hospital. Caio ia nascer naquele dia, com 34 semanas e 5 dias.

Não tinha bolsa arrumada para ele, nem para mim. Não tinha nem bolsa ainda. Nem camisola ou cinta. Minha mãe em choque, marido em choque, amiga queridas em choque. Eu estava tranquila. Preferia mudar tudo, dar jeito no que tivesse faltando e até ter ele na UTI neo, mas não queria o risco de perder ele. Eu não controlo nada mesmo, isso tudo só veio confirmar.

Minha mãe se tornou a louca do ferro de passar, tadinha!!! Ainda bem que eu tinha lavado tudo no dia anterior. Eu liguei na farmácia e pedi algumas coisas que eu lembrava e que podia precisar. Marido foi buscar, foi no trabalho e depois buscar Laís (seria um caos, mas eu queria ela comigo).

Partimos para o hospital na zona sul do Rio (hospital indicado pelo plano de saúde) antes do horário de pico do trânsito, não queria mais surpresas - tadinha de mim.

Chegando lá, surpresa, o plano não aceitava minha internação. Meu plano era coletivo e aquele hospital só internava privativo. E minha medica tbm só fazia parto no plano privativo. Entrei em pânico. Toda calma que eu tive durante o dia, foi embora naquele momento. O que eu faria???

Mas uma vez a vida me mostrando que eu não controlo absolutamente nada. Que tudo pode acontecer a revelia da minha vontade.

Uma coisa eu acredito. Sabe aquele clichêZão: tudo na vida acontece por um motivo. Então... Na gravidez, no nascimento, no ano de 2014... Tudo teve um motivo para acontecer...

A medica chegou, me abraçou e mandou ficar calma. Ela não ia me deixar sozinha. Já tinha conversado com o plano, com o hospital... Eles não iam me transferir naquela situação. Iria entrar e fazer o procedimentos pela emergência e sua equipe faria a cirurgia.

Refiz o eletro e o resultado foi o mesmo. Os médicos da emergência me davam medo. As enfermeiras me davam medo. A medica mandava eu ficar calma, pq eu estava no melhor lugar pro bebe nascer... Mas e o caraio só medo de dar tudo errado mais uma vez?!?!

Finalmente minha internação saiu, mais de 3 horas depois.

Lais estava tocando o terror na sala se espera. Mas eu precisava vê-la antes de tudo. Precisava da força e do amor dela. Tive medo do que poderia acontecer. E eu tinha escolhido aquele hospital por causa dela, pq ali ela era bem vinda e aceita. Antes de eu subir chamei ela, ela me abraçou e nos despedimos.

Marido subiu pro centro cirúrgico comigo, minha mãe foi pro quarto com ela. Me prepararam e eu fiquei sozinha.

Acho que o pânico estava estampado na minha cara. A enfermeira auxiliar segurou minha mão firme, depois a instrumentista me fez carinho ate que a equipe chegasse... O anestesistas me distraiu falando mal de onde eu morava... Brincando comigo... Finalmente a médica chegou e logo depois o Ed. Mas eu ainda estava em pânico.

Foi tudo muito rápido e "simples" como é uma cirurgia de cesariana. Eu já sabia o que esperar, não estava enganada. Estava com medo. Por mim, mas muito mais por ele.

E ele nasceu. Às 21:45 do dia 01 de dezembro, pesando 2,005kg e medindo 43cm. Chegou cabeludo, pequenininho e gritando a pelos pulmões. Lindo!


A pediatra (que foi carinhosa mas não me passou a segurança que as pediatras da Neo me passariam nos dias seguintes) veio e me tranquilizou quanto a situação dele. Nasceu no peso limite da UTI (mais uns 100gr e talvez nem precisasse), mas seus pulmões estavam plenos e formados, era perfeitinho e não aparentava algum problema pela prematuridade.

Levaram ele e Ed foi atrás. A medica continuou e terminou os procedimentos cirúrgicos.

No fim, enquanto me limpavam, quando a parte dela tinha acabado, ela sentou num banquinho e me avisou que tinha mandando os exames laboratoriais de mais cedo no hospital, por msg no celular... Falou um palavrão e disse: cara (é a tipica carioca) vc estava desenvolvendo hellp. Fizemos o parto na hora certa, não sei como vc tbm não foi para a UTI.

Continua...

29 janeiro 2015

Tudo pode mudar em duas semanas

Foi a segunda vez no ano que vivi isso... Duas semanas de felicidade que acabou de uma hora para outra e dessa vez eram duas semanas de tranquilidade que viraram de pânico. 

Eu estava com 32 semanas quando fiz uma ultra com doppler colorido. Ao contrário das outras, que eu vinha fazendo com uma medica incrível, que me deixava super tranquila e explicava tudo, dessa vez eu fiz com um médico indicado pela GO. 

Estava tudo bem. Bebe estava com bom tamanho, todas as medidas certinhas, bom liquido, boa circulação sanguínea... Foi uma ultra boa para ver o que precisava ser visto... Mas eu estava mal acostumada com a outra medica e seu aparelho mega pawer plus 3D... Dessa vez não vimos mais que uma fotinha de perfil do Caio. 

Fomos na consulta com a GO uma semana depois, a ultima que seria mensal, e estava tudo bem. Pressão, peso, alimentação, glicose e os outros exames laboratoriais. Tudo tão direitinho que ela concordou em esperamos a primeira semana de janeiro quando eu completaria 40 semanas. Ela me passou um novo pedido de ultra, sem grandes recomendações... Só para matar minha vontade de ver o bebe (nas palavras dela) e eu poderia fazer se quisesse e quando quisesse. 

Eu tinha uma data marcada para dali a uma semana. Marquei por precaução um  tempo antes, quando não conseguia vaga em lugar nenhum e tinha ultra com doppler para fazer. Como tinha feito aquela a tao pouco tempo, não via necessidade de fazer outra - mesmo com pedido na mão e data marcada com minha medica favorita. 

Só que tudo muda mesmo em duas semanas. 

No inicio da semana em que completei 34 semanas eu passei mal no trabalho. Era uma semana importante no trabalho e me dispus a ir trabalhar do jeito que estivesse. Logo eu entraria de licença e não queria deixar nada para trás. Mas... 

Passei realmente muito mal. Muito. Vomitei muito e tive muita dor de estomago. Era gastrite. Eu já imaginava pq vinha passando muito mal do estomago desde o inicio da gravidez. 

Pedi a semana inteira a GO e ela me mandou ir numa emergência medir a pressão. Medi em casa mesmo. Estava baixa. Continuei o contato com ela por mensagem e repousei. Passei dois dias passando bem mal ainda, no outro só descansei... 

Na sexta eu tinha aquela ultra agendada e pensei muito sobre fazê-la. 

Eu tinha feito muita forca com a barriga para vomitar e tinha tido muito dor. Paralelo a isso um nascimento de uma pessoa próxima não saiu bem como o esperado. Eu já tinha o pedido, tinha o horário agendado e não gastaria nada para ver o rostinho em 3D do pequeno. O que eu tinha a perder??? 

Fomos em comboio. Parece que adivinhando. 

Minha mãe foi junto e antes da ultra, passamos no centro e compramos algumas coisas para a lembrancinha de maternidade e para o quadro da porta. 

Quando chegamos na clinica, vimos a medica conversando com um casal. A moça parecia estar com menos tempo gestacional que eu. Mas estava com uma cara preocupada. Tanto quanto a da medica, que conversava com ela ao mesmo tempo que tentava contactar a GO da moça pelo celular. Mas ela não conseguiu. Deu algumas orientações, mandou fazer uma eletro no domingo e voltar na terça. 

Eu assisti aquela cena assustada. Mas né?! Essas coisas só acontecem com os outros. 

Era nossa vez. 

Entramos animados para ver o pequeno. A medica lembrou de Laís, que não parava quieta e começou as medições. Ele não estava numa boa posição, mas ela seguiu. 

Primeiro rindo e conversando, depois seria e refazendo as medições mais de uma, duas vezes em cada lugar. 

Nessa hora comecei a entrar em panico junto com marido e minha mãe. Laís estava a mil como sempre e só queria ver a foto do irmão. 

A medica 'terminou' e me explicou que estava achando o exame muito estranho. Que quase todas as medida estavam boas. O líquido bom, a circulação sanguínea no cordão tbm, mas o peso e a circulação em outros pontos, não. Pediu para falar com minha médica e (grazadeus) ela atendeu na hora. 

Falaram vários termos técnicos que eu não entendia. Só entendia quando a Dra falava sobre não querer interromper só por causa de um dia ruim. PÂNICO!!! 

Saí da clinica e 5 minutos depois minha medica me ligou. Me explicou que o bebe estava fazendo mais força para levar o sangue a determinados pontos e que isso poderia significar sofrimento fetal. Disse que eu precisaria ficar de repouso para segurarmos ate as 37 semanas, pelos menos. Pediu que eu fosse até o hospital onde ela estaria de plantão na segunda feira e que repetiríamos a ultra duas vezes por semana para garantir que o bebe estivesse bem. Disse que eu já entraria de licença e que deveria ficar quietinha para segurar o bebe por mais duas semanas. 

Eu estava com 34 semanas e 2 dias, estava com nada do enxoval terminado, estava com visita e viagem marcada para o fds seguinte, estava com planos de terminar o enxoval dali duas semanas, na feira do bebê. E pior: o pouco de roupa que tinha até o momento, era grande. Marido mede 1,94cm e Laís nasceu com 3,580. Não esperávamos um bebe pequeno. 

Não esperávamos um bebê prematuro. Continua...

(P.s: se virem algum erro de digitação ou português, relevem, por favor... tenho digitado do celular!!! rsrs)

26 setembro 2014

Evolução!!!

Para animar essa bagaça, vamos de fotinha da evolução da barriga nessas 25 semanas!!!

Na ordem: 25 semanas/20 semanas/17 semanas/15 semanas!!!!

Muito amor!!!! <3 p="">

15 setembro 2014

Palpitaria...

Antes... a questão do quarto foi resolvida e todas agradecem pq meu humor melhorou.. agora estou tentando colocar tudo, ou o maximo de coisas programadas, no quarto. Assim que ficar pronto eu registro!!! 

Maternar é, alem de tudo, um exercício de paciência. Mas gestar (gerar, emprenhar, embuchar.. rsrsr)... vou te falar: paciência é quase a palavra mestre para não surtar – ainda mais. 

Depois que descobri que queria engravidar... lá a muito tempo atrás, depois que aqueles objetivos básicos de uma pessoa controladora, estavam conquistados, descobri tbm que a gravidez, a barriga e crianças pequenas exercem um fascínio nas pessoas. 

Eu mesma, não podia ver uma barriga ou um bebe que ficava igual boba, babando e achando que sabia tudo... 

Daí que eu engravidei.. e me vi em meio a mãos alheia na barriga que ainda era minha barriga, a todo o tipo de comentários e conselhos imagináveis.. e pior, vi que boa parte das minhas verdades absolutas sobre maternidade estavam furadas... Eu ainda não sabia o que era a tal, tão falada, até provar dela. 

Daí que aprendi a fazer pirraça e cara de alface e nem me perturbaram tanto... perturbaram sim, mas grávida não tem memória de longa data (nem de curta), então não lembro.. huahauha 

Eis que vem o segundo e esperado filho. 

Gente.. desejei por algum tempo, depois tentei por mais um tempo, depois passei mais um tempo entre perdas e sustos.. e vou te falar... é cada coisa que escuto!!! 

Vamos rir??!! 

No auge da pança de 5 meses completos, encontro alguém que ainda não sabia do bebe... Prováveis reações e comentários: 

“Nooooooossa!!!! Ta grávida de novo????” (nesse caso todas as silabas bem acentuadas com cara de riso)
- Tô sim.. legal, né?!.. e a minha outra gravidez foi a 5 anos, não a há 5 meses... !! (Gente.. como assim de novo?! Sempre que uma pessoa tem outro filho ela fica grávida DE NOVO, não significa que ela fica grávida toda hora!!!) 

Ou 

"De novo?? Vc é louca ou muito corajosa!!! (dessa vez com cara de espanto) Essa eu nem respondo.. dou um sorrisinho e saio.. Serio.. vou ter um filho ou ir para guerra?! 

Daí, que quase todo mundo já sabe... minha barriga se anuncia nesse momento... e aí que começa a diversão... Já escutei todo tipo de coisa:

“Vai ligar?” (oi? Ligar pra quem? Tenho 10 filhos ou vou ter 2?)
ou
“Bom que formou casal que pode ligar, né?!” (oi2? Como assim que o povo agora que fazer controle populacional e começar pela minha família?!) 
ou
“Que bom que formou casal pq aí vc vai ver que limpar pinto é mais fácil. Só que vc vai ver o quanto eles são esfomeados” (oi3? Amamentei por 37 meses.. há algo mais “esfomeado” que isso?? E não seria a mesma coisa se fosse menina???) 
ou
“Ih.. Lais agora VAI morrer de ciúme e VAI fazer altas birras quando ele nascer e ela começar a perder as coisas!!” (serio gente.. a forma como as crianças lidam com mudança sempre é difícil, sempre requer paciência e maturidade do adulto.. é simples.. . E outra, não quer dizer que ela vai perder tudo pq vai ganhar um irmão.. a conta para mim é positiva, não negativa) 
ou
“O que vc vai fazer depois que ele nascer?? Quem vai cuidar??” (se quiser o numero da conta bancária para contribuir, eu até dou!!! Pq, né?! Pode ser preocupação genuína e tal... mas né?! Né particular de mais não?!) 

A melhor: 

“Vcs foram rapidinhos, heim!? Ed ta podendo! Ta com pressão!! Mal perderam um engataram outra...” (essa merece resposta??? Mas eu dei, mesmo sem ser religiosa, respondi que rápida é a vontade de Deus que quis assim!) 

Gente... é serio... um tanto de barbaridade que ouço quase todos os dias em tom de brincadeira e em tom de maldade, que parece inventado. Cara de alface e um biscoitinho para manter a boca fechada e não dar umas boas respostas.

20 agosto 2014

O mundo que muda de cor com suas delicias e dificuldades

Nem lembro quando escrevi pela ultima vez. Ler não tem sido até tão difícil, desde que eu não tenha que prestar tanta atenção por muito tempo. A lista de livros não lidos, na expectativa de ir para a cabeceira da cama, está grande e parada a alguns meses, como pode?!

Os blogs amigos eu não esqueço, mas quando me lembro, vejo alguma coisa e vou lá ler... Percebo que perdi 3 ou 4 posts.

No trabalho, a concentração está ótima (#sqn)... principalmente quando chefe faz uma pergunta simples do meu cotidiano e eu simplesmente começo a rir. Pq? Pq não lembro.. deu branco.

Em casa.. ô delicia.. tudo na mais perfeita ordem... Hoje! Pq a faxineira está lá depois de quase 6 meses sem ir... rá!

Já tinha ouvido muito falar sobre isso... sobre as “desculpas” da gravidez. Que esquece, que fica com sono, que quer comer...mas que todo mundo acha que é historinha para boi dormir..

Vou te falar.. historinha pra boi dormir o caraio... Eu consigo esquecer o que estava pensando... tem noção?! Coloco comida no fogo e vou para sala assistir TV e esqueço, apago da minha cabeça aquele momento.

O sono e cansaço me consomem. Mas assim... não é um sono e cansaço normal... é um sono de primeiro trimestre com o cansaço do terceiro, saca?! Ta tudo junto dessa vez.

Pão doce, batata frita, açaí, bolo de chocolate, coxinha (tudo gostoso pq to lerda mais não sou burra)... to com vontade de tudo isso aí.. junto ou separado a qualquer hora do dia. De salivar e sonhar.

Quem na vida já teve um sonho onde o protagonista era uma coxinha??? Eu!!! Srsrsrs

Essa sou eu... prazer, 20 semanas hoje!!!

Tá... mas tem que ter parte boa nessa bagaça!!!

Tem sim... os enjôos, aqueles que achei que me acompanhariam pelo resto dos meus dias, que meu tiravam o prazer de comer (e de beber, e de acordar e de andar... ) Os enjôos se foram... Lógico que não completamente, pq se não seria fácil de mais.. Mas foram 95% embora... e no meu nível, gente... ficar com 5% do que estava é estar no céu...

Agora está na hora de aproveitar... entramos no segundo trimestre, o período de aproveitar a leveza da gravidez, só os prazeres.. certo?! Errado!!!

Enxaqueca, alguém já ouviu falar... muita dor de cabeça.. que faz o sujeito (no caso a sujeita) não conseguir mexer a cabeça pro lado ou executar tarefas simples... aquelas que se acumulam desde os episódio mais tristes desse ano...

E que nos levaram a uma consulta de emergia com o GO com suspeita de Hipertensão Gestacional... Sim, a pessoa que sempre caiu pelos cantos com pressão 11/06, agora tem pressão 14/08... Daí vai ao cardiologista urgente, fica mais uns dias em casa (Deus abençoe a estabilidade da gravidez, se não eu tava fudida frita!!).. e o cardiologista chega a conclusão que gozo de perfeita saúde, por enquanto! Que pode ser estresse do dia-a-dia, ou da perda, ou dos sintomas da gravidez que me fazem ficar nervosa. Mas que por enquanto não temos com que preocupar...

Gente, serio.. queria passar uma única semana desta linda gestação sem passar mal um dia (ou dois)... Basta pensar que estamos na metade do caminho, né?! Mais 20 semanas pela frente em que tudo pode mudar.. rá!!!

Falei, falei, falei... Uma gravidez cheia de emoções!!!

A maior delas é que com 17 semanas descobrimos que o bebe que habita meu ventre tem pernas lindas e um pintinho no meio delas... Caio vem para mudar todo nosso mundo cor de rosa, inclusive o quarto com duas paredes rosa e mil e um brinquedos da irmã mais velha!!!!

E o mundo pode ser bem bonito em tons de azul!!!!!

Volto logo!!! ;)

16 julho 2014

Das diferenças que eu sinto

Se dois filhos, criados pelos mesmos pai e mãe, morando na mesma casa, frequentando os mesmo ambiente são iguais, pq uma gravidez deveria ser igual a outra???

(por mim deveria... ser tudo igual e monotonamente chato... rá.. pelo menos eu não vomitava!!!)

A duvida sobre as diferenças de personalidades de irmão caiu por terra pra mim quando  li em algum lugar sobre isso.. Com certeza foi na blogsfera (ela sempre faz isso por mim! Rá).. Li que mesmo sendo filhos do mesmo pai e mesma mãe o tratamento que é dado a um filho é diferente do outro.

Não por diferenciação e sim pq não sou, me usando como exemplo, a mesma pessoa que era a 4 anos atrás quando Laís nasceu. Aprendi muitas coisas, passei por outras muitas, amadureci e não vou ser a mesma Martha de 25 anos quando o baby2 nascer. 

No caso de gêmeos, que os pais são sim os mesmos no tratamento dos filhos, ainda acho que não é o mesmo tratamento, pq tratam os filhos como indivíduos diferentes. Não tem como dois irmão serem exatamente iguais...

Aí descobri na pele que a mudança começa na gestação.

Pegando a idéia da Sarah (amiga de barrigaaaaa), vou listando algumas mudanças dessa gestação e da gestação de Laís.

Reação das pessoas.

Alem do fato dessa gestação ter tido as complicações e o peso do aborto, algumas reações de pessoas que nem souberam do aborto ou a forma que reagiram na época na primeira noticia...

Ouvi de grande parte que nós éramos malucos e corajosos, que estávamos empolgados, que a fabrica estava boa... e claro, se eu ia ligar as “trompa” depois da ‘cirurgia’ ou se Ed ia fazer vasectomia. Ouvimos tbm que não precisávamos de outro filho agora... E a mais comum: TEM QUE SER MENINO para fazer casalzinho e fechar a fabrica, né?!

Grazadeus cara de alface é meu forte!!!!

Da gravidez de Laís SÓ ouvíamos parabéns.. só... no maximo que demoramos muito (5 anos de casado) para engravidar... e as piadinhas com Ed..

Corpo

Estou pançuda e sem Buda.. já.. tipo respirei grávida e a barriga apareceu e a bunda sumiu.. huahauhauha.
Noto que a barriga é um pouco de resquício da ultima gravidez, apesar de eu ter secado, e tbm da idade.. tenho 29 e não 24.. metabolismo completamente diferente. 
(logo posto uma fotinnha da pança crescida)

Da outra vez continuei um palito por alguns meses... barriga só com 5 meses e o corpo bem uniforme como sempre ficava antes quando eu engordava...
(quero ver como vai ser no final.. rá)

Enjoos

Oi prazer, esse é meu nome!! Puatquepareo (eu sei que o blog é família, mas não tem outra definição!!!).. Então.. putaquepareo como to enjoada... All the time... Durmo e acordo enjoada.. não tem explicação. Enjoo com tudo e qualquer coisa e com nada tbm... Enjoo se acordo cedo ou de durmo mais um cado.. Vômitos são recorrente, quase uma companhia...

Eu sei que daqui uns dois anos eu posso dizer... “enjoada, eu?! Nunquinha!! Passei uma gravidez linda... “ Então to registrando aqui para não esquecer...

Não tenho fome, mas como para o enjôo não aumentar... Não sinto vontade de comer nada.. todas as gostosuras que amo, eu até como, mas se eu pensar muito antes, enjôo...

“tá fassiu naum Bazeo!!!”

Gravidez de Laís... lembrando que tenho memória seletiva e pode ser tudo mentira... Passei linda e fina... quase ilesa aos enjoos do primeiro trimestre. Enjoava pouco de manha e com a escova de dentes.. lembro que tinha habito de escovar a língua e até hoje isso me causa um certo desconforto. Acho que só vomitei uma única vez.. aquele vomitinho fino de gente besta... que gofa e já diz que vomitou.. essa era eu.. rá!

Emoções

Essa gravidez tem (dizendo novamente) o peso do aborto..,. então o medo é um sentimento ainda constante para mim. Não tive grandes alterações de humor por si só.. só as provocadas pelo meu mau estar do enjôo. Ando pouco mais carente  e chorosa.. e só... ainda não enlouqueci completamente.. (o enjôo ainda não conseguiu... )

Da gravidez de Laís eu era uma pedra... uma porta... uma cavala.. Fiquei intolerante e impaciente... (isso eu lembro bem, pq me gabava). Desfiz toda a imagem que tinham de menina boba e educada... se eu não gostava eu falava e falava “merrrmo rapa!” Se me irritava eu soltava uma meia dúzia.. Tudo que não fiquei foi sensível!!!

(confesso que isso já era traço da personalidade e eu o mantive intenso depois que Laís nasceu.. rá!)

Acho que ainda vão ter muitas diferenças que vou identificando ao longo do percurso!!! rsrsrs